Guarda Revolucionária do Irã diz ter atacado base aérea americana em retaliação

Irã acusa EUA de violarem cessar-fogo que está em vigor desde 8 de abril A Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou uma base área dos Estados Unidos em retaliação aos novos ataques que interromperam o cessar-fogo que estava vigente há quase dois meses. Segundo a organização militar, a base americana atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas, a mesma que teria atacado o Irã nesta quarta-feira (27). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 "Esta resposta é um aviso sério para que o inimigo saiba que a agressão não ficará sem resposta e, em caso de repetição, nossa resposta será ainda mais decisiva, sendo a responsabilidade e as consequências do agressor", disse a Guarda Revolucionária do Irã. Segundo a Reuters, militares dos EUA bombardearam uma instalação militar que autoridades americanas acreditavam representar ameaça a tropas do país e ao tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz. A autoridade, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que forças americanas interceptaram e derrubaram vários drones iranianos considerados uma ameaça semelhante. Mais cedo, a imprensa estatal iraniana informou que explosões foram ouvidas na região da cidade portuária de Bandar Abbas. Segundo a agência Fars News, sistemas de defesa aérea ficaram ativos por vários minutos. A mesma região já havia sido alvo de bombardeios na madrugada de terça-feira (26). Na ocasião, militares americanos afirmaram ter atacado locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, instalavam minas subaquáticas. A operação levou o Irã a acusar os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo em vigor desde 7 de abril. Atualmente, os dois países negociam um tratado de paz para encerrar a guerra de forma definitiva. LEIA TAMBÉM Búfalo que ficou famoso por se parecer com Trump escapa de sacrifício e irá para zoológico Trump elogiou Lula durante reunião com Flávio Bolsonaro Traficante 'Hulk' do PCC é solto em Portugal após se esgotar prazo de prisão preventiva Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Retomada da guerra Embarcações no Estreito de Ormuz são visíveis perto da praia de Bandar Abbas, Irã, em 22 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS Também nesta quarta, o governo iraniano disse considerar improvável uma retomada da guerra contra os Estados Unidos. A Guarda Revolucionária afirmou que a “fraqueza” dos adversários reduz a chance de novos confrontos. O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A guerra se espalhou rapidamente por diferentes frentes, afetando toda a região e provocando uma crise no mercado global de energia. Irã e Estados Unidos trocam acusações há semanas enquanto negociam um acordo mediado pelo Paquistão. Em comunicado divulgado nesta quarta, o Ministério da Inteligência do Irã afirmou que os Estados Unidos e Israel continuam tentando derrubar a República Islâmica e fragmentar o país. Por enquanto, nenhuma das partes demonstra disposição para ceder nos principais pontos das negociações, entre eles o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. VÍDEOS: mais assistidos do g1

May 28, 2026 - 01:00
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Guarda Revolucionária do Irã diz ter atacado base aérea americana em retaliação

Irã acusa EUA de violarem cessar-fogo que está em vigor desde 8 de abril A Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou uma base área dos Estados Unidos em retaliação aos novos ataques que interromperam o cessar-fogo que estava vigente há quase dois meses. Segundo a organização militar, a base americana atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas, a mesma que teria atacado o Irã nesta quarta-feira (27). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 "Esta resposta é um aviso sério para que o inimigo saiba que a agressão não ficará sem resposta e, em caso de repetição, nossa resposta será ainda mais decisiva, sendo a responsabilidade e as consequências do agressor", disse a Guarda Revolucionária do Irã. Segundo a Reuters, militares dos EUA bombardearam uma instalação militar que autoridades americanas acreditavam representar ameaça a tropas do país e ao tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz. A autoridade, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que forças americanas interceptaram e derrubaram vários drones iranianos considerados uma ameaça semelhante. Mais cedo, a imprensa estatal iraniana informou que explosões foram ouvidas na região da cidade portuária de Bandar Abbas. Segundo a agência Fars News, sistemas de defesa aérea ficaram ativos por vários minutos. A mesma região já havia sido alvo de bombardeios na madrugada de terça-feira (26). Na ocasião, militares americanos afirmaram ter atacado locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, instalavam minas subaquáticas. A operação levou o Irã a acusar os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo em vigor desde 7 de abril. Atualmente, os dois países negociam um tratado de paz para encerrar a guerra de forma definitiva. LEIA TAMBÉM Búfalo que ficou famoso por se parecer com Trump escapa de sacrifício e irá para zoológico Trump elogiou Lula durante reunião com Flávio Bolsonaro Traficante 'Hulk' do PCC é solto em Portugal após se esgotar prazo de prisão preventiva Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 Retomada da guerra Embarcações no Estreito de Ormuz são visíveis perto da praia de Bandar Abbas, Irã, em 22 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS Também nesta quarta, o governo iraniano disse considerar improvável uma retomada da guerra contra os Estados Unidos. A Guarda Revolucionária afirmou que a “fraqueza” dos adversários reduz a chance de novos confrontos. O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A guerra se espalhou rapidamente por diferentes frentes, afetando toda a região e provocando uma crise no mercado global de energia. Irã e Estados Unidos trocam acusações há semanas enquanto negociam um acordo mediado pelo Paquistão. Em comunicado divulgado nesta quarta, o Ministério da Inteligência do Irã afirmou que os Estados Unidos e Israel continuam tentando derrubar a República Islâmica e fragmentar o país. Por enquanto, nenhuma das partes demonstra disposição para ceder nos principais pontos das negociações, entre eles o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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