Congresso da Espanha rejeita decreto do governo para tentar conter crise habitacional

Representantes do governo após derrota no Parlamento de medidas para conter crise habitacional REUTERS/Violeta Santos Moura O Congresso da Espanha rejeitou a proposta apresentada pelo governo para tentar conter a crise habitacional que vem provocando protestos públicos no país. Em votação nesta sexta-feira (2), a proposta foi rejeitada por 178 votos na Câmara Baixa do Parlamento, composta por 350 assentos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A adesão do partido separatista catalão de direita Junts, antigo aliado do governo de Pedro Sánchez, ao posicionamento contrário da oposição foi determinante para a derrota. Os dirigentes justificaram o voto dizendo que as medidas acabariam por prejudicar o mercado imobiliário. Os dois textos apresentados na terça-feira (29) pelo governo espanhol previam, entre outras medidas, a renovação automática dos contratos de aluguel ao final de sua vigência e restrições para o despejo de inquilinos em situação de vulnerabilidade. O pacote também buscava combater os chamados "fundos abutres", definidos como grupos que adquirem imóveis a preços baixos para maximizar sua lucratividade. Antes da votação, milhares de manifestantes se reuniram diante da Câmara dos Deputados para exigir a aprovação dos decretos. A derrota de Sánchez desanimou os presentes. "Entendemos que a aritmética no Congresso é extremamente complicada, mas é preciso implementar políticas corajosas e inclusivas para todos", lamentou Teresa Morollón, de 46 anos. Despejo de idosa de 87 anos intensificou protestos A moradia a preços acessíveis é, há anos, um dos principais problemas sociais na Espanha e o tema ganhou força na última semana após o despejo de Maricarmen Abascal, uma madrilenha de 87 anos retirada do apartamento onde vivia há sete décadas. O episódio provocou uma onda de indignação nacional e ativistas pelo direito à moradia montaram acampamentos de protesto no centro de Madri e em outras cidades. A repercussão foi tanta que Maricarmen acabou conseguindo retornar ao apartamento, depois que fundo proprietário do apartamento fez uma proposta para que ela voltasse a alugar a residência. Mulher despejada aos 87 anos poderá voltar para casa na Espanha LEIA TAMBÉM: O dramático despejo da idosa de 87 anos que expõe a gravidade da crise de moradia na Espanha Como opera a empresa por trás de despejo de idosa de 87 anos na Espanha Os protestos em massa em Madri provocados por despejo de idosa de 87 anos de apartamento alugado

Oct 2, 2026 - 11:10
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Congresso da Espanha rejeita decreto do governo para tentar conter crise habitacional

Representantes do governo após derrota no Parlamento de medidas para conter crise habitacional REUTERS/Violeta Santos Moura O Congresso da Espanha rejeitou a proposta apresentada pelo governo para tentar conter a crise habitacional que vem provocando protestos públicos no país. Em votação nesta sexta-feira (2), a proposta foi rejeitada por 178 votos na Câmara Baixa do Parlamento, composta por 350 assentos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A adesão do partido separatista catalão de direita Junts, antigo aliado do governo de Pedro Sánchez, ao posicionamento contrário da oposição foi determinante para a derrota. Os dirigentes justificaram o voto dizendo que as medidas acabariam por prejudicar o mercado imobiliário. Os dois textos apresentados na terça-feira (29) pelo governo espanhol previam, entre outras medidas, a renovação automática dos contratos de aluguel ao final de sua vigência e restrições para o despejo de inquilinos em situação de vulnerabilidade. O pacote também buscava combater os chamados "fundos abutres", definidos como grupos que adquirem imóveis a preços baixos para maximizar sua lucratividade. Antes da votação, milhares de manifestantes se reuniram diante da Câmara dos Deputados para exigir a aprovação dos decretos. A derrota de Sánchez desanimou os presentes. "Entendemos que a aritmética no Congresso é extremamente complicada, mas é preciso implementar políticas corajosas e inclusivas para todos", lamentou Teresa Morollón, de 46 anos. Despejo de idosa de 87 anos intensificou protestos A moradia a preços acessíveis é, há anos, um dos principais problemas sociais na Espanha e o tema ganhou força na última semana após o despejo de Maricarmen Abascal, uma madrilenha de 87 anos retirada do apartamento onde vivia há sete décadas. O episódio provocou uma onda de indignação nacional e ativistas pelo direito à moradia montaram acampamentos de protesto no centro de Madri e em outras cidades. A repercussão foi tanta que Maricarmen acabou conseguindo retornar ao apartamento, depois que fundo proprietário do apartamento fez uma proposta para que ela voltasse a alugar a residência. Mulher despejada aos 87 anos poderá voltar para casa na Espanha LEIA TAMBÉM: O dramático despejo da idosa de 87 anos que expõe a gravidade da crise de moradia na Espanha Como opera a empresa por trás de despejo de idosa de 87 anos na Espanha Os protestos em massa em Madri provocados por despejo de idosa de 87 anos de apartamento alugado

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