Irmão de Eloá, baleado em SP, desabafou sobre morte da irmã em filme
Ronickson Pimentel, tenente da Rota e irmão de Eloá Pimentel, foi baleado na cabeça nesse sábado (27/6), em São Paulo
O tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) Ronickson Pimentel dos Santos (foto em destaque), 39 anos, baleado na cabeça nesse sábado (27/6), deu um forte depoimento sobre o caso da irmã, Eloá Pimentel, em um documentário da Netflix, lançado no ano passado.
Em novembro de 2025, a Netflix lançou o filme Caso Eloá: Refém ao Vivo, que investiga o sequestro ocorrido em 2008, que terminou com a morte da menina. Na ocasião, Ronickson contou que nunca concordou com o namoro da irmã com Lindemberg Alves, assassino da garota.
Relembre o caso Eloá
- Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu a casa da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
- Ele manteve Eloá e amiga dela Nayara em cárcere privado por mais de 100 horas.
- Quando a polícia invadiu o apartamento, Lindemberg atirou contra as reféns. Nayara foi ferida no rosto e Eloá ficou inconsciente, sendo levada ao hospital. A menina morreu horas depois, vítima dos dois tiros.
- Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Em 2013, a pena foi reduzida para 39 anos e três meses.
“Eu nunca concordei com esse namoro. A gente morava na comunidade, todo mundo conhece todo mundo. Eu nunca me envolvi [com as pessoas que Lindemberg se envolvia], vez ou outra eu via ele com essa galera”, explicou ele.
No documentário, o tenente da Rota chora e fala sobre como a morte da menina destruiu a sua família: “Ele acabou com a minha família… como seria se a Eloá estivesse conhecendo minha filha?”.
Tenente da Rota baleado na cabeça
Ronickson Pimentel foi atingido baleado na cabeça enquanto estava parado em um semáforo, na Grande ABC Paulista. Dois homens suspeitos de terem atirado contra o tenente foram presos pela Polícia Militar.
Os detalhes sobre a captura da dupla de bandidos vão ser divulgados neste domingo (28/6), em coletiva à imprensa, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A expectativa é que o porta-voz da PM, além de representantes da Polícia Civil, estejam presentes.
Segundo boletim médico, divulgado pela PM, o estado de saúde do oficial da Rota é grave. Ele passou por cirurgia e segue sob observação.
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