Árbitro somali escalado para Copa do Mundo tem entrada nos EUA negada pelo governo Trump

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em foto de janeiro de 2024. Kenzo Tribouillard/AFP Omar Artan, árbitro da Somália escalado para trabalhar na Copa do Mundo de futebol, teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump, informou nesta segunda-feira (8) uma autoridade do país africano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, disse Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, à agência de notícias AFP. A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump. Artan "é um dos árbitros mais respeitados da África e (...) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (...) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play", lamentou Abshir. "A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil", acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália. Agora no g1 O governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos. No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. A Somália está na mira de Donald Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como "podre" e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação. LEIA TAMBÉM: Trump restringe a entrada de cidadãos de 19 países nos EUA Trump amplia restrição de entrada nos EUA e inclui mais 7 países em lista de veto de viagem Do campo para a política: entenda o mal estar entre James Rodríguez e Petro às vésperas da Copa O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres após assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de junho de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque

Jun 8, 2026 - 15:00
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Árbitro somali escalado para Copa do Mundo tem entrada nos EUA negada pelo governo Trump

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em foto de janeiro de 2024. Kenzo Tribouillard/AFP Omar Artan, árbitro da Somália escalado para trabalhar na Copa do Mundo de futebol, teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump, informou nesta segunda-feira (8) uma autoridade do país africano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, disse Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, à agência de notícias AFP. A Somália é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump. Artan "é um dos árbitros mais respeitados da África e (...) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (...) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play", lamentou Abshir. "A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil", acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália. Agora no g1 O governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos. No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. A Somália está na mira de Donald Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como "podre" e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação. LEIA TAMBÉM: Trump restringe a entrada de cidadãos de 19 países nos EUA Trump amplia restrição de entrada nos EUA e inclui mais 7 países em lista de veto de viagem Do campo para a política: entenda o mal estar entre James Rodríguez e Petro às vésperas da Copa O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres após assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de junho de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque

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