Vice de Trump embarca para negociação de paz com Irã e diz que EUA estão 'dispostos a estender a mão'

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fala com a imprensa antes de embarcar para Islamabad, no Paquistão, para conversas com o Irã, em 10 de abril de 2026. Jacquelyn Martin/ Pool via Reuters O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse nesta sexta-feira (10) estar confiante com as negociações entre EUA e Irã por um fim definitivo para a guerra no Oriente Médio. Ele afirmou ainda que os EUA estão "dispostos a estender a mão" se Irã fizer o mesmo. Vance participará das conversas, que acontecerão neste fim de semana em Islamabad, no Paquistão (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra "Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva", declarou Vance. Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores "diretrizes bem claras" para as tratativas, mas não especificou quais. Trump faz críticas ao Irã sobre controle do estreito de Ormuz às vésperas de negociação Negociações Cartaz rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026. Waseem Khan/ Reuters Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos Estados Unidos e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra. As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (10), com os integrantes das duas partes. Do lado dos Estados Unidos, estarão: O vice-presidente norte-americano, JD Vance; O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; O conselheiro e genro de Trump Jared Kushner. Já do lado iraniano, participarão das tratativas: O chanceler do Irã, Abbas Araghchi; O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. As conversas ocorrerão em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas. No início da semana, EUA e Irã anunciaram o cessar-fogo, que previa pausa de 15 dias nas hostilidades e reabertura do Estreito de Ormuz. No dia seguinte, no entanto, Israel seguiu atacando o Líbano, e Teerã acusou o governo israelense de romper a trégua. O governo do Paquistão afirmou que o Líbano estava incluído no cessar-fogo, enquanto EUA e Israel insistiram que o acordo de trégua não incidia sobre o país. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã estava "fazendo um péssimo trabalho" ao não permitir o livre fluxo de navios pelo estreito, por onde antes passava 20% do petróleo comercializado no mundo. Apesar dos embates, as duas delegações embarcaram rumo ao Paquistão — os iranianos viajaram para Islamabad na quinta-feira (9). Veja os vídeos que estão em alta no g1

abril 10, 2026 - 12:00
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Vice de Trump embarca para negociação de paz com Irã e diz que EUA estão 'dispostos a estender a mão'

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fala com a imprensa antes de embarcar para Islamabad, no Paquistão, para conversas com o Irã, em 10 de abril de 2026. Jacquelyn Martin/ Pool via Reuters O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse nesta sexta-feira (10) estar confiante com as negociações entre EUA e Irã por um fim definitivo para a guerra no Oriente Médio. Ele afirmou ainda que os EUA estão "dispostos a estender a mão" se Irã fizer o mesmo. Vance participará das conversas, que acontecerão neste fim de semana em Islamabad, no Paquistão (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra "Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva", declarou Vance. Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores "diretrizes bem claras" para as tratativas, mas não especificou quais. Trump faz críticas ao Irã sobre controle do estreito de Ormuz às vésperas de negociação Negociações Cartaz rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026. Waseem Khan/ Reuters Mesmo em meio a um cessar-fogo cambaleante, integrantes do alto escalão dos governos dos Estados Unidos e do Irã sentarão à mesa para começar a travar negociações pelo fim definitivo da guerra. As negociações estão previstas para começar de forma oficial no sábado (10), com os integrantes das duas partes. Do lado dos Estados Unidos, estarão: O vice-presidente norte-americano, JD Vance; O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; O conselheiro e genro de Trump Jared Kushner. Já do lado iraniano, participarão das tratativas: O chanceler do Irã, Abbas Araghchi; O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. As conversas ocorrerão em Islamabad, a capital do Paquistão, país que media o diálogo entre EUA e Irã. E começarão já em meio à guerra de versões sobre o cessar-fogo, o passo inicial para o sucesso das conversas. No início da semana, EUA e Irã anunciaram o cessar-fogo, que previa pausa de 15 dias nas hostilidades e reabertura do Estreito de Ormuz. No dia seguinte, no entanto, Israel seguiu atacando o Líbano, e Teerã acusou o governo israelense de romper a trégua. O governo do Paquistão afirmou que o Líbano estava incluído no cessar-fogo, enquanto EUA e Israel insistiram que o acordo de trégua não incidia sobre o país. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã estava "fazendo um péssimo trabalho" ao não permitir o livre fluxo de navios pelo estreito, por onde antes passava 20% do petróleo comercializado no mundo. Apesar dos embates, as duas delegações embarcaram rumo ao Paquistão — os iranianos viajaram para Islamabad na quinta-feira (9). Veja os vídeos que estão em alta no g1

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