Eleições no Peru: candidato de esquerda pede anulação de votos de peruanos no exterior
'O país da apuração interminável': por que o resultado da eleição no Peru demora tanto? Pouco mais de duas semanas após o segundo turno, o candidato à presidência Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, apresentou na segunda‑feira (22) um novo recurso para anular os votos dos peruanos residentes no exterior, onde Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, obteve mais de 63% dos votos válidos. Advogados especializados em direito eleitoral, ouvidos pelo jornal local El Comercio, afirmam que o pedido não tem fundamento jurídico e serve apenas para atrasar a proclamação oficial dos resultados. Com mais de 99% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori soma 50,1% dos votos, contra 49,89% de Sánchez, segundo resultados ainda não definitivos do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). Fujimori tem cerca de 40 mil votos de vantagem sobre Sánchez, em um total de mais de 19 milhões de votos válidos no segundo turno realizado em 7 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Antes de proclamar um vencedor, as autoridades ainda precisam analisar atas contestadas, que representavam cerca de 82 mil votos na segunda‑feira. “Apresentamos um pedido de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare nulas as eleições organizadas pelos 119 consulados”, anunciou Roberto Sánchez no X. “O processo eleitoral foi gravemente afetado pelas mudanças introduzidas a pedido do Poder Executivo (Ministério das Relações Exteriores), especialmente no segundo turno da eleição presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar provas. Leia mais Eleições no Peru: Sánchez lidera protesto enquanto Fujimori segue à frente em apuração O congressista insistiu que a resolução da ONPE, que determinou que as atas eleitorais provenientes dos consulados fossem enviadas fisicamente a Lima por meio de malotes diplomáticos, em vez de serem digitalizadas como no primeiro turno, constitui “uma grave violação da intangibilidade das normas eleitorais”. Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Isso representa cerca de 300 mil votos, que teriam favorecido amplamente Keiko Fujimori. Segundo o candidato de esquerda, se os votos do exterior forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua adversária. O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, usa um megafone para discursar para seus apoiadores durante um protesto REUTERS/Alessandro Cinque O Fuerza Popular, partido de Keiko Fujimori, afirmou que vai aguardar a conclusão total da apuração antes de reivindicar a vitória. A missão de observação da União Europeia considerou que o segundo turno da eleição presidencial transcorreu de maneira “calma e organizada”, apesar de uma campanha fortemente polarizada. A eleição ocorre em um momento em que o país está dividido, marcado por anos de instabilidade política. O presidente eleito tomará posse em 28 de julho e será o nono a assumir a chefia do Estado andino em dez anos. Com AFP e Reuters

'O país da apuração interminável': por que o resultado da eleição no Peru demora tanto? Pouco mais de duas semanas após o segundo turno, o candidato à presidência Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, apresentou na segunda‑feira (22) um novo recurso para anular os votos dos peruanos residentes no exterior, onde Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, obteve mais de 63% dos votos válidos. Advogados especializados em direito eleitoral, ouvidos pelo jornal local El Comercio, afirmam que o pedido não tem fundamento jurídico e serve apenas para atrasar a proclamação oficial dos resultados. Com mais de 99% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori soma 50,1% dos votos, contra 49,89% de Sánchez, segundo resultados ainda não definitivos do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). Fujimori tem cerca de 40 mil votos de vantagem sobre Sánchez, em um total de mais de 19 milhões de votos válidos no segundo turno realizado em 7 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Antes de proclamar um vencedor, as autoridades ainda precisam analisar atas contestadas, que representavam cerca de 82 mil votos na segunda‑feira. “Apresentamos um pedido de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare nulas as eleições organizadas pelos 119 consulados”, anunciou Roberto Sánchez no X. “O processo eleitoral foi gravemente afetado pelas mudanças introduzidas a pedido do Poder Executivo (Ministério das Relações Exteriores), especialmente no segundo turno da eleição presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar provas. Leia mais Eleições no Peru: Sánchez lidera protesto enquanto Fujimori segue à frente em apuração O congressista insistiu que a resolução da ONPE, que determinou que as atas eleitorais provenientes dos consulados fossem enviadas fisicamente a Lima por meio de malotes diplomáticos, em vez de serem digitalizadas como no primeiro turno, constitui “uma grave violação da intangibilidade das normas eleitorais”. Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Isso representa cerca de 300 mil votos, que teriam favorecido amplamente Keiko Fujimori. Segundo o candidato de esquerda, se os votos do exterior forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua adversária. O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, usa um megafone para discursar para seus apoiadores durante um protesto REUTERS/Alessandro Cinque O Fuerza Popular, partido de Keiko Fujimori, afirmou que vai aguardar a conclusão total da apuração antes de reivindicar a vitória. A missão de observação da União Europeia considerou que o segundo turno da eleição presidencial transcorreu de maneira “calma e organizada”, apesar de uma campanha fortemente polarizada. A eleição ocorre em um momento em que o país está dividido, marcado por anos de instabilidade política. O presidente eleito tomará posse em 28 de julho e será o nono a assumir a chefia do Estado andino em dez anos. Com AFP e Reuters
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