Quem é Abdul El-Sayed, que pode se tornar o 1º senador muçulmano da história dos EUA
O candidato democrata ao Senado pelo Michigan, Abdul El-Sayed, atrás de uma bandeira dos Estados Unidos em ato de campanha em Mount Clemens, no Michigan, em 31 de outubro de 2026. Julia Demaree Nikhinson/ AP Se as pesquisas se confirmarem, os Estados Unidos podem ter o primeiro senador muçulmano de sua história. Trata-se de Abdul El-Sayed, médico democrata "outsider" do estado do Michigan que se tornou um dos grandes nomes da campanha das midterms, as eleições que renovam parte do Legislativo dos Estados Unidos. El-Sayed, de 42 anos, viralizou nas redes sociais, ganhou a companhia do ex-presidente Barack Obama na reta final da campanha e virou uma das principais estrelas do Partido Democrata. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre as midterms MAPAS mostram resultados das eleições nos EUA em tempo real Nascido nos arredores de Detroit, nos EUA, e filho de egípcios, El-Sayed integra a ala mais progressista do partido. Venceu as primárias a despeito do núcleo duro da sigla, que preferia seu rival. Agora, no entanto, pesquisas de intenção de voto projetam vitória por uma margem de entre 3 e 7 pontos percentuais para o candidato no Michigan, estado decisivo na eleição para o Senado. ➡️ Projeções indicam que os democratas, partido de oposição a Trump, devem retomar o controle da Câmara e podem conquistar maioria no Senado — atualmente, o Partido Republicano, do presidente dos EUA, detém o controle nas duas Casas. O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, faz campanha com o candidato democrata ao Senado dos EUA, Abdul El- Sayed , e a candidata democrata ao governo, Jocelyn Benson, em Detroit, Michigan REUTERS/Rebecca Cook Casado com a psiquiatra Sarah Jukaku, de origem indiana e também muçulmana, El-Sayed não colocou a religião na pauta de sua campanha, mas virou alvo de constantes questionamentos e ataques à sua fé. Em desses questionamentos, durante um comício, ele disse que é apenas "um candidato ao Senado que, por acaso, é muçulmano". E passou sua campanha tentando voltas as atenções para pautas de saúde, o eixo central de sua campanha — o democrata defende uma proposta de saúde universal para todos os cidadãos dos EUA financiada pelo governo, além da eliminação de dívidas médicas. O democrata estudou biologia e ciência política e, depois, migrou para a faculdade de medicina em Columbia. Completou os estudos com um doutorado em saúde pública na Universidade de Oxford, no Reino Unido. O candidato ao Senado do Michigan Abdul El-Sayed ao lado de sua esposa, Sarah Jukaku, durante ato de campanha em Detroit, em 2 de novembro de 2026. Julia Demaree Nikhinson/ AP Após voltar aos EUA, foi professor de epidemiologia na Universidade de Columbia e dirigiu o Departamento de Saúde de Detroit, onde vive com a esposa e as duas filhas do casal — na reta final de campanha, lançou um anúncio no qual se apresenta como um pai amoroso de duas filhas. Mas, apesar da formação e da experiência na área de saúde, começou a tentar migrar para a política em 2018, quando foi pré-candidato ao governo por Michigan, mas perdeu nas primárias democratas. Agora, como o grande nome de seu partido no Michigan, enfrentará o republicano Mike Rogers, ex-deputado federal, no que pode se tornar a disputa mais acirrada deste ano por uma cadeira no Senado atualmente ocupada pelos democratas. Rogers tem tentado explorar dúvidas entre eleitores negros e, principalmente judeus, que se dividiram após duras críticas de El-Sayed ao apoio do governo dos Estados Unidos a Israel. O republicano retratou El-Sayed como um candidato de pauta única, "mais focado em Gaza do que em Michigan". Por que as eleições dos EUA são sempre na terça-feira?

O candidato democrata ao Senado pelo Michigan, Abdul El-Sayed, atrás de uma bandeira dos Estados Unidos em ato de campanha em Mount Clemens, no Michigan, em 31 de outubro de 2026. Julia Demaree Nikhinson/ AP Se as pesquisas se confirmarem, os Estados Unidos podem ter o primeiro senador muçulmano de sua história. Trata-se de Abdul El-Sayed, médico democrata "outsider" do estado do Michigan que se tornou um dos grandes nomes da campanha das midterms, as eleições que renovam parte do Legislativo dos Estados Unidos. El-Sayed, de 42 anos, viralizou nas redes sociais, ganhou a companhia do ex-presidente Barack Obama na reta final da campanha e virou uma das principais estrelas do Partido Democrata. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre as midterms MAPAS mostram resultados das eleições nos EUA em tempo real Nascido nos arredores de Detroit, nos EUA, e filho de egípcios, El-Sayed integra a ala mais progressista do partido. Venceu as primárias a despeito do núcleo duro da sigla, que preferia seu rival. Agora, no entanto, pesquisas de intenção de voto projetam vitória por uma margem de entre 3 e 7 pontos percentuais para o candidato no Michigan, estado decisivo na eleição para o Senado. ➡️ Projeções indicam que os democratas, partido de oposição a Trump, devem retomar o controle da Câmara e podem conquistar maioria no Senado — atualmente, o Partido Republicano, do presidente dos EUA, detém o controle nas duas Casas. O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, faz campanha com o candidato democrata ao Senado dos EUA, Abdul El- Sayed , e a candidata democrata ao governo, Jocelyn Benson, em Detroit, Michigan REUTERS/Rebecca Cook Casado com a psiquiatra Sarah Jukaku, de origem indiana e também muçulmana, El-Sayed não colocou a religião na pauta de sua campanha, mas virou alvo de constantes questionamentos e ataques à sua fé. Em desses questionamentos, durante um comício, ele disse que é apenas "um candidato ao Senado que, por acaso, é muçulmano". E passou sua campanha tentando voltas as atenções para pautas de saúde, o eixo central de sua campanha — o democrata defende uma proposta de saúde universal para todos os cidadãos dos EUA financiada pelo governo, além da eliminação de dívidas médicas. O democrata estudou biologia e ciência política e, depois, migrou para a faculdade de medicina em Columbia. Completou os estudos com um doutorado em saúde pública na Universidade de Oxford, no Reino Unido. O candidato ao Senado do Michigan Abdul El-Sayed ao lado de sua esposa, Sarah Jukaku, durante ato de campanha em Detroit, em 2 de novembro de 2026. Julia Demaree Nikhinson/ AP Após voltar aos EUA, foi professor de epidemiologia na Universidade de Columbia e dirigiu o Departamento de Saúde de Detroit, onde vive com a esposa e as duas filhas do casal — na reta final de campanha, lançou um anúncio no qual se apresenta como um pai amoroso de duas filhas. Mas, apesar da formação e da experiência na área de saúde, começou a tentar migrar para a política em 2018, quando foi pré-candidato ao governo por Michigan, mas perdeu nas primárias democratas. Agora, como o grande nome de seu partido no Michigan, enfrentará o republicano Mike Rogers, ex-deputado federal, no que pode se tornar a disputa mais acirrada deste ano por uma cadeira no Senado atualmente ocupada pelos democratas. Rogers tem tentado explorar dúvidas entre eleitores negros e, principalmente judeus, que se dividiram após duras críticas de El-Sayed ao apoio do governo dos Estados Unidos a Israel. O republicano retratou El-Sayed como um candidato de pauta única, "mais focado em Gaza do que em Michigan". Por que as eleições dos EUA são sempre na terça-feira?
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