Cuba aumenta estoque de drone e considera ataques à Flórida, diz site; governo cubano acusa EUA de tentarem justificar invasão
EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios Pressionado pelos Estados Unidos, o governo de Cuba vem considerando fazer ataques de drones a pontos do sul da Flórida, a navios dos EUA e à base norte-americana de Guantánamo, segundo uma reportagem do site de notícias Axios com base em fontes de Havana e de Washington. Com base nas fontes, a reportagem afirma ainda que o governo cubano adquiriu recentemente 300 drones de ataques. O chanceler de Cuba, no entanto, negou a informação e acusou o governo de Donald Trump de plantar a informação para tentar justificar um eventual ataque (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Axios, desde 2023, o governo cubano comprou mais de 300 drones de ataque dos aliados Rússia e Irã e vem armazenando o armamento em pontos estratégicos para possíveis ofensivas a alvos dos Estados Unidos. Entre eles, de acordo com as fontes ouvidas pelo site, estão: A cidade de Key West, ilha no extremo sul da Flórida; Navios norte-americanos que trafeguem perto da costa de Cuba; A base norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Após a publicação da reportagem, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, negou que seu governo planeja ataques acusou os Estados Unidos de fabricarem um "caso fraudulento" para justificar sanções econômicas e uma possível intervenção militar. "Cuba não ameaça nem deseja guerra", disse Rodríguez em uma publicação nas redes sociais, acrescentando que o país "se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU". O chanceler, no entanto, não se manifestou sobre a afirmação da reportagem de que Cuba aumentou a compra de drones. Aumento das tensões O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez A troca de acusações ocorre em um momento de escalada das tensões entre os dois lados. Nesta semana, é esperado que os EUA acusem formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro, segundo disseram à agência de notícias Reuters fontes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A acusação é relacionada a um episódio de 1996 em que Cuba abateu dois aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate, ONG norte-americana que busca e resgata exilados cubanos na travessia entre Cuba e Miami. No início do ano, após os EUA invadirem a Venezuela e capturarem o então presidente do país, Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que "Cuba será a próxima". Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita atípica a Cuba, na qual se reuniu com autoridades cubanas, incluindo o neto de Raúl Castro. Vídeos em alta no g1

EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios Pressionado pelos Estados Unidos, o governo de Cuba vem considerando fazer ataques de drones a pontos do sul da Flórida, a navios dos EUA e à base norte-americana de Guantánamo, segundo uma reportagem do site de notícias Axios com base em fontes de Havana e de Washington. Com base nas fontes, a reportagem afirma ainda que o governo cubano adquiriu recentemente 300 drones de ataques. O chanceler de Cuba, no entanto, negou a informação e acusou o governo de Donald Trump de plantar a informação para tentar justificar um eventual ataque (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Axios, desde 2023, o governo cubano comprou mais de 300 drones de ataque dos aliados Rússia e Irã e vem armazenando o armamento em pontos estratégicos para possíveis ofensivas a alvos dos Estados Unidos. Entre eles, de acordo com as fontes ouvidas pelo site, estão: A cidade de Key West, ilha no extremo sul da Flórida; Navios norte-americanos que trafeguem perto da costa de Cuba; A base norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Após a publicação da reportagem, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, negou que seu governo planeja ataques acusou os Estados Unidos de fabricarem um "caso fraudulento" para justificar sanções econômicas e uma possível intervenção militar. "Cuba não ameaça nem deseja guerra", disse Rodríguez em uma publicação nas redes sociais, acrescentando que o país "se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU". O chanceler, no entanto, não se manifestou sobre a afirmação da reportagem de que Cuba aumentou a compra de drones. Aumento das tensões O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Norlys Perez A troca de acusações ocorre em um momento de escalada das tensões entre os dois lados. Nesta semana, é esperado que os EUA acusem formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro, segundo disseram à agência de notícias Reuters fontes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A acusação é relacionada a um episódio de 1996 em que Cuba abateu dois aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate, ONG norte-americana que busca e resgata exilados cubanos na travessia entre Cuba e Miami. No início do ano, após os EUA invadirem a Venezuela e capturarem o então presidente do país, Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que "Cuba será a próxima". Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita atípica a Cuba, na qual se reuniu com autoridades cubanas, incluindo o neto de Raúl Castro. Vídeos em alta no g1
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