Em apoio a Trump, Senado dos EUA manobra para barrar resolução que limitar ações militares na Venezuela

Senadores republicanos aplicaram uma derrota quase certa a uma resolução que limitaria a autoridade do presidente Donald Trump para usar a força militar na Venezuela. A iniciativa exigia que Trump buscasse a aprovação do Congresso antes de realizar novas ações militares na Venezuela. A medida havia avançado em uma votação processual na semana passada, depois que cinco senadores republicanos apoiaram a resolução democrata. Essa votação foi interpretada como uma crítica à operação realizada no último dia 3 pelos Estados Unidos na Venezuela, que Trump autorizou sem notificar os membros do Comitê de Serviços Armados do Senado. O presidente americano criticou nas redes sociais os membros do seu partido que apoiaram a votação, e a Casa Branca fez uma campanha agressiva para derrotar a resolução. Nesta quarta-feira (14), senadores republicanos usaram uma manobra processual e retiraram o status de "privilegiada" da resolução, que teria permitido a sua aprovação por maioria simples. Eles argumentaram que a norma não se aplicava, porque não há hostilidades em curso, o que torna quase impossível o sucesso em qualquer votação final de aprovação. Os republicanos contam com uma maioria de 53 a 47 no Senado, não havendo democratas suficientes para superar a nova marca, de 60 votos. Dois dos cinco republicanos que apoiaram a resolução na semana passada mudaram de posição, segundo a imprensa americana. Eles teriam recebido garantias do secretário de Estado Marco Rubio de que não há planos para mobilizar tropas na Venezuela, e de que o Congresso seria devidamente consultado caso isso mudasse.

Jan 15, 2026 - 08:30
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Senadores republicanos aplicaram uma derrota quase certa a uma resolução que limitaria a autoridade do presidente Donald Trump para usar a força militar na Venezuela. A iniciativa exigia que Trump buscasse a aprovação do Congresso antes de realizar novas ações militares na Venezuela. A medida havia avançado em uma votação processual na semana passada, depois que cinco senadores republicanos apoiaram a resolução democrata. Essa votação foi interpretada como uma crítica à operação realizada no último dia 3 pelos Estados Unidos na Venezuela, que Trump autorizou sem notificar os membros do Comitê de Serviços Armados do Senado. O presidente americano criticou nas redes sociais os membros do seu partido que apoiaram a votação, e a Casa Branca fez uma campanha agressiva para derrotar a resolução. Nesta quarta-feira (14), senadores republicanos usaram uma manobra processual e retiraram o status de "privilegiada" da resolução, que teria permitido a sua aprovação por maioria simples. Eles argumentaram que a norma não se aplicava, porque não há hostilidades em curso, o que torna quase impossível o sucesso em qualquer votação final de aprovação. Os republicanos contam com uma maioria de 53 a 47 no Senado, não havendo democratas suficientes para superar a nova marca, de 60 votos. Dois dos cinco republicanos que apoiaram a resolução na semana passada mudaram de posição, segundo a imprensa americana. Eles teriam recebido garantias do secretário de Estado Marco Rubio de que não há planos para mobilizar tropas na Venezuela, e de que o Congresso seria devidamente consultado caso isso mudasse.

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