Confronto entre guerrilhas deixa mais de 50 mortos na Colômbia; 'corpos estão amontoados', diz governo local
Mapa mostra local do confronto na Colômbia Google Maps Confrontos entre duas facções da extinta guerrilha Farc deixaram 52 rebeldes mortos na Amazônia colombiana, informou um prefeito local à agência de notícias AFP nesta quinta-feira (28). O número de mortes pode ser ainda maior, já que os corpos estão espalhados em uma região remota. A poucos dias das eleições presidenciais de 31 de maio, as duas facções rebeldes disputam o controle territorial e os lucros do narcotráfico e da mineração ilegal. A região é disputada pelos grupos de Iván Mordisco e de um chefe conhecido como Calarcá — dois dissidentes das Farc . A guerrilha que dominou regiões inteiras da Colômbia por décadas depôs as armas após um acordo com Bogotá, mediado por Cuba, mas alguns ex-integrantes se recusaram a abandonar os combates e criaram grupos próprios, que travam disputas entre si. Segundo a imprensa local, o massacre ocorreu quando cerca de 250 guerrilheiros de Iván Mordisco atacaram tropas de Calarcá de surpresa. "Os corpos estão amontoados lá; precisam ser removidos. (...) É uma área onde as pessoas vivem e trabalham, e certamente estão em risco e enfrentando dificuldades em questões de segurança", disse Willy Rodríguez, prefeito de San José del Guaviare, em um telefonema com a AFP. As autoridades ainda não conseguiram chegar à área, que é remota e de difícil acesso, e o número de mortos está sendo informado pela comunidade que vive imersa no fogo cruzado. Ao descrever o terreno em entrevista à imprensa local, Rodríguez explicou que o acesso à área se dá por uma estrada de terra deteriorada que leva a um ponto próximo às margens do rio Guaviare. O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, atribuiu o confronto a "um único objetivo: a economia criminosa, que vive do tráfico de drogas, da extorsão ou da mineração ilegal". Ele afirmou que, entre as vítimas, pode haver menores de idade, relacionando essa possibilidade às práticas de recrutamento forçado desses grupos. "Deslocamos unidades para a área, tentamos fazer isso por via aérea, mas foi impossível por causa das condições meteorológicas, e as tropas estão avançando por terra", afirmou Sánchez à imprensa. Bastião de guerrilheiros Guerrilheiros aterrorizam cidade na Amazônia colombiana Dhara Pereira/g1 Guaviare é um dos bastiões históricos da guerrilha. Este território está hoje em disputa entre grupos dissidentes que viraram as costas para o acordo de paz de 2016 com as Farc e que impõem um regime de terror com toques de recolher e restrições à população. É comum que dissidentes sob as ordens de Mordisco, o criminoso mais procurado do país, e seus rivais comandados por Calarcá se enfrentem até a morte para delimitar suas zonas de controle e corredores estratégicos para traficar droga. Uma fonte do exército disse à AFP que os combates mais recentes começaram na segunda-feira (25). Agora no g1

Mapa mostra local do confronto na Colômbia Google Maps Confrontos entre duas facções da extinta guerrilha Farc deixaram 52 rebeldes mortos na Amazônia colombiana, informou um prefeito local à agência de notícias AFP nesta quinta-feira (28). O número de mortes pode ser ainda maior, já que os corpos estão espalhados em uma região remota. A poucos dias das eleições presidenciais de 31 de maio, as duas facções rebeldes disputam o controle territorial e os lucros do narcotráfico e da mineração ilegal. A região é disputada pelos grupos de Iván Mordisco e de um chefe conhecido como Calarcá — dois dissidentes das Farc . A guerrilha que dominou regiões inteiras da Colômbia por décadas depôs as armas após um acordo com Bogotá, mediado por Cuba, mas alguns ex-integrantes se recusaram a abandonar os combates e criaram grupos próprios, que travam disputas entre si. Segundo a imprensa local, o massacre ocorreu quando cerca de 250 guerrilheiros de Iván Mordisco atacaram tropas de Calarcá de surpresa. "Os corpos estão amontoados lá; precisam ser removidos. (...) É uma área onde as pessoas vivem e trabalham, e certamente estão em risco e enfrentando dificuldades em questões de segurança", disse Willy Rodríguez, prefeito de San José del Guaviare, em um telefonema com a AFP. As autoridades ainda não conseguiram chegar à área, que é remota e de difícil acesso, e o número de mortos está sendo informado pela comunidade que vive imersa no fogo cruzado. Ao descrever o terreno em entrevista à imprensa local, Rodríguez explicou que o acesso à área se dá por uma estrada de terra deteriorada que leva a um ponto próximo às margens do rio Guaviare. O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, atribuiu o confronto a "um único objetivo: a economia criminosa, que vive do tráfico de drogas, da extorsão ou da mineração ilegal". Ele afirmou que, entre as vítimas, pode haver menores de idade, relacionando essa possibilidade às práticas de recrutamento forçado desses grupos. "Deslocamos unidades para a área, tentamos fazer isso por via aérea, mas foi impossível por causa das condições meteorológicas, e as tropas estão avançando por terra", afirmou Sánchez à imprensa. Bastião de guerrilheiros Guerrilheiros aterrorizam cidade na Amazônia colombiana Dhara Pereira/g1 Guaviare é um dos bastiões históricos da guerrilha. Este território está hoje em disputa entre grupos dissidentes que viraram as costas para o acordo de paz de 2016 com as Farc e que impõem um regime de terror com toques de recolher e restrições à população. É comum que dissidentes sob as ordens de Mordisco, o criminoso mais procurado do país, e seus rivais comandados por Calarcá se enfrentem até a morte para delimitar suas zonas de controle e corredores estratégicos para traficar droga. Uma fonte do exército disse à AFP que os combates mais recentes começaram na segunda-feira (25). Agora no g1
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