Flávio Bolsonaro parabeniza Keiko Fujimori, eleita presidente do Peru: 'a próxima peça é o Brasil'
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) parabenizou a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, em uma publicação nas redes sociais. Ele comemorou a vitória da candidata da direita local e citou que "a onda azul" vai chegar no Brasil também, em referência às eleições de outubro e o avanço de candidatos de direita no continente. "Parabéns à presidente eleita Keiko Fujimori pela vitória histórica no Peru! Sua trajetória de resiliência e a virada nas urnas mostram a força da democracia peruana. Que sua gestão traga segurança, prosperidade e o fortalecimento dos laços entre nossos países. A América do Sul se transformou nos últimos anos. A próxima peça nesse quebra-cabeças é o Brasil: a onda azul já chegou aqui também. A América do Sul tem futuro", escreveu o senador. Flávio Bolsonaro parabeniza Fujimori por vitória no Peru Reprodução Nesta sexta-feira (3), a vitória da candidata de direita foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no Peru em uma cerimônia de proclamação. Fujimori teve 9.223.396 de votos, ou 50,135%, contra 9.173.755 de votos de seu concorrente, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, ou 49,865% dos votos. "Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio", disse Fujimori em frente a repórteres em Lima. ➡️A votação ocorreu no dia 7 de junho. A apuração dos votos demorou semanas e mostrou um cenário de forte polarização no país, com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos. Sánchez, adversário de Keiko no segundo turno, indicou que não aceitaria os resultados e disse que protestaria na Corte Internacional de Direitos Humanos. Ele alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Keiko Fujimori discursa como vencedora das eleições do Peru e promete unir o país Keiko assume o Peru em cenário de instabilidade política (leia mais abaixo). Mudança no mapa político da América do Sul Com a vitória de Fujimori, outro país da América do Sul apresenta mudança em sua política após as eleições locais. A direita está em superioridade em relação aos governos de esquerda: são oito presidentes entre os 12 países da região (veja no mapa abaixo). O mapa sofreu mudanças com as recentes eleições na Colômbia, Chile e Bolívia, em que os políticos de direita saíram vitoriosos: Abelardo de la Espriella na Colômbia, em junho de 2026; José Antônio Kast no Chile, em dezembro de 2025; Rodrigo Paz na Bolívia, em outubro de 2025. Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio. Apesar de a esquerda ter prevalecido no continente no início do século 21, com a chamada "onda rosa", a direita recuperou espaço nos últimos anos. Mapa político com os presidentes dos países sulamericanos Arte/g1 Nos últimos meses, a direita contou com a ajuda do Chile e da Bolívia para chegar a esse cenário a um equilíbrio de poderes. Após quase duas décadas no poder, a esquerda ficou de fora do segundo turno das eleições bolivianas. A vitória foi de Rodrigo Paz, em 19 de outubro. Instabilidade presidencial Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, assumirá o país em um momento de instabilidade política. A direitista substituirá o atual presidente, José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu o poder de forma interina há apenas quatro meses. Zelada substituiu o ex-presidente José Jeri, que também ficou no cargo por apenas quatro meses e foi destituído pelo Congresso por má conduta após vir à tona que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi destituída por escândalos de corrupção. Boluarte também era interina e havia substituído o ex-presidente Pedro Castillo, que foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção, em uma manobra para tentar driblar um processo de impeachment. As crises foram só as últimas envolvendo presidentes do Peru, que vive na última década um dos piores períodos de instabilidade política de sua história. Só nos últimos oito anos, o país andino teve oito presidentes.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) parabenizou a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, em uma publicação nas redes sociais. Ele comemorou a vitória da candidata da direita local e citou que "a onda azul" vai chegar no Brasil também, em referência às eleições de outubro e o avanço de candidatos de direita no continente. "Parabéns à presidente eleita Keiko Fujimori pela vitória histórica no Peru! Sua trajetória de resiliência e a virada nas urnas mostram a força da democracia peruana. Que sua gestão traga segurança, prosperidade e o fortalecimento dos laços entre nossos países. A América do Sul se transformou nos últimos anos. A próxima peça nesse quebra-cabeças é o Brasil: a onda azul já chegou aqui também. A América do Sul tem futuro", escreveu o senador. Flávio Bolsonaro parabeniza Fujimori por vitória no Peru Reprodução Nesta sexta-feira (3), a vitória da candidata de direita foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no Peru em uma cerimônia de proclamação. Fujimori teve 9.223.396 de votos, ou 50,135%, contra 9.173.755 de votos de seu concorrente, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, ou 49,865% dos votos. "Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio", disse Fujimori em frente a repórteres em Lima. ➡️A votação ocorreu no dia 7 de junho. A apuração dos votos demorou semanas e mostrou um cenário de forte polarização no país, com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos. Sánchez, adversário de Keiko no segundo turno, indicou que não aceitaria os resultados e disse que protestaria na Corte Internacional de Direitos Humanos. Ele alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Keiko Fujimori discursa como vencedora das eleições do Peru e promete unir o país Keiko assume o Peru em cenário de instabilidade política (leia mais abaixo). Mudança no mapa político da América do Sul Com a vitória de Fujimori, outro país da América do Sul apresenta mudança em sua política após as eleições locais. A direita está em superioridade em relação aos governos de esquerda: são oito presidentes entre os 12 países da região (veja no mapa abaixo). O mapa sofreu mudanças com as recentes eleições na Colômbia, Chile e Bolívia, em que os políticos de direita saíram vitoriosos: Abelardo de la Espriella na Colômbia, em junho de 2026; José Antônio Kast no Chile, em dezembro de 2025; Rodrigo Paz na Bolívia, em outubro de 2025. Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio. Apesar de a esquerda ter prevalecido no continente no início do século 21, com a chamada "onda rosa", a direita recuperou espaço nos últimos anos. Mapa político com os presidentes dos países sulamericanos Arte/g1 Nos últimos meses, a direita contou com a ajuda do Chile e da Bolívia para chegar a esse cenário a um equilíbrio de poderes. Após quase duas décadas no poder, a esquerda ficou de fora do segundo turno das eleições bolivianas. A vitória foi de Rodrigo Paz, em 19 de outubro. Instabilidade presidencial Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, assumirá o país em um momento de instabilidade política. A direitista substituirá o atual presidente, José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu o poder de forma interina há apenas quatro meses. Zelada substituiu o ex-presidente José Jeri, que também ficou no cargo por apenas quatro meses e foi destituído pelo Congresso por má conduta após vir à tona que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi destituída por escândalos de corrupção. Boluarte também era interina e havia substituído o ex-presidente Pedro Castillo, que foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção, em uma manobra para tentar driblar um processo de impeachment. As crises foram só as últimas envolvendo presidentes do Peru, que vive na última década um dos piores períodos de instabilidade política de sua história. Só nos últimos oito anos, o país andino teve oito presidentes.
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