Crise no Reino Unido: Starmer disse a ministros que não vai renunciar, diz mídia britânica
Keir Starmer REUTERS/Jaimi Joy O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta terça-feira (12) a ministros da alta cúpula de seu governo que não vai renunciar, segundo a emissora britânica BBC. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala ocorreu em uma reunião de gabinete de emergência em meio a uma crise em seu governo. Starmer vem sofrendo diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, incluindo de parlamentares e de seus ministros. Segundo a BBC, durante o encontro, Starmer defendeu sua permanência como primeiro-ministro, e disse que o partido deveria se concentrar em reerguer o governo e que sua renúncia neste momento apenas traria mais caos ao país. "Eu assumo a responsabilidade por esses resultados eleitorais, e assumo a responsabilidade por entregar a mudança que prometemos. (...) O Partido Trabalhista tem um processo para desafiar um líder e esse processo não foi acionado. O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e o que devemos fazer como gabinete", afirmou Starmer, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete. Vídeos em alta no g1 Além disso, segundo a BBC, o premiê disse também que o mecanismo dentro do Partido Trabalhista para provocar sua sucessão não foi ativado e desafiou seus ministros a encontrarem um possível sucessor para rivalizar com ele pelo cargo. Um dos ministros disse na saída após o encontro que "nada foi acionado", em possível referência ao mecanismo de sucessão. Segundo a BBC, isso significa que nenhum dos presentes aceitou o desafio feito por Starmer para concorrer contra ele pela liderança. O "Telegraph", citando fontes de dentro do gabinete de Starmer, disse que os seis ministros que pediriam sua renúncia são: A ministra do Interior, Shabana Mahmood; O ministro da Defesa, John Healey O ministro da Energia, Ed Miliband; A ministra da Cultura, Lisa Nandy; A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper; e o ministro da Saúde, Wes Streeting. A reunião de gabinete com Starmer e seus principais ministros ocorre em meio a uma crise sem precedentes do governo atual do Reino Unido. O premiê vem enfrentando diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, e segundo a BBC, ao menos 78 dos 403 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que ele renuncie imediatamente ou apresente um prazo para deixar o governo. Entenda a crise aqui. O secretário da Habitação, Steve Reed, estava dentro da reunião e publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio a Starmer ainda durante o encontro. "Essa instabilidade traz consequências para a vida das pessoas. Aqueles que mais serão prejudicados são os que nos elegeram há menos de dois anos. Devemos nos unir em torno do primeiro-ministro", afirmou. Em meio à crise, uma ministra renunciou nesta terça-feira. Miatta Fahnbulleh, ministra júnior do departamento de Habitação, renunciou ao cargo e pediu para que o premiê faça o mesmo. Segundo Miatta, nem ela nem o público acreditam que ele seja capaz de guiar o país em meio aos desafios atuais. Para agravar a situação, o rei Charles III fará na quarta-feira (13) um discurso do Estado da União no Parlamento, evento em que o governo britânico se alinha para as pautas que serão prioridade do legislativo para o próximo ano. LEIA TAMBÉM: A crise que coloca em risco o cargo do primeiro-ministro britânico Irã ameaça enriquecer urânio a 90% se sofrer novos ataques dos EUA Jogadoras tchecas eram filmadas no banho secretamente por treinador Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1

Keir Starmer REUTERS/Jaimi Joy O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta terça-feira (12) a ministros da alta cúpula de seu governo que não vai renunciar, segundo a emissora britânica BBC. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala ocorreu em uma reunião de gabinete de emergência em meio a uma crise em seu governo. Starmer vem sofrendo diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, incluindo de parlamentares e de seus ministros. Segundo a BBC, durante o encontro, Starmer defendeu sua permanência como primeiro-ministro, e disse que o partido deveria se concentrar em reerguer o governo e que sua renúncia neste momento apenas traria mais caos ao país. "Eu assumo a responsabilidade por esses resultados eleitorais, e assumo a responsabilidade por entregar a mudança que prometemos. (...) O Partido Trabalhista tem um processo para desafiar um líder e esse processo não foi acionado. O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e o que devemos fazer como gabinete", afirmou Starmer, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete. Vídeos em alta no g1 Além disso, segundo a BBC, o premiê disse também que o mecanismo dentro do Partido Trabalhista para provocar sua sucessão não foi ativado e desafiou seus ministros a encontrarem um possível sucessor para rivalizar com ele pelo cargo. Um dos ministros disse na saída após o encontro que "nada foi acionado", em possível referência ao mecanismo de sucessão. Segundo a BBC, isso significa que nenhum dos presentes aceitou o desafio feito por Starmer para concorrer contra ele pela liderança. O "Telegraph", citando fontes de dentro do gabinete de Starmer, disse que os seis ministros que pediriam sua renúncia são: A ministra do Interior, Shabana Mahmood; O ministro da Defesa, John Healey O ministro da Energia, Ed Miliband; A ministra da Cultura, Lisa Nandy; A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper; e o ministro da Saúde, Wes Streeting. A reunião de gabinete com Starmer e seus principais ministros ocorre em meio a uma crise sem precedentes do governo atual do Reino Unido. O premiê vem enfrentando diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, e segundo a BBC, ao menos 78 dos 403 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que ele renuncie imediatamente ou apresente um prazo para deixar o governo. Entenda a crise aqui. O secretário da Habitação, Steve Reed, estava dentro da reunião e publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio a Starmer ainda durante o encontro. "Essa instabilidade traz consequências para a vida das pessoas. Aqueles que mais serão prejudicados são os que nos elegeram há menos de dois anos. Devemos nos unir em torno do primeiro-ministro", afirmou. Em meio à crise, uma ministra renunciou nesta terça-feira. Miatta Fahnbulleh, ministra júnior do departamento de Habitação, renunciou ao cargo e pediu para que o premiê faça o mesmo. Segundo Miatta, nem ela nem o público acreditam que ele seja capaz de guiar o país em meio aos desafios atuais. Para agravar a situação, o rei Charles III fará na quarta-feira (13) um discurso do Estado da União no Parlamento, evento em que o governo britânico se alinha para as pautas que serão prioridade do legislativo para o próximo ano. LEIA TAMBÉM: A crise que coloca em risco o cargo do primeiro-ministro britânico Irã ameaça enriquecer urânio a 90% se sofrer novos ataques dos EUA Jogadoras tchecas eram filmadas no banho secretamente por treinador Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1
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