Trump força a barra ao promover seu controverso salão de festas, após tentativa frustrada de assassinato
Trump detalha primeiros momentos após ataque O presidente Donald Trump tem razão quando diz que o ataque de um lobo solitário ao hotel em Washington, onde ele e integrantes do governo participavam do jantar com jornalistas, não teria ocorrido se fosse no contestado salão de festas que planeja construir na Casa Branca. Mas a simples mudança de endereço distorceria totalmente o significado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tradicional desde 1921, no qual o presidente americano é convidado e não anfitrião. Tiros em jantar: veja tudo o que se sabe até agora ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Logo após o grave e caótico incidente de sábado (25), Trump tentou mais uma vez forçar a barra para promover o seu almejado salão de baile, uma obra faraônica de US$ 400 milhões para mil convidados, numa área de 8.500 metros quadrados, na Ala Leste da Casa Branca. Trump inicia construção de salão de baile de US$ 250 milhões na Casa Branca Reprodução/TV Globo O projeto está previsto para ser concluído até o fim do segundo mandato presidencial, em janeiro de 2029, apesar dos processos judiciais que vêm atrasando o cronograma. A construção do salão foi paralisada por uma decisão da Justiça, que manteve apenas as obras de segurança no subsolo, enfurecendo o presidente. “O que aconteceu ontem à noite é exatamente o motivo pelo qual nossas Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças da Lei e, por diferentes razões, todos os presidentes dos últimos 150 anos, vêm EXIGINDO que um grande, seguro e protegido Salão de Baile seja construído NOS TERRENOS DA CASA BRANCA”, declarou Trump em sua rede social. Ao tentar relacionar as falhas na segurança do evento à necessidade de um salão de festas na Casa Branca, o presidente claramente tira proveito político da terceira tentativa frustrada de ser assassinado, para promover o seu projeto. O momento é difícil para Trump, pressionado pela baixa popularidade e pelo beco sem saída em que se transformou a guerra contra o Irã. "É por isso que precisamos de todos os atributos do que estamos planejando para a Casa Branca… Na verdade, é um salão maior e muito mais seguro. É à prova de drones. Tem vidro à prova de balas", justificou. A situação vulnerável do Washington Hilton permitiu ao suspeito Cole Tomas Allen furar o bloqueio e abrir fogo, mas ele foi interceptado e preso por agentes do Serviço Secreto antes de chegar ao salão de festas onde o presidente estava. Concebido para valorizar a liberdade de expressão, o jantar anual de correspondentes é um evento privado e independente, que perderia o sentido se realizado dentro da Casa Branca. E com o agravante de ser hospedado por um presidente, como o atual, que frequentemente desprestigia, com ataques agressivos, os jornalistas credenciados para cobrir o governo. Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes. Jonathan Ernst/Reuters

Trump detalha primeiros momentos após ataque O presidente Donald Trump tem razão quando diz que o ataque de um lobo solitário ao hotel em Washington, onde ele e integrantes do governo participavam do jantar com jornalistas, não teria ocorrido se fosse no contestado salão de festas que planeja construir na Casa Branca. Mas a simples mudança de endereço distorceria totalmente o significado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tradicional desde 1921, no qual o presidente americano é convidado e não anfitrião. Tiros em jantar: veja tudo o que se sabe até agora ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Logo após o grave e caótico incidente de sábado (25), Trump tentou mais uma vez forçar a barra para promover o seu almejado salão de baile, uma obra faraônica de US$ 400 milhões para mil convidados, numa área de 8.500 metros quadrados, na Ala Leste da Casa Branca. Trump inicia construção de salão de baile de US$ 250 milhões na Casa Branca Reprodução/TV Globo O projeto está previsto para ser concluído até o fim do segundo mandato presidencial, em janeiro de 2029, apesar dos processos judiciais que vêm atrasando o cronograma. A construção do salão foi paralisada por uma decisão da Justiça, que manteve apenas as obras de segurança no subsolo, enfurecendo o presidente. “O que aconteceu ontem à noite é exatamente o motivo pelo qual nossas Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças da Lei e, por diferentes razões, todos os presidentes dos últimos 150 anos, vêm EXIGINDO que um grande, seguro e protegido Salão de Baile seja construído NOS TERRENOS DA CASA BRANCA”, declarou Trump em sua rede social. Ao tentar relacionar as falhas na segurança do evento à necessidade de um salão de festas na Casa Branca, o presidente claramente tira proveito político da terceira tentativa frustrada de ser assassinado, para promover o seu projeto. O momento é difícil para Trump, pressionado pela baixa popularidade e pelo beco sem saída em que se transformou a guerra contra o Irã. "É por isso que precisamos de todos os atributos do que estamos planejando para a Casa Branca… Na verdade, é um salão maior e muito mais seguro. É à prova de drones. Tem vidro à prova de balas", justificou. A situação vulnerável do Washington Hilton permitiu ao suspeito Cole Tomas Allen furar o bloqueio e abrir fogo, mas ele foi interceptado e preso por agentes do Serviço Secreto antes de chegar ao salão de festas onde o presidente estava. Concebido para valorizar a liberdade de expressão, o jantar anual de correspondentes é um evento privado e independente, que perderia o sentido se realizado dentro da Casa Branca. E com o agravante de ser hospedado por um presidente, como o atual, que frequentemente desprestigia, com ataques agressivos, os jornalistas credenciados para cobrir o governo. Presidente Donald Trump fala a jornalistas na Casa Branca após o tiroteio que interrompeu jantar com correspondentes. Jonathan Ernst/Reuters
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