'Aventura militar irresponsável': Irã condena ataque dos EUA em Ormuz em meio a cessar-fogo e diz ter aumentado estoque de mísseis
EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz Os Estados Unidos fizeram uma "aventura militar irresponsável" que terá consequências ao atacar, na quinta-feira (7), dois navios militares iranianos no Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira (8) o chanceler iraniano, Abbas Aragchi. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Na quinta, o Irã disse que os Estados Unidos atacaram um petroleiro iraniano e outro navio de Teerã que se aproximava do Estreito de Ormuz, além de bombardear áreas costeiras civis do território iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a ofensiva, que chamou de "tapinha" (leia mais abaixo). Trump afirmou que os ataques foram uma forma de pressão. Nesta sexta, o chanceler iraniano disse que seu país "não se curvará à pressão" e reclamou de ofensivas dos EUA durante negociações. "Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável", declarou Aragchi, que disse ainda que seu país aumentou o estoque de mísseis e de capacidade de lançamento ao longo da guerra com os EUA. "Nosso estoque de mísseis e capacidade de lançamento estão em 120%, na comparação com 28 de fevereiro (quando o conflito iniciou". 'Tapinha' Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã 4 de maio de 2026. Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista à rede americana ABC News, que os ataques retaliatórios ao Irã não violam o cessar-fogo e minimizou a ação ao chamá-la de "tapinha". "Foi só um tapinha", disse Trump à jornalista Rachel Scott. "O cessar-fogo continua em vigor." Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo após um ataque contra dois navios no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, a ação também atingiu áreas civis. De acordo com o governo iraniano, forças americanas atacaram um petroleiro que seguia em direção ao estreito, além de outra embarcação que entrava na rota marítima. “Ao mesmo tempo, com a cooperação de alguns países da região, eles realizaram ataques aéreos contra áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da ilha de Qeshm”, afirmou. Após o ataque, Trump escreveu em uma rede social que três destróieres americanos atravessaram o Estreito de Ormuz sob fogo, mas não sofreram danos. Segundo ele, os ataques foram interceptados, enquanto forças iranianas sofreram perdas. "Eles foram completamente destruídos, junto com diversas pequenas embarcações, que estão sendo usadas para substituir a Marinha totalmente desmantelada do país. Esses barcos foram ao fundo do mar, de forma rápida e eficiente", afirmou. Trump também disse que o Irã é liderado por "loucos" e que o país usaria uma arma nuclear se tivesse a oportunidade. "E, assim como os neutralizamos novamente hoje, faremos isso de forma muito mais dura e violenta no futuro, se não assinarem um acordo rapidamente", escreveu. O que dizem as Forças Armadas dos EUA Vídeos em alta no g1 As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que interceptaram ataques iranianos "não provocados" e responderam com "ações de autodefesa". Segundo comunicado, três navios da Marinha americana transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã quando forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações. Os militares americanos disseram que nenhuma embarcação foi atingida e que as ameaças foram "eliminadas" após ataques a instalações iranianas, incluindo "locais de lançamento de mísseis e drones e estruturas de inteligência e vigilância". O texto acrescenta que os EUA não buscam uma escalada, mas permanecem "posicionados e prontos para proteger as forças americanas". Já o comando militar conjunto do Irã afirmou que responderá de forma poderosa e sem hesitação a qualquer ataque. Ataques acontecem em meio a negociações EUA e Irã próximos de acordo limitado para interromper a guerra Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre EUA e Irã pelo fim da guerra que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta americana para encerrar o conflito. Nesta quarta-feira (6), Trump afirmou que a guerra terminaria se Irã "cumprir o combinado". O presidente dos EUA afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas. Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém "alguns termos inaceitáveis", segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está "com o dedo no gatilho". Essas negociações acontecerem em meio a um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A trégua foi prolongada, segund

EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz Os Estados Unidos fizeram uma "aventura militar irresponsável" que terá consequências ao atacar, na quinta-feira (7), dois navios militares iranianos no Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira (8) o chanceler iraniano, Abbas Aragchi. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Na quinta, o Irã disse que os Estados Unidos atacaram um petroleiro iraniano e outro navio de Teerã que se aproximava do Estreito de Ormuz, além de bombardear áreas costeiras civis do território iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a ofensiva, que chamou de "tapinha" (leia mais abaixo). Trump afirmou que os ataques foram uma forma de pressão. Nesta sexta, o chanceler iraniano disse que seu país "não se curvará à pressão" e reclamou de ofensivas dos EUA durante negociações. "Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável", declarou Aragchi, que disse ainda que seu país aumentou o estoque de mísseis e de capacidade de lançamento ao longo da guerra com os EUA. "Nosso estoque de mísseis e capacidade de lançamento estão em 120%, na comparação com 28 de fevereiro (quando o conflito iniciou". 'Tapinha' Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã 4 de maio de 2026. Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista à rede americana ABC News, que os ataques retaliatórios ao Irã não violam o cessar-fogo e minimizou a ação ao chamá-la de "tapinha". "Foi só um tapinha", disse Trump à jornalista Rachel Scott. "O cessar-fogo continua em vigor." Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo após um ataque contra dois navios no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, a ação também atingiu áreas civis. De acordo com o governo iraniano, forças americanas atacaram um petroleiro que seguia em direção ao estreito, além de outra embarcação que entrava na rota marítima. “Ao mesmo tempo, com a cooperação de alguns países da região, eles realizaram ataques aéreos contra áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da ilha de Qeshm”, afirmou. Após o ataque, Trump escreveu em uma rede social que três destróieres americanos atravessaram o Estreito de Ormuz sob fogo, mas não sofreram danos. Segundo ele, os ataques foram interceptados, enquanto forças iranianas sofreram perdas. "Eles foram completamente destruídos, junto com diversas pequenas embarcações, que estão sendo usadas para substituir a Marinha totalmente desmantelada do país. Esses barcos foram ao fundo do mar, de forma rápida e eficiente", afirmou. Trump também disse que o Irã é liderado por "loucos" e que o país usaria uma arma nuclear se tivesse a oportunidade. "E, assim como os neutralizamos novamente hoje, faremos isso de forma muito mais dura e violenta no futuro, se não assinarem um acordo rapidamente", escreveu. O que dizem as Forças Armadas dos EUA Vídeos em alta no g1 As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que interceptaram ataques iranianos "não provocados" e responderam com "ações de autodefesa". Segundo comunicado, três navios da Marinha americana transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã quando forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações. Os militares americanos disseram que nenhuma embarcação foi atingida e que as ameaças foram "eliminadas" após ataques a instalações iranianas, incluindo "locais de lançamento de mísseis e drones e estruturas de inteligência e vigilância". O texto acrescenta que os EUA não buscam uma escalada, mas permanecem "posicionados e prontos para proteger as forças americanas". Já o comando militar conjunto do Irã afirmou que responderá de forma poderosa e sem hesitação a qualquer ataque. Ataques acontecem em meio a negociações EUA e Irã próximos de acordo limitado para interromper a guerra Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre EUA e Irã pelo fim da guerra que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta americana para encerrar o conflito. Nesta quarta-feira (6), Trump afirmou que a guerra terminaria se Irã "cumprir o combinado". O presidente dos EUA afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas. Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém "alguns termos inaceitáveis", segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está "com o dedo no gatilho". Essas negociações acontecerem em meio a um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A trégua foi prolongada, segundo Trump, para viabilizar um acordo entre os países. Desde então, contudo, Irã e EUA têm trocado ataques no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica disputada pelos dois países. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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