Guerra EUA-Irã: governo comemora cessar-fogo, pede menos 'retórica' e defende extensão para o Líbano
Bombardeio israelense destrói área residencial em Beirute
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou um comunicado, nesta quarta-feira (8), no qual celebra o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, no contexto do conflito armado no Oriente Médio.
"Expressa satisfação com a perspectiva de negociações para estabelecimento de acordo de paz abrangente", diz a nota do governo.
EUA, Israel e Irã entraram em acordo para interromper guerra no Oriente Médio e dar abertura para nova rodada de negociações nas próximas duas semanas.
O anúncio do governo faz parte de uma onda de manifestações da comunidade internacional ao anúncio de cessar-fogo na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
No entanto, cresceram os apelos para que a trégua também inclua o Líbano, algo que no momento está sendo contestado pelo governo israelense.
Na nota, o governo brasileiro também pediu que a "cessação de hostilidades na região se estenda ao Líbano, país que, em decorrência dos intensos ataques israelenses, vive grave crise humanitária, assolado por centenas de mortes, incluindo de civis, assim como por deslocamento forçado de parte significativa de sua população".
➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
Ofensivas continuam
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8) e ameaçou romper o cessar-fogo anunciado na terça (7), caso o Exército israelense não interrompa os ataques ao Líbano, segundo agências estatais iranianas.
Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta", segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV.
Por que o Líbano faz parte da guerra?
O país tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense.
Alegando a proteção de seu território, Israel invadiu o sul do Líbano, tomando o controle militar de todo o território do país vizinho até o rio Litani. Ataques aéreos também foram realizados contra a capital, Beirute, e o Vale do Beqaa, no leste do país.
Segundo o governo libanês, mais de 1.500 pessoas morreram em ataques israelenses no país desde o início do conflito, e outras 4.800 ficaram feridas.
- Esta reportagem está em atualização.
Bombardeio israelense destrói área residencial em Beirute
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou um comunicado, nesta quarta-feira (8), no qual celebra o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, no contexto do conflito armado no Oriente Médio.
"Expressa satisfação com a perspectiva de negociações para estabelecimento de acordo de paz abrangente", diz a nota do governo.
EUA, Israel e Irã entraram em acordo para interromper guerra no Oriente Médio e dar abertura para nova rodada de negociações nas próximas duas semanas.
O anúncio do governo faz parte de uma onda de manifestações da comunidade internacional ao anúncio de cessar-fogo na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
No entanto, cresceram os apelos para que a trégua também inclua o Líbano, algo que no momento está sendo contestado pelo governo israelense.
Na nota, o governo brasileiro também pediu que a "cessação de hostilidades na região se estenda ao Líbano, país que, em decorrência dos intensos ataques israelenses, vive grave crise humanitária, assolado por centenas de mortes, incluindo de civis, assim como por deslocamento forçado de parte significativa de sua população".
➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
Ofensivas continuam
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8) e ameaçou romper o cessar-fogo anunciado na terça (7), caso o Exército israelense não interrompa os ataques ao Líbano, segundo agências estatais iranianas.
Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta", segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV.
Por que o Líbano faz parte da guerra?
O país tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense.
Alegando a proteção de seu território, Israel invadiu o sul do Líbano, tomando o controle militar de todo o território do país vizinho até o rio Litani. Ataques aéreos também foram realizados contra a capital, Beirute, e o Vale do Beqaa, no leste do país.
Segundo o governo libanês, mais de 1.500 pessoas morreram em ataques israelenses no país desde o início do conflito, e outras 4.800 ficaram feridas.
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