Conflito com o Irã pode ter motivado suspeito de tiroteio em jantar com Donald Trump, diz inteligência dos EUA

Cole Tomas Allen, suspeito do atentado a tiros durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), está sentado no tribunal durante uma audiência após ser acusado de tentativa de assassinato do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington DC, EUA, em 30 de abril de 2026, neste desenho feito no tribunal REUTERS/Emily Goff/Foto de Arquivo Um relatório de inteligência dos Estados Unidos aponta que o conflito envolvendo o Irã pode ter influenciado a motivação do homem acusado de tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump durante um jantar com jornalistas na Casa Branca, em abril. A informação foi divulgada pela agência de notícia Reuters. Segundo o documento, produzido pelo escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o suspeito, Cole Tomas Allen, apresentava “múltiplas queixas sociais e políticas”, e o cenário internacional pode ter contribuído para a decisão de realizar o ataque. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A avaliação, datada de 27 de abril, indica que publicações do suspeito nas redes sociais criticavam ações dos Estados Unidos no contexto da guerra envolvendo o Irã. Para os analistas, esse fator pode ter sido um dos elementos que influenciaram o atentado. O caso ocorreu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em 25 de abril. O ataque foi frustrado, e as autoridades passaram a investigar as motivações do suspeito. De acordo com a Reuters, o relatório é considerado preliminar, mas representa a evidência mais consistente até agora sobre possíveis motivações ligadas ao cenário internacional. Investigação O FBI conduz uma análise detalhada da atividade digital de Allen, incluindo postagens com críticas a Trump e ao governo americano. Promotores afirmam que o suspeito demonstrava discordância política e teria manifestado o desejo de “revidar” decisões do governo que considerava moralmente questionáveis. Além da acusação de tentativa de assassinato, Allen também responde por disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de armamento. Mais recentemente, foi incluída uma acusação de agressão contra um agente federal, após ele supostamente atirar contra um integrante do Serviço Secreto em um ponto de controle. Até o momento, ele ainda não apresentou defesa formal no processo. Autoridades americanas não comentaram oficialmente o conteúdo do relatório, segundo a Reuters. Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA LEIA TAMBÉM: Como era local de jantar de Trump que acabou em ataque a tiros Tiros em jantar com Trump: repórter da Globo relata evacuação, esquema de segurança e bastidores Casa Branca diz que invasão de homem armado em jantar com Trump foi tentativa de assassinar presidente dos EUA

May 6, 2026 - 09:00
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Conflito com o Irã pode ter motivado suspeito de tiroteio em jantar com Donald Trump, diz inteligência dos EUA

Cole Tomas Allen, suspeito do atentado a tiros durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), está sentado no tribunal durante uma audiência após ser acusado de tentativa de assassinato do presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington DC, EUA, em 30 de abril de 2026, neste desenho feito no tribunal REUTERS/Emily Goff/Foto de Arquivo Um relatório de inteligência dos Estados Unidos aponta que o conflito envolvendo o Irã pode ter influenciado a motivação do homem acusado de tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump durante um jantar com jornalistas na Casa Branca, em abril. A informação foi divulgada pela agência de notícia Reuters. Segundo o documento, produzido pelo escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o suspeito, Cole Tomas Allen, apresentava “múltiplas queixas sociais e políticas”, e o cenário internacional pode ter contribuído para a decisão de realizar o ataque. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A avaliação, datada de 27 de abril, indica que publicações do suspeito nas redes sociais criticavam ações dos Estados Unidos no contexto da guerra envolvendo o Irã. Para os analistas, esse fator pode ter sido um dos elementos que influenciaram o atentado. O caso ocorreu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em 25 de abril. O ataque foi frustrado, e as autoridades passaram a investigar as motivações do suspeito. De acordo com a Reuters, o relatório é considerado preliminar, mas representa a evidência mais consistente até agora sobre possíveis motivações ligadas ao cenário internacional. Investigação O FBI conduz uma análise detalhada da atividade digital de Allen, incluindo postagens com críticas a Trump e ao governo americano. Promotores afirmam que o suspeito demonstrava discordância política e teria manifestado o desejo de “revidar” decisões do governo que considerava moralmente questionáveis. Além da acusação de tentativa de assassinato, Allen também responde por disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de armamento. Mais recentemente, foi incluída uma acusação de agressão contra um agente federal, após ele supostamente atirar contra um integrante do Serviço Secreto em um ponto de controle. Até o momento, ele ainda não apresentou defesa formal no processo. Autoridades americanas não comentaram oficialmente o conteúdo do relatório, segundo a Reuters. Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA LEIA TAMBÉM: Como era local de jantar de Trump que acabou em ataque a tiros Tiros em jantar com Trump: repórter da Globo relata evacuação, esquema de segurança e bastidores Casa Branca diz que invasão de homem armado em jantar com Trump foi tentativa de assassinar presidente dos EUA

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