Ex-diretor do FBI acusado de ameaçar Trump se apresenta à Justiça; advogado diz que ação do governo é 'vingativa'
O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018. AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo O ex-diretor do FBI, James Comey, compareceu a um tribunal federal na Virgínia nesta quarta-feira (29), um dia após ser acusado formalmente por uma publicação em uma rede social que, segundo os promotores, ameaçava a vida do presidente Donald Trump. Comey se apresentou às autoridades para responder a duas acusações, incluindo ameaçar a vida do presidente e transmitir ameaças através das fronteiras estaduais. O ex-diretor do FBI não se pronunciou durante a breve audiência e foi liberado em seguida. Seu advogado, Patrick Fitzgerald, afirmou que argumentará que o caso é uma perseguição vingativa, ou seja, foi instaurado para punir Comey por exercer seus direitos legais. Comey declarou-se inocente e afirmou que lutará contra as acusações no tribunal. Vídeos em alta no g1 O indiciamento representa uma nova investida do Departamento de Justiça de Trump para perseguir e processar criminalmente aqueles que ele considera inimigos políticos do presidente. No ano passado, Trump mencionou Comey nominalmente em uma publicação nas redes sociais, na qual pedia acusações criminais contra seus adversários. As acusações se referem a uma publicação feita por Comey no Instagram em maio do ano passado, na qual ele mostrava conchas dispostas em uma praia para formar os números “86 47”. O número 86 é uma gíria originária do ramo dos restaurantes que pode significar “livrar-se de” ou expulsar alguém. Quarenta e sete é uma possível referência a Trump como o 47º presidente dos EUA. A acusação, aprovada por um júri federal na Carolina do Norte, alegava que um destinatário razoável da mensagem a interpretaria como uma ameaça a Trump. Comey apagou a publicação pouco depois de ser divulgada, afirmando que a considerava uma mensagem política e que não sabia que os números estavam associados à violência. Comey, um antigo opositor de Trump, já enfrentou dois processos criminais do Departamento de Justiça durante o segundo mandato de Trump. Um processo anterior, que o acusava de mentir ao Congresso, foi arquivado por um juiz federal.

O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018. AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo O ex-diretor do FBI, James Comey, compareceu a um tribunal federal na Virgínia nesta quarta-feira (29), um dia após ser acusado formalmente por uma publicação em uma rede social que, segundo os promotores, ameaçava a vida do presidente Donald Trump. Comey se apresentou às autoridades para responder a duas acusações, incluindo ameaçar a vida do presidente e transmitir ameaças através das fronteiras estaduais. O ex-diretor do FBI não se pronunciou durante a breve audiência e foi liberado em seguida. Seu advogado, Patrick Fitzgerald, afirmou que argumentará que o caso é uma perseguição vingativa, ou seja, foi instaurado para punir Comey por exercer seus direitos legais. Comey declarou-se inocente e afirmou que lutará contra as acusações no tribunal. Vídeos em alta no g1 O indiciamento representa uma nova investida do Departamento de Justiça de Trump para perseguir e processar criminalmente aqueles que ele considera inimigos políticos do presidente. No ano passado, Trump mencionou Comey nominalmente em uma publicação nas redes sociais, na qual pedia acusações criminais contra seus adversários. As acusações se referem a uma publicação feita por Comey no Instagram em maio do ano passado, na qual ele mostrava conchas dispostas em uma praia para formar os números “86 47”. O número 86 é uma gíria originária do ramo dos restaurantes que pode significar “livrar-se de” ou expulsar alguém. Quarenta e sete é uma possível referência a Trump como o 47º presidente dos EUA. A acusação, aprovada por um júri federal na Carolina do Norte, alegava que um destinatário razoável da mensagem a interpretaria como uma ameaça a Trump. Comey apagou a publicação pouco depois de ser divulgada, afirmando que a considerava uma mensagem política e que não sabia que os números estavam associados à violência. Comey, um antigo opositor de Trump, já enfrentou dois processos criminais do Departamento de Justiça durante o segundo mandato de Trump. Um processo anterior, que o acusava de mentir ao Congresso, foi arquivado por um juiz federal.
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