DF passa a contar com novo Caps para atendimento de adultos
Unidade fica no Cruzeiro e já está em funcionamento. Público-alvo são pacientes a partir de 18 anos com sofrimento psíquico intenso
Moradores do Cruzeiro (DF) passaram a contar, nesta quarta-feira (1º/7), com um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II voltado ao atendimento de pessoas a partir de 18 anos que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes. A unidade fica localizada na quadra 1409 e já está em funcionamento, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.
A inauguração foi realizada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), durante agenda no Cruzeiro, na manhã desta quarta. Segundo a chefe do Executivo, o imóvel era utilizado anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e foi cedido para a implantação do novo Caps.
“[Nós] abraçamos essa causa, institucionalizamos essa política. Não adianta se falar em saúde mental sem os CAPs organizados para fazer esses atendimentos”, disse.
“A entrega de mais Caps aqui é atender a população com carinho, principalmente nessa pauta que é tão demandada pela saúde mental”, acrescentou. “Nós estamos não só ampliando os CAPs, mas trazendo mais equipe.”
Para receber atendimento, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto, o Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) e, preferencialmente, um comprovante de residência, embora o documento não seja obrigatório.
Combate à violência contra a mulher
Ainda nesta quarta-feira, no Palácio do Buriti, a governadora assinou dois decretos: um que lança o Plano Distrital de Combate à Violência e de Proteção à Mulher e outro que institui a Rede de Apoio às Mães Atípicas.
Segundo Celina, o plano estabelece metas, competências e diretrizes para diferentes órgãos do governo e prevê um planejamento estratégico de 10 anos para a área.
“Esse decreto vai mudar a percepção do Estado para as nossas famílias atípicas porque ele não veio de cima para baixo. Esse decreto foi construído por vocês e está pronto para ser retificado, melhorado, ampliado e debatido, porque ninguém faz tudo acertando, mas tudo tem um começo. E esse começo é muito firme e muito presente”, disse.
De acordo com a governadora, a criação da rede surgiu após ouvir mães de crianças com doenças raras sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia.
“Foi numa escuta com as próprias mães que colocaram problemas diários, desde transporte público que elas enfrentam, as crianças que elas deixam nas escolas, o que elas poderiam melhorar, o que a gente poderia ampliar com o decreto”, afirmou.
A iniciativa foi estruturada a partir da experiência do projeto Mães Mais que Especiais, que realizou 6.031 atendimentos.
Com a assinatura do decreto, as ações voltadas ao público passam a atuar de forma integrada, deixando de ser executadas de maneira isolada. O objetivo é concentrar diferentes serviços públicos em um mesmo espaço, facilitando o acesso das famílias ao atendimento especializado.
A política também prevê a criação da Casa da Mãe Atípica, espaço destinado ao atendimento integrado, com apoio psicossocial, acolhimento especializado, orientação jurídica, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo, com foco na autonomia financeira e emocional dessas mulheres.
Segundo Celina, a primeira unidade está em reforma no Parque da Cidade e outra será instalada no Recanto das Emas.
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