Criminosos cobravam R$ 3 mil para revelar paradeiro de motos furtadas
O grupo criminoso foi responsável por pelo menos 15 furtos no Distrito Federal; após o furto, parte das motos era despachada para a Bahia
Criminosos cobravam até R$ 3 mil para revelar o paradeiro de motocicletas furtadas no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o grupo criminoso furtava as motos das vítimas em menos de um minuto e, em alguns casos, em pouco mais de cinco segundos. Na manhã desta quarta-feira (1º/7), foram cumpridos sete mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra a organização criminosa, nas regiões de Samambaia e Ceilândia.
Segundo as investigações, após levarem o veículo da vítima, os criminosos monitoravam publicações nas redes sociais, identificavam proprietários em busca das motocicletas e cobravam dinheiro em troca de informações sobre as motos.
O grupo escondia os veículos furtados, adulterava a identificação e despachava parte deles em um caminhão com destino à Bahia, tudo isso em menos de 24 horas.
No estado, um dos integrantes recebia as motocicletas e anunciava a venda abertamente em redes sociais, como Instagram e Facebook.
Modus Operandi
Cada integrante tinha funções específicas. Enquanto parte do grupo prestava apoio logístico em carros ou em motocicletas furtadas anteriormente, os responsáveis pela execução dos crimes iam até estacionamentos públicos portando chaves falsas, conhecidas como “michas”.
Os principais alvos eram motocicletas estacionadas em locais de grande movimentação, como farmácias e lojas de comércio eletrônico. Os furtos aconteciam durante o dia, principalmente entre 13h45 e 14h25, período em que a movimentação intensa dificultava a percepção da ação criminosa pelas vítimas.
Após os furtos, as motocicletas eram levadas para áreas de mata, onde permaneciam escondidas por um período para reduzir as chances de serem localizadas pela polícia. Na sequência, os criminosos adulteravam os sinais identificadores dos veículos antes de encaminhá-los para fora do Distrito Federal.
Ainda segundo as investigações, o grupo foi responsável por pelos menos 15 furtos de motocicletas.
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