UE suspenderá pacote de retaliação comercial de 93 bilhões de euros contra os EUA por 6 meses
Donald Trump anuncia acordo sobre a Groenlândia em Davos A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (23) que pretende prorrogar por mais seis meses a suspensão de um pacote de medidas de retaliação comercial contra os Estados Unidos, avaliado em 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 577 bilhões, na cotação atual). As punições estavam previstas para entrar em vigor em 7 de fevereiro, mas devem continuar congeladas. O pacote foi elaborado no ano passado, durante as negociações de um acordo comercial entre a União Europeia e os EUA. Em agosto de 2025, porém, as duas partes chegaram a uma declaração conjunta sobre comércio, o que levou à suspensão temporária das medidas. A discussão voltou ao centro do debate recentemente após um novo embate entre EUA e Europa envolvendo a Groenlândia. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a países europeus, reacendendo a possibilidade de a UE usar o pacote de retaliação como forma de pressão. Na quarta-feira (21), no entanto, Trump afirmou ter chegado a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e recuou da imposição de tarifas extras. Com a retirada da ameaça, segundo a Comissão Europeia, o bloco optou por manter o clima de diálogo. De acordo com o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a UE deve apresentar em breve uma proposta formal para estender a suspensão das medidas por mais seis meses. Ele destacou que as retaliações permanecem apenas “em espera” e podem ser reativadas no futuro, caso as tensões voltem a escalar. Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia Donald Trump voltou a defender, em discurso em Davos, que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. Ele disse que não pretende usar força militar, mas fez ameaças indiretas à Europa e à Otan, sugerindo retaliações comerciais e políticas. Segundo Trump, apenas os EUA seriam capazes de garantir a segurança da Groenlândia, que ele considera estratégica por sua localização no Ártico. A proposta foi rejeitada novamente pela Dinamarca, pela Groenlândia e pela União Europeia, que afirmam que o território não está à venda. As declarações aumentaram a tensão diplomática entre EUA e países europeus, levando líderes da UE a reforçar discursos de defesa, soberania e possíveis respostas conjuntas caso as ameaças avancem. Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters

Donald Trump anuncia acordo sobre a Groenlândia em Davos A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira (23) que pretende prorrogar por mais seis meses a suspensão de um pacote de medidas de retaliação comercial contra os Estados Unidos, avaliado em 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 577 bilhões, na cotação atual). As punições estavam previstas para entrar em vigor em 7 de fevereiro, mas devem continuar congeladas. O pacote foi elaborado no ano passado, durante as negociações de um acordo comercial entre a União Europeia e os EUA. Em agosto de 2025, porém, as duas partes chegaram a uma declaração conjunta sobre comércio, o que levou à suspensão temporária das medidas. A discussão voltou ao centro do debate recentemente após um novo embate entre EUA e Europa envolvendo a Groenlândia. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a países europeus, reacendendo a possibilidade de a UE usar o pacote de retaliação como forma de pressão. Na quarta-feira (21), no entanto, Trump afirmou ter chegado a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e recuou da imposição de tarifas extras. Com a retirada da ameaça, segundo a Comissão Europeia, o bloco optou por manter o clima de diálogo. De acordo com o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a UE deve apresentar em breve uma proposta formal para estender a suspensão das medidas por mais seis meses. Ele destacou que as retaliações permanecem apenas “em espera” e podem ser reativadas no futuro, caso as tensões voltem a escalar. Em Davos, Trump insiste em compra da Groenlândia Donald Trump voltou a defender, em discurso em Davos, que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. Ele disse que não pretende usar força militar, mas fez ameaças indiretas à Europa e à Otan, sugerindo retaliações comerciais e políticas. Segundo Trump, apenas os EUA seriam capazes de garantir a segurança da Groenlândia, que ele considera estratégica por sua localização no Ártico. A proposta foi rejeitada novamente pela Dinamarca, pela Groenlândia e pela União Europeia, que afirmam que o território não está à venda. As declarações aumentaram a tensão diplomática entre EUA e países europeus, levando líderes da UE a reforçar discursos de defesa, soberania e possíveis respostas conjuntas caso as ameaças avancem. Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters
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