Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia

Dinamarca e Groenlândia exigem respeito a fronteiras, após Trump anunciar enviado especial Países europeus estão trabalhando em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, afirmou nesta quarta-feira (7) o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A movimentação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter retomado ameaças de tomar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca, e que não descarta o uso de força militar para tal. (Leia mais abaixo) Barrot não deu mais detalhes sobre o plano até a última atualização desta reportagem, mas disse que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta-feira. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, afirmou Barrot à rádio francesa "France Inter". Barrot disse também que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, descartou a ideia de invadir a Groenlândia. Na terça-feira, uma declaração conjunta da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca afirmou que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. O texto afirma que a segurança no Ártico deve ser garantida de forma coletiva, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Tanto os Estados Unidos quanto a Dinamarca fazem parte da aliança militar. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que um eventual ataque dos EUA à Groenlândia poderia significar o fim da Otan. Bandeira da Groenlândia tremula sobre assentamento de Igaliku. Reuters “Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse Frederiksen, assegurando que está fazendo “tudo o que é possível” para evitar que isso aconteça. Um dia antes, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, usou as redes sociais para reclamar das atitudes dos Estados Unidos. “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu. LEIA TAMBÉM: Interesse dos EUA pela Groenlândia remonta ao século XIX: entenda o que está por trás disso Groenlândia ameaçada e 'fim da Otan': entenda o que Trump disse sobre o território e como a Europa está reagindo Quais países podem estar na mira de Trump depois da Venezuela? Trump quer Groenlândia e não descarta força militar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores estão discutindo opções para adquirir a Groenlândia, afirmou a Casa Branca na terça-feira (6). Em comunicado, o governo americano disse que o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa. Em nota enviada em resposta a questionamentos da agência Reuters, o governo dos EUA afirmou que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional. A Casa Branca diz que avalia diferentes caminhos para alcançar esse objetivo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa para os republicanos da Câmara durante a conferência anual sobre questões do partido, no Kennedy Center, renomeado como Trump-Kennedy Center pelo conselho de diretores indicado por Trump, em Washington, D.C., EUA, em 6 de janeiro de 2026 Kevin Lamarque/Reuters Segundo o governo, a medida é vista como estratégica para conter adversários na região do Ártico. O comunicado afirma ainda que o presidente e a equipe analisam uma série de opções de política externa e que o uso do Exército dos EUA está entre as possibilidades. Trump demonstra interesse pela Groenlândia desde o primeiro mandato como presidente. Ao retornar à Casa Branca, no ano passado, voltou a dizer que deseja anexar o território aos Estados Unidos.

Jan 7, 2026 - 08:00
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Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia

Dinamarca e Groenlândia exigem respeito a fronteiras, após Trump anunciar enviado especial Países europeus estão trabalhando em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, afirmou nesta quarta-feira (7) o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A movimentação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter retomado ameaças de tomar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca, e que não descarta o uso de força militar para tal. (Leia mais abaixo) Barrot não deu mais detalhes sobre o plano até a última atualização desta reportagem, mas disse que o tema será abordado em uma reunião com os chanceleres da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta-feira. “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, afirmou Barrot à rádio francesa "France Inter". Barrot disse também que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, descartou a ideia de invadir a Groenlândia. Na terça-feira, uma declaração conjunta da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca afirmou que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. O texto afirma que a segurança no Ártico deve ser garantida de forma coletiva, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Tanto os Estados Unidos quanto a Dinamarca fazem parte da aliança militar. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que um eventual ataque dos EUA à Groenlândia poderia significar o fim da Otan. Bandeira da Groenlândia tremula sobre assentamento de Igaliku. Reuters “Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse Frederiksen, assegurando que está fazendo “tudo o que é possível” para evitar que isso aconteça. Um dia antes, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, usou as redes sociais para reclamar das atitudes dos Estados Unidos. “Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, escreveu. LEIA TAMBÉM: Interesse dos EUA pela Groenlândia remonta ao século XIX: entenda o que está por trás disso Groenlândia ameaçada e 'fim da Otan': entenda o que Trump disse sobre o território e como a Europa está reagindo Quais países podem estar na mira de Trump depois da Venezuela? Trump quer Groenlândia e não descarta força militar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores estão discutindo opções para adquirir a Groenlândia, afirmou a Casa Branca na terça-feira (6). Em comunicado, o governo americano disse que o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa. Em nota enviada em resposta a questionamentos da agência Reuters, o governo dos EUA afirmou que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional. A Casa Branca diz que avalia diferentes caminhos para alcançar esse objetivo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa para os republicanos da Câmara durante a conferência anual sobre questões do partido, no Kennedy Center, renomeado como Trump-Kennedy Center pelo conselho de diretores indicado por Trump, em Washington, D.C., EUA, em 6 de janeiro de 2026 Kevin Lamarque/Reuters Segundo o governo, a medida é vista como estratégica para conter adversários na região do Ártico. O comunicado afirma ainda que o presidente e a equipe analisam uma série de opções de política externa e que o uso do Exército dos EUA está entre as possibilidades. Trump demonstra interesse pela Groenlândia desde o primeiro mandato como presidente. Ao retornar à Casa Branca, no ano passado, voltou a dizer que deseja anexar o território aos Estados Unidos.

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