Em telefonema, Lula e presidente da Turquia discutem Gaza e 'esforços' para a paz na região
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, conversaram por telefone nesta quarta-feira (21). Segundo o Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado discutiram sobre a situação em Gaza e esforços mundiais em favor da paz na região. O petista e Erdogan foram convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participarem do Conselho de Paz de Gaza, uma espécie de "ONU paralela" que o republicano visa criar. Lula ainda não decidiu se vai aceitar ou não o convite. O presidente e sua equipe estão fazendo uma análise detalhada do documento e, principalmente, das implicações de aceitar a proposta. Já Erdogan aceitou o convite de Trump e se comprometeu a participar da nova entidade, segundo a Reuters. Trump enviou convites a lideranças de cerca de 60 países para integrar a iniciativa. ▶️ O Conselho de Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro. Pela proposta do republicano, os integrantes do órgão exercerão um mandato de três anos ou poderão ter cargos vitalícios caso paguem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo. Ainda de acordo com a Reuters, o envio das cartas gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo. Comércio bilateral Segundo o comunicado divulgado pelo governo brasileiro, os dois presidentes também conversaram sobre temas da agenda bilateral e sobre a necessidade de ampliar e diversificar o comércio bilateral. Em 2025, a comércio entre Brasil e Turquia alcançou mais de US$ 5,5 bilhões. De acordo com o Planalto, durante o telefonema, Lula e Erdogan concordaram em organizar reuniões entre os setores privados dos dois países. "O presidente Erdogan destacou a disposição de empresas turcas em investir no Brasil, em especial no setor de infraestrutura", diz a nota do governo brasileiro. COP31 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a nota divulgada pela Presidência brasileira, Erdogan parabenizou Lula pelo exercício das presidências do G20 e da COP30. Sobre esse último tema, o presidente turco manifestou interesse com contar com experiência brasileira para a organização da COP-31, que será realizada em novembro próximo, na Turquia. A próxima edição será na cidade mediterrânea de Antália. A decisão saiu de um acordo de última hora entre Turquia e Austrália. Os dois países disputavam a sede há meses. Como nenhum dos lados recuava, o risco era cair numa regra da ONU que levaria a conferência automaticamente para Bonn, sede do secretariado climático. O arranjo que destravou tudo foi inédito: a Turquia será a anfitriã oficial da COP31; a Austrália ficará responsável por “presidir as negociações”. Na prática, a Turquia organiza o evento, enquanto a Austrália conduz a parte política das conversas. Lula e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em imagem de 2023 Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, conversaram por telefone nesta quarta-feira (21). Segundo o Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado discutiram sobre a situação em Gaza e esforços mundiais em favor da paz na região. O petista e Erdogan foram convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participarem do Conselho de Paz de Gaza, uma espécie de "ONU paralela" que o republicano visa criar. Lula ainda não decidiu se vai aceitar ou não o convite. O presidente e sua equipe estão fazendo uma análise detalhada do documento e, principalmente, das implicações de aceitar a proposta. Já Erdogan aceitou o convite de Trump e se comprometeu a participar da nova entidade, segundo a Reuters. Trump enviou convites a lideranças de cerca de 60 países para integrar a iniciativa. ▶️ O Conselho de Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro. Pela proposta do republicano, os integrantes do órgão exercerão um mandato de três anos ou poderão ter cargos vitalícios caso paguem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo. Ainda de acordo com a Reuters, o envio das cartas gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo. Comércio bilateral Segundo o comunicado divulgado pelo governo brasileiro, os dois presidentes também conversaram sobre temas da agenda bilateral e sobre a necessidade de ampliar e diversificar o comércio bilateral. Em 2025, a comércio entre Brasil e Turquia alcançou mais de US$ 5,5 bilhões. De acordo com o Planalto, durante o telefonema, Lula e Erdogan concordaram em organizar reuniões entre os setores privados dos dois países. "O presidente Erdogan destacou a disposição de empresas turcas em investir no Brasil, em especial no setor de infraestrutura", diz a nota do governo brasileiro. COP31 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a nota divulgada pela Presidência brasileira, Erdogan parabenizou Lula pelo exercício das presidências do G20 e da COP30. Sobre esse último tema, o presidente turco manifestou interesse com contar com experiência brasileira para a organização da COP-31, que será realizada em novembro próximo, na Turquia. A próxima edição será na cidade mediterrânea de Antália. A decisão saiu de um acordo de última hora entre Turquia e Austrália. Os dois países disputavam a sede há meses. Como nenhum dos lados recuava, o risco era cair numa regra da ONU que levaria a conferência automaticamente para Bonn, sede do secretariado climático. O arranjo que destravou tudo foi inédito: a Turquia será a anfitriã oficial da COP31; a Austrália ficará responsável por “presidir as negociações”. Na prática, a Turquia organiza o evento, enquanto a Austrália conduz a parte política das conversas. Lula e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em imagem de 2023 Ricardo Stuckert/Presidência da República
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