'Israel não se retirará do sul do Líbano, mesmo que EUA exijam', diz ministro
Irã diz que fechou Estreito de Ormuz após novos ataques de Israel ao Líbano O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (24) que as tropas israelenses não sairão do sul do Líbano, mesmo que os Estados Unidos exijam. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração é mais um desafio direto do governo israelense ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem fazendo duras críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por causa dos ataques ao território libanês. Em teoria, está em vigor há cinco dias um cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, que atua no Líbano e é apoiado pelo Irã. Na sexta-feira (19), um alto funcionário dos EUA anunciou que uma nova trégua começaria naquele dia, porém a troca de ataques continua. O fim dos bombardeios e da ocupação israelense ao Líbano é uma das exigências feitas pelo Irã na minuta de entendimento assinada pelo país e pelos EUA. Ao postar um vídeo na rede social X nesta quarta, Netanyahu declarou: "Não me renderei". Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede uma coletiva de imprensa após EUA e Irã assinarem acordo de paz em 15 de junho de 2026. REUTERS/Ronen Zvulun/Pool Ataques ao sul do Líbano Nesta terça-feira (23), disparos de tropas israelenses mataram duas pessoas no sul do Líbano , informaram a Defesa Civil libanesa e a mídia estatal. Em resposta, o Hezbollah acusou Israel de ter violado o cessar-fogo no país. Soldados israelenses abriram fogo contra um grupo de pessoas perto de uma escavadeira que limpava uma estrada no bairro al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano, informou a agência estatal libanesa NNA. Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros em ataque israelense no sábado (20). Mohammed Zaatari/AP Photo O Exército israelense, por sua vez, afirmou que atingiu "terroristas armados" que representavam uma ameaça iminente a seus soldados operando em uma região ao sul de Nabatieh. A pasta não mencionou as mortes, e disse apenas que seus soldados operavam dentro da zona-tampão estabelecida no sul do Líbano no momento de seu incidente. Minutos após a notícia do ataque, o grupo terrorista libanês Hezbollah acusou Israel de ter violado a trégua no conflito entre eles, e disse que as tropas israelenses atiraram contra civis deixou feridos além dos dois mortos. O grupo, no entanto, não deixou claro se retaliaria. Agora no g1 O incidente desta terça foi o primeiro ataque no Líbano reivindicado por Israel desde domingo e também as primeiras mortes no país envolvendo tropas israelenses nos últimos três dias. O Irã, que apoia e financia o Hezbollah, tem insistido nos últimos dias que Israel cesse completamente o fogo no Líbano, e disse que qualquer violação na trégua no Líbano "criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva" e seria retaliada por Teerã. "O Líbano é uma parte inquestionável do acordo [de paz]. Para o Irã, a linha vermelha do irã é qualquer novo ataque contra o Líbano", afirmou o embaixador iraniano na ONU, ALi Bahreini. Um comunicado conjunto divulgado na segunda-feira ao fim das negociações entre EUA e Irã, mediadas por Paquistão e Catar na Suíça, afirmou que as partes concordaram em criar uma "célula de desescalada" no conflito no Líbano para garantir o fim total dos combates no país do Oriente Médio.

Irã diz que fechou Estreito de Ormuz após novos ataques de Israel ao Líbano O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (24) que as tropas israelenses não sairão do sul do Líbano, mesmo que os Estados Unidos exijam. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração é mais um desafio direto do governo israelense ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem fazendo duras críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por causa dos ataques ao território libanês. Em teoria, está em vigor há cinco dias um cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, que atua no Líbano e é apoiado pelo Irã. Na sexta-feira (19), um alto funcionário dos EUA anunciou que uma nova trégua começaria naquele dia, porém a troca de ataques continua. O fim dos bombardeios e da ocupação israelense ao Líbano é uma das exigências feitas pelo Irã na minuta de entendimento assinada pelo país e pelos EUA. Ao postar um vídeo na rede social X nesta quarta, Netanyahu declarou: "Não me renderei". Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede uma coletiva de imprensa após EUA e Irã assinarem acordo de paz em 15 de junho de 2026. REUTERS/Ronen Zvulun/Pool Ataques ao sul do Líbano Nesta terça-feira (23), disparos de tropas israelenses mataram duas pessoas no sul do Líbano , informaram a Defesa Civil libanesa e a mídia estatal. Em resposta, o Hezbollah acusou Israel de ter violado o cessar-fogo no país. Soldados israelenses abriram fogo contra um grupo de pessoas perto de uma escavadeira que limpava uma estrada no bairro al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano, informou a agência estatal libanesa NNA. Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros em ataque israelense no sábado (20). Mohammed Zaatari/AP Photo O Exército israelense, por sua vez, afirmou que atingiu "terroristas armados" que representavam uma ameaça iminente a seus soldados operando em uma região ao sul de Nabatieh. A pasta não mencionou as mortes, e disse apenas que seus soldados operavam dentro da zona-tampão estabelecida no sul do Líbano no momento de seu incidente. Minutos após a notícia do ataque, o grupo terrorista libanês Hezbollah acusou Israel de ter violado a trégua no conflito entre eles, e disse que as tropas israelenses atiraram contra civis deixou feridos além dos dois mortos. O grupo, no entanto, não deixou claro se retaliaria. Agora no g1 O incidente desta terça foi o primeiro ataque no Líbano reivindicado por Israel desde domingo e também as primeiras mortes no país envolvendo tropas israelenses nos últimos três dias. O Irã, que apoia e financia o Hezbollah, tem insistido nos últimos dias que Israel cesse completamente o fogo no Líbano, e disse que qualquer violação na trégua no Líbano "criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva" e seria retaliada por Teerã. "O Líbano é uma parte inquestionável do acordo [de paz]. Para o Irã, a linha vermelha do irã é qualquer novo ataque contra o Líbano", afirmou o embaixador iraniano na ONU, ALi Bahreini. Um comunicado conjunto divulgado na segunda-feira ao fim das negociações entre EUA e Irã, mediadas por Paquistão e Catar na Suíça, afirmou que as partes concordaram em criar uma "célula de desescalada" no conflito no Líbano para garantir o fim total dos combates no país do Oriente Médio.
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