Trump diz que atirador não chegou perto do salão em jantar e fala em 'fim próximo' da guerra com o Irã
Donald Trump chega para discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, após um tiroteio do lado de fora do salão de baile AP/José Luis Magana Um dia após o ataque a tiros em um jantar com jornalistas em Washington, o presidente Donald Trump afirmou que o suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados. Em entrevista à Fox News, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação considerado difícil de proteger. Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança. A fala ocorre após a mobilização de agentes do Serviço Secreto durante o evento, que terminou com o suspeito detido ainda nas áreas de controle. Mais cedo, especialistas ouvidos pela imprensa internacional avaliaram que a resposta seguiu o protocolo esperado, com foco em impedir a aproximação e retirar autoridades do risco imediato. Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de dificuldades anteriores. Ele citou ainda um manifesto atribuído ao homem, sem detalhar o conteúdo. Especialista cita falha de segurança em evento com Trump Segurança reforçada e pressão sobre eventos com autoridades O presidente reconheceu que garantir a segurança em encontros desse porte é uma tarefa complexa, especialmente quando há concentração de autoridades, jornalistas e equipes de apoio no mesmo ambiente. A avaliação dialoga com a de ex-agentes de segurança, que apontam que eventos fechados exigem múltiplas camadas de proteção, com triagem, monitoramento e resposta rápida a ameaças. Nesses cenários, o objetivo central é impedir o avanço do agressor antes que ele alcance áreas mais sensíveis — como ocorreu no episódio de sábado. Guerra com o Irã entra no centro da entrevista Ao longo da conversa, Trump alternou o tema doméstico com a política externa e afirmou que a guerra com o Irã pode estar próxima do fim. Segundo ele, há interlocutores “razoáveis” do lado iraniano e a negociação pode avançar por contato direto, inclusive por telefone. “Se eles quiserem falar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Existe telefone. Temos linhas seguras”, disse. As declarações vêm em um momento de impasse diplomático. Como mostrou o g1 mais cedo, negociações indiretas seguem em curso com mediação do Paquistão, enquanto um cessar-fogo permanece em vigor, mas sem acordo definitivo. Trump também indicou que uma das condições para encerrar o conflito envolve o programa nuclear iraniano, tema central das tensões entre os dois países. Críticas a aliados e cenário internacional O presidente ainda criticou a atuação de aliados internacionais, afirmando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não deu o suporte esperado no contexto do conflito com o Irã. Ele também mencionou o Reino Unido, dizendo que a promessa de envio de embarcações após o fim da guerra não seria suficiente diante do cenário atual. As declarações reforçam o tom de pressão adotado por Washington nas negociações, ao mesmo tempo em que expõem divergências entre parceiros tradicionais em um momento de instabilidade geopolítica. China entra no radar, mas com tom mais moderado Ao comentar o cenário internacional mais amplo, Trump também mencionou a China, adotando um tom menos crítico do que em declarações anteriores. Segundo ele, Pequim poderia ter contribuído mais diante do atual contexto global, mas evitou uma postura mais dura ao afirmar que o país “poderia ter sido muito pior”. A fala sinaliza uma tentativa de calibrar o discurso em relação à China enquanto os Estados Unidos lidam simultaneamente com a guerra no Oriente Médio e tensões com aliados tradicionais.

Donald Trump chega para discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, após um tiroteio do lado de fora do salão de baile AP/José Luis Magana Um dia após o ataque a tiros em um jantar com jornalistas em Washington, o presidente Donald Trump afirmou que o suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados. Em entrevista à Fox News, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação considerado difícil de proteger. Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança. A fala ocorre após a mobilização de agentes do Serviço Secreto durante o evento, que terminou com o suspeito detido ainda nas áreas de controle. Mais cedo, especialistas ouvidos pela imprensa internacional avaliaram que a resposta seguiu o protocolo esperado, com foco em impedir a aproximação e retirar autoridades do risco imediato. Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de dificuldades anteriores. Ele citou ainda um manifesto atribuído ao homem, sem detalhar o conteúdo. Especialista cita falha de segurança em evento com Trump Segurança reforçada e pressão sobre eventos com autoridades O presidente reconheceu que garantir a segurança em encontros desse porte é uma tarefa complexa, especialmente quando há concentração de autoridades, jornalistas e equipes de apoio no mesmo ambiente. A avaliação dialoga com a de ex-agentes de segurança, que apontam que eventos fechados exigem múltiplas camadas de proteção, com triagem, monitoramento e resposta rápida a ameaças. Nesses cenários, o objetivo central é impedir o avanço do agressor antes que ele alcance áreas mais sensíveis — como ocorreu no episódio de sábado. Guerra com o Irã entra no centro da entrevista Ao longo da conversa, Trump alternou o tema doméstico com a política externa e afirmou que a guerra com o Irã pode estar próxima do fim. Segundo ele, há interlocutores “razoáveis” do lado iraniano e a negociação pode avançar por contato direto, inclusive por telefone. “Se eles quiserem falar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Existe telefone. Temos linhas seguras”, disse. As declarações vêm em um momento de impasse diplomático. Como mostrou o g1 mais cedo, negociações indiretas seguem em curso com mediação do Paquistão, enquanto um cessar-fogo permanece em vigor, mas sem acordo definitivo. Trump também indicou que uma das condições para encerrar o conflito envolve o programa nuclear iraniano, tema central das tensões entre os dois países. Críticas a aliados e cenário internacional O presidente ainda criticou a atuação de aliados internacionais, afirmando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não deu o suporte esperado no contexto do conflito com o Irã. Ele também mencionou o Reino Unido, dizendo que a promessa de envio de embarcações após o fim da guerra não seria suficiente diante do cenário atual. As declarações reforçam o tom de pressão adotado por Washington nas negociações, ao mesmo tempo em que expõem divergências entre parceiros tradicionais em um momento de instabilidade geopolítica. China entra no radar, mas com tom mais moderado Ao comentar o cenário internacional mais amplo, Trump também mencionou a China, adotando um tom menos crítico do que em declarações anteriores. Segundo ele, Pequim poderia ter contribuído mais diante do atual contexto global, mas evitou uma postura mais dura ao afirmar que o país “poderia ter sido muito pior”. A fala sinaliza uma tentativa de calibrar o discurso em relação à China enquanto os Estados Unidos lidam simultaneamente com a guerra no Oriente Médio e tensões com aliados tradicionais.
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