Governo Trump designa gangue Los Chone Killers, do Equador, como organização terrorista
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa de uma reunião bilateral entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França. Evelyn Hockstein / Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou hoje que o país vai designar o gangue equatoriana Los Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo criminoso também foi incluído na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês). As designações são as mesmas atríbuídas pelo governo Trump a organizações criminosas brasileiras, o PCC e o CV, há cerca de um mês. "Os Chone Killers são uma gangue equatoriana que perpetrou inúmeros ataques contra civis, agentes da lei e autoridades governamentais, incluindo assassinatos de alto nível de funcionários públicos. O grupo surgiu como uma facção dos Los Choneros — organização designada como FTO (Organização Terrorista Estrangeira) e SDGT (Terrorista Global Especialmente Designado) — antes de se separar e formar um grupo independente em 2020" disse Rubio, em um comunicado. Agora no g1 "A Administração Trump, em parceria com o Equador e o presidente Daniel Noboa, continuará a proteger nosso hemisfério, mantendo drogas ilícitas longe de nossas ruas e desmantelando as fontes de receita que financiam narcoterroristas violentos. A ação de hoje do Departamento demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável da Administração Trump em desmantelar cartéis e grupos narcoterroristas em nossa região e em garantir a segurança do povo americano." Noboa, presidente do Equador, é um aliado de Trump na América do Sul. Grupos criminosos brasileiros No último dia 28 de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que iria classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio foi feito um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Rubio. Ao anunciar a medida, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu. O governo Lula se posicionou contra a medida. A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa de uma reunião bilateral entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França. Evelyn Hockstein / Reuters O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou hoje que o país vai designar o gangue equatoriana Los Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O grupo criminoso também foi incluído na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês). As designações são as mesmas atríbuídas pelo governo Trump a organizações criminosas brasileiras, o PCC e o CV, há cerca de um mês. "Os Chone Killers são uma gangue equatoriana que perpetrou inúmeros ataques contra civis, agentes da lei e autoridades governamentais, incluindo assassinatos de alto nível de funcionários públicos. O grupo surgiu como uma facção dos Los Choneros — organização designada como FTO (Organização Terrorista Estrangeira) e SDGT (Terrorista Global Especialmente Designado) — antes de se separar e formar um grupo independente em 2020" disse Rubio, em um comunicado. Agora no g1 "A Administração Trump, em parceria com o Equador e o presidente Daniel Noboa, continuará a proteger nosso hemisfério, mantendo drogas ilícitas longe de nossas ruas e desmantelando as fontes de receita que financiam narcoterroristas violentos. A ação de hoje do Departamento demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável da Administração Trump em desmantelar cartéis e grupos narcoterroristas em nossa região e em garantir a segurança do povo americano." Noboa, presidente do Equador, é um aliado de Trump na América do Sul. Grupos criminosos brasileiros No último dia 28 de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que iria classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio foi feito um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Rubio. Ao anunciar a medida, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu. O governo Lula se posicionou contra a medida. A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
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