VÍDEO: Navy Pillay alfineta presidente dos EUA ao agradecer Nobel da Paz 2026: 'Talvez eu divida o prêmio com Trump'
Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Nobel da Paz A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou nesta sexta-feira (10) que ficou surpresa ao saber que venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Pillay foi ovacionada pelos presentes e brincou que "se vocês aplaudirem um pouco mais, talvez eu divida esse prêmio com [Donald] Trump", o que a fez arrancar risadas do público presente. Ela também brincou sobre o fato de ter ficado surpresa com sua premiação. "Sendo advogada e juíza, eu ainda quero verificar essa informação [do prêmio Nobel]", disse. "Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, todos comprometidos com a defesa dos direitos humanos. A última coisa que fiz foi entregar o relatório sobre Gaza, classificando o que está acontecendo lá como genocídio. Uma das principais reações a esse relatório foi uma homenagem à minha coragem. E vocês podem imaginar como fiquei surpresa. Por que seria necessário ter coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. Trata-se, portanto, de uma tomada de decisão imparcial. Muito obrigada, de verdade. Espero que isso [Nobel da Paz] não seja uma brincadeira, foi tudo o que eu disse [ao comitê]", afirmou Pillay. Veja no vídeo abaixo: Initial plugin text Ela disse também que atualmente ela atua como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar, e disse que não pensa em parar no momento apesar de ter 85 anos. Obviamente, não posso interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, por causa das pessoas que encontramos aqui. Mas, de verdade, muito obrigada. Espero que isso não seja uma brincadeira, então. Foi tudo o que eu disse. Vencedora do Nobel da Paz 2026 Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos REUTERS/Valentin Flauraud/Foto de Arquivo Navanethem "Navi" Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026. Ela foi laureada "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes. Em sua atuação jurídica de décadas, Pillay: garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid; se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul; julgou o genocídio em Ruanda; chefiou a área de direitos humanos da ONU; presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza. Leia mais sobre quem é ela. "O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes. Pillay foi a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz, de um total de 144 vencedores. Além de uma medalha de ouro com o perfil de Alfredo Nobel, fundador do prêmio, Pillay também receberá 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões). Esta repor

Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Nobel da Paz A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou nesta sexta-feira (10) que ficou surpresa ao saber que venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Pillay foi ovacionada pelos presentes e brincou que "se vocês aplaudirem um pouco mais, talvez eu divida esse prêmio com [Donald] Trump", o que a fez arrancar risadas do público presente. Ela também brincou sobre o fato de ter ficado surpresa com sua premiação. "Sendo advogada e juíza, eu ainda quero verificar essa informação [do prêmio Nobel]", disse. "Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, todos comprometidos com a defesa dos direitos humanos. A última coisa que fiz foi entregar o relatório sobre Gaza, classificando o que está acontecendo lá como genocídio. Uma das principais reações a esse relatório foi uma homenagem à minha coragem. E vocês podem imaginar como fiquei surpresa. Por que seria necessário ter coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. Trata-se, portanto, de uma tomada de decisão imparcial. Muito obrigada, de verdade. Espero que isso [Nobel da Paz] não seja uma brincadeira, foi tudo o que eu disse [ao comitê]", afirmou Pillay. Veja no vídeo abaixo: Initial plugin text Ela disse também que atualmente ela atua como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar, e disse que não pensa em parar no momento apesar de ter 85 anos. Obviamente, não posso interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, por causa das pessoas que encontramos aqui. Mas, de verdade, muito obrigada. Espero que isso não seja uma brincadeira, então. Foi tudo o que eu disse. Vencedora do Nobel da Paz 2026 Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos REUTERS/Valentin Flauraud/Foto de Arquivo Navanethem "Navi" Pillay venceu o Prêmio Nobel da Paz 2026. Ela foi laureada "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes. Em sua atuação jurídica de décadas, Pillay: garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid; se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul; julgou o genocídio em Ruanda; chefiou a área de direitos humanos da ONU; presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza. Leia mais sobre quem é ela. "O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes. Pillay foi a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz, de um total de 144 vencedores. Além de uma medalha de ouro com o perfil de Alfredo Nobel, fundador do prêmio, Pillay também receberá 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6 milhões). Esta repor
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