ICE faz post ameaçando imigrantes em dia de eleição: 'Nós vamos te rastrear'
Em meio às "midterms", eleições de meio de mandato que acontecem nos Estados Unidos nesta terça-feira (3), o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, o ICE, publicou uma mensagem ameaçando aqueles que "votarem ilegalmente". Initial plugin text "Se você votar ilegalmente, nós o encontraremos. Nós o rastrearemos, o prenderemos e o processaremos. Não haverá escapatória", disse a publicação divulgada na rede social X. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleições nos EUA: MAPA mostra se partido de Trump vai conseguir manter a maioria no Congresso Nas eleições norte-americanas, no entanto, imigrantes ilegais não podem votar. A página oficial do governo dos EUA, que reúne as regras eleitorais, afirma que “pessoas que não são cidadãs, incluindo residentes legais permanentes, não podem votar em eleições federais, estaduais e, na maioria das eleições locais”. Ou seja, nem mesmo os residentes estrangeiros que possuem documentação regular podem participar dos pleitos, sendo a cidadania americana a porta de entrada para o voto nos EUA. Ofensiva judicial de Trump O governo Trump, no entanto, tem investido na narrativa contra o voto de não cidadãos, ainda que esses casos sejam raros nos EUA. Na segunda-feira (2), a Suprema Corte do país rejeitou uma tentativa do governo federal de desconsiderar cerca de 20 mil votos do estado da Califórnia. A alegação era de que os votos não eram de cidadãos americanos. O governo Trump havia pedido à Corte que os votos contestados na Califórnia fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada. Apesar de negar o pedido, a Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência. Agora no g1 Deportações do ICE são marca da gestão de Trump Desde que assumiu o segundo mandato, Donald Trump anunciou uma investida contra imigrantes ilegais nos EUA, iniciando uma série de caças, detenções e deportações de cidadãos estrangeiros que vivem em território norte-americano de maneira irregular em todos os estados do país. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), responsável por implementar a política anti-imigração do governo Trump, apenas em agosto de 2026, 50.925 imigrantes foram detidos por agentes do ICE, recorde da gestão republicana. O número, no entanto, permanece abaixo da meta estabelecida no início do segundo mandato. Ao tomar posse, em fevereiro de 2025, Trump prometeu que o ICE deteria 1 milhão de imigrantes ilegais por ano até o fim de seu governo. Em 2025, foram 328 mil detenções, segundo as próprias autoridades. De acordo com dados da Polícia Federal do Brasil e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), 3.294 brasileiros foram expulsos dos EUA em 2025, número praticamente o dobro em relação ao ano anterior, antes do início da gestão Trump. O Observatório das Deportações, projeto da Universidade Estadual de Montes Claros (MG), estima que, até agosto de 2026, já foram 3.650 brasileiros detidos pelo Serviço de Imigrações americano. O relatório se utiliza de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação americana do Deportation Data Project, que pertence ao governo dos EUA. SAIBA MAIS: Eleições nos EUA: alvos do ICE e pressionados pela inflação, latinos se viram contra Trump e são trunfo dos democratas Operações do ICE dividiram comunidades em diferentes partes do país. Na imagem, protesto no Estado do Maine após um homem ser baleado por agentes do órgão em julho Getty Images via BBC

Em meio às "midterms", eleições de meio de mandato que acontecem nos Estados Unidos nesta terça-feira (3), o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, o ICE, publicou uma mensagem ameaçando aqueles que "votarem ilegalmente". Initial plugin text "Se você votar ilegalmente, nós o encontraremos. Nós o rastrearemos, o prenderemos e o processaremos. Não haverá escapatória", disse a publicação divulgada na rede social X. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleições nos EUA: MAPA mostra se partido de Trump vai conseguir manter a maioria no Congresso Nas eleições norte-americanas, no entanto, imigrantes ilegais não podem votar. A página oficial do governo dos EUA, que reúne as regras eleitorais, afirma que “pessoas que não são cidadãs, incluindo residentes legais permanentes, não podem votar em eleições federais, estaduais e, na maioria das eleições locais”. Ou seja, nem mesmo os residentes estrangeiros que possuem documentação regular podem participar dos pleitos, sendo a cidadania americana a porta de entrada para o voto nos EUA. Ofensiva judicial de Trump O governo Trump, no entanto, tem investido na narrativa contra o voto de não cidadãos, ainda que esses casos sejam raros nos EUA. Na segunda-feira (2), a Suprema Corte do país rejeitou uma tentativa do governo federal de desconsiderar cerca de 20 mil votos do estado da Califórnia. A alegação era de que os votos não eram de cidadãos americanos. O governo Trump havia pedido à Corte que os votos contestados na Califórnia fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada. Apesar de negar o pedido, a Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência. Agora no g1 Deportações do ICE são marca da gestão de Trump Desde que assumiu o segundo mandato, Donald Trump anunciou uma investida contra imigrantes ilegais nos EUA, iniciando uma série de caças, detenções e deportações de cidadãos estrangeiros que vivem em território norte-americano de maneira irregular em todos os estados do país. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), responsável por implementar a política anti-imigração do governo Trump, apenas em agosto de 2026, 50.925 imigrantes foram detidos por agentes do ICE, recorde da gestão republicana. O número, no entanto, permanece abaixo da meta estabelecida no início do segundo mandato. Ao tomar posse, em fevereiro de 2025, Trump prometeu que o ICE deteria 1 milhão de imigrantes ilegais por ano até o fim de seu governo. Em 2025, foram 328 mil detenções, segundo as próprias autoridades. De acordo com dados da Polícia Federal do Brasil e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), 3.294 brasileiros foram expulsos dos EUA em 2025, número praticamente o dobro em relação ao ano anterior, antes do início da gestão Trump. O Observatório das Deportações, projeto da Universidade Estadual de Montes Claros (MG), estima que, até agosto de 2026, já foram 3.650 brasileiros detidos pelo Serviço de Imigrações americano. O relatório se utiliza de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação americana do Deportation Data Project, que pertence ao governo dos EUA. SAIBA MAIS: Eleições nos EUA: alvos do ICE e pressionados pela inflação, latinos se viram contra Trump e são trunfo dos democratas Operações do ICE dividiram comunidades em diferentes partes do país. Na imagem, protesto no Estado do Maine após um homem ser baleado por agentes do órgão em julho Getty Images via BBC
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