EUA bombardeiam região do Estreito de Ormuz após Trump acusar Irã de violar cessar-fogo
Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026 REUTERS/Stringer Os EUA realizaram bombardeios na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26) em resposta ao que chamaram de "violação do cessar-fogo" por parte do Irã. O regime iraniano diz que houve ataquea a um píer na cidade de Sirik, na porção leste do estreito. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), aeronaves americanas atacaram locais de armazenamentos de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A agressão injustificada de forças iranianas contra navios comerciais violou claramente o cessar-fogo. Além disso, a conduta perigosa do Irã comprometeu a liberdade de navegação, em um momento em que o fluxo comercial através desse corredor vital de comércio internacional é crescente", diz o comunicado do Comando Central. "As forças do CentCom continuam a coordenar a passagem segura e a prestar apoio a embarcações comerciais que transitam pelo estreito. As forças armadas dos EUA permanecem presentes e vigilantes para garantir que todos os aspectos do acordo com o Irã sejam respeitados, cumpridos e mantidos em pleno vigor." A ação ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de atacar navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o regime iraniano lançou ao menos 4 drones de ataque contra embarcações, sendo que um deles atingiu um navio de carga e os outros 3 foram derrubados pelas forças americanas. Agora no g1 Trump afirmou que se trata de uma "violação tola" do acordo de cessar-fogo entre os dois países. "A República Islâmica do Irã disparou pelo menos quatro drones de ataque contra navios que atravessavam o Estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e fortíssimo navio de carga. Houve danos, mas o navio conseguiu seguir seu caminho. Nós derrubamos três outros drones. Obviamente, esta é uma violação tola do nosso acordo de cessar-fogo", postou Trump em sua rede social. Operação da ONU suspensa Na quinta (25), a agência marítima da ONU suspendeu uma operação para retirar centenas de navios do Estreito de Ormuz após uma embarcação ser atacada no Golfo de Omã. A companhia britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um porta-contêineres foi atingido por um projétil ao tentar atravessar o estreito, a cerca de 13,89km do porto de Dahit, em Omã. “Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em comunicado. Ele acrescentou que a decisão de suspender a iniciativa foi tomada para “reconfirmar se as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”. A operação, iniciada na última terça-feira (23), permitia que navios e suas tripulações deixassem o Golfo por duas rotas: uma via águas iranianas e outra por águas de Omã, sob supervisão dos Estados Unidos. Segundo dados preliminares da OMI, cerca de 57 navios com aproximadamente 1.100 tripulantes haviam atravessado o Estreito de Ormuz de terça até esta quinta-feira. As autoridades ainda não confirmaram a autoria dos ataques nem a gravidade dos danos. Irã não garante segurança de navios A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, afirmou também na quinta que as embarcações que trafegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura. As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”, disse o entidade no X (ex-Twitter). Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci

Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026 REUTERS/Stringer Os EUA realizaram bombardeios na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26) em resposta ao que chamaram de "violação do cessar-fogo" por parte do Irã. O regime iraniano diz que houve ataquea a um píer na cidade de Sirik, na porção leste do estreito. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), aeronaves americanas atacaram locais de armazenamentos de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A agressão injustificada de forças iranianas contra navios comerciais violou claramente o cessar-fogo. Além disso, a conduta perigosa do Irã comprometeu a liberdade de navegação, em um momento em que o fluxo comercial através desse corredor vital de comércio internacional é crescente", diz o comunicado do Comando Central. "As forças do CentCom continuam a coordenar a passagem segura e a prestar apoio a embarcações comerciais que transitam pelo estreito. As forças armadas dos EUA permanecem presentes e vigilantes para garantir que todos os aspectos do acordo com o Irã sejam respeitados, cumpridos e mantidos em pleno vigor." A ação ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de atacar navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o regime iraniano lançou ao menos 4 drones de ataque contra embarcações, sendo que um deles atingiu um navio de carga e os outros 3 foram derrubados pelas forças americanas. Agora no g1 Trump afirmou que se trata de uma "violação tola" do acordo de cessar-fogo entre os dois países. "A República Islâmica do Irã disparou pelo menos quatro drones de ataque contra navios que atravessavam o Estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e fortíssimo navio de carga. Houve danos, mas o navio conseguiu seguir seu caminho. Nós derrubamos três outros drones. Obviamente, esta é uma violação tola do nosso acordo de cessar-fogo", postou Trump em sua rede social. Operação da ONU suspensa Na quinta (25), a agência marítima da ONU suspendeu uma operação para retirar centenas de navios do Estreito de Ormuz após uma embarcação ser atacada no Golfo de Omã. A companhia britânica de segurança marítima UKMTO confirmou que um porta-contêineres foi atingido por um projétil ao tentar atravessar o estreito, a cerca de 13,89km do porto de Dahit, em Omã. “Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em comunicado. Ele acrescentou que a decisão de suspender a iniciativa foi tomada para “reconfirmar se as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”. A operação, iniciada na última terça-feira (23), permitia que navios e suas tripulações deixassem o Golfo por duas rotas: uma via águas iranianas e outra por águas de Omã, sob supervisão dos Estados Unidos. Segundo dados preliminares da OMI, cerca de 57 navios com aproximadamente 1.100 tripulantes haviam atravessado o Estreito de Ormuz de terça até esta quinta-feira. As autoridades ainda não confirmaram a autoria dos ataques nem a gravidade dos danos. Irã não garante segurança de navios A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, afirmou também na quinta que as embarcações que trafegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura. As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”, disse o entidade no X (ex-Twitter). Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Reuters/Evan Vucci
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