Trump diz que Putin aceitou convite para o ‘Conselho da Paz’; líder russo afirma que ainda estuda proposta
Miriam Leitão: Conselho da Paz vira intimidação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que o líder russo, Vladimir Putin, aceitou um convite para integrar o “Conselho da Paz” para Gaza. Pouco antes, no entanto, Putin disse que ainda analisava a proposta. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump falou com repórteres após um encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça. “Ele foi convidado. Ele aceitou”, disse. No entanto, cerca de uma hora antes da declaração do presidente americano, a agência estatal russa Tass informou que Putin havia orientado o Ministério das Relações Exteriores a estudar o convite. “O Ministério das Relações Exteriores da Rússia recebeu instruções para analisar os documentos recebidos, consultar parceiros estratégicos e, somente então, responder ao convite”, disse Putin durante uma reunião do Conselho de Segurança russo. O presidente russo afirmou ainda que estaria disposto a destinar US$ 1 bilhão para garantir um assento permanente no Conselho da Paz, desde que os recursos viessem de ativos russos atualmente congelados pelos EUA. Segundo Putin, a iniciativa de Trump pode servir como um instrumento para um acordo no Oriente Médio. No entanto, o presidente indicou que ainda não havia tomado uma decisão final sobre o tema. LEIA TAMBÉM Conselho de Paz de Gaza: o que se sabe sobre a proposta de Trump Trump afirma que EUA e Otan avançaram em acordo envolvendo Groenlândia e Ártico Armas de caça e suprimentos: Groenlândia publica orientações de 'sobrevivência' em caso de 'crise' Putin e Trump se cumprimentam após discurso no Alasca REUTERS/Kevin Lamarque 'ONU paralela' O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro. De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump. Países como Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando a proposta. Segundo a Reuters, o envio dos convites por Trump gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo. Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estrutura proposta por Trump reúne uma série de falhas e concentra poder demais em uma única liderança, que seria a do próprio presidente dos Estados Unidos. "Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos." Ainda segundo Stuenkel, há questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, já que Trump nomeou o próprio genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para fazer parte da estrutura. Ambos têm interesses empresariais na região de Gaza. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Miriam Leitão: Conselho da Paz vira intimidação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que o líder russo, Vladimir Putin, aceitou um convite para integrar o “Conselho da Paz” para Gaza. Pouco antes, no entanto, Putin disse que ainda analisava a proposta. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump falou com repórteres após um encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça. “Ele foi convidado. Ele aceitou”, disse. No entanto, cerca de uma hora antes da declaração do presidente americano, a agência estatal russa Tass informou que Putin havia orientado o Ministério das Relações Exteriores a estudar o convite. “O Ministério das Relações Exteriores da Rússia recebeu instruções para analisar os documentos recebidos, consultar parceiros estratégicos e, somente então, responder ao convite”, disse Putin durante uma reunião do Conselho de Segurança russo. O presidente russo afirmou ainda que estaria disposto a destinar US$ 1 bilhão para garantir um assento permanente no Conselho da Paz, desde que os recursos viessem de ativos russos atualmente congelados pelos EUA. Segundo Putin, a iniciativa de Trump pode servir como um instrumento para um acordo no Oriente Médio. No entanto, o presidente indicou que ainda não havia tomado uma decisão final sobre o tema. LEIA TAMBÉM Conselho de Paz de Gaza: o que se sabe sobre a proposta de Trump Trump afirma que EUA e Otan avançaram em acordo envolvendo Groenlândia e Ártico Armas de caça e suprimentos: Groenlândia publica orientações de 'sobrevivência' em caso de 'crise' Putin e Trump se cumprimentam após discurso no Alasca REUTERS/Kevin Lamarque 'ONU paralela' O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro. De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump. Países como Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando a proposta. Segundo a Reuters, o envio dos convites por Trump gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo. Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estrutura proposta por Trump reúne uma série de falhas e concentra poder demais em uma única liderança, que seria a do próprio presidente dos Estados Unidos. "Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos." Ainda segundo Stuenkel, há questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, já que Trump nomeou o próprio genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para fazer parte da estrutura. Ambos têm interesses empresariais na região de Gaza. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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