Lula diz que relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas, em entrevista ao Washington Post

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal americano "The Washington Post", divulgada neste domingo (17), que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode evitar a imposição de novas tarifas ao Brasil. "Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, disse à publicação. “Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", prosseguiu. A entrevista foi publicada em inglês, e a Secretaria de Comunicação da Presidência não divulgou o material original da fala de Lula. Vídeos em alta no g1 Segundo a reportagem, Lula também acredita que uma relação cordial com o chefe da Casa Branca pode contribuir para atrair investimentos americanos para o Brasil e garantir o respeito à democracia. No entanto, não pretende se curvar às determinações dos Estados Unidos. Um posicionamento semelhante ao que vem repetindo durante seus pronunciamentos no Brasil. E que o jornal classificou como uma "mudança drástica" em comparação à postura do antecessor dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mantinha um alinhamento mais ideológico e admiração declarada por Trump. “Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”, disse Lula. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso".

May 17, 2026 - 08:30
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Lula diz que relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas, em entrevista ao Washington Post
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal americano "The Washington Post", divulgada neste domingo (17), que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode evitar a imposição de novas tarifas ao Brasil. "Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, disse à publicação. “Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui", prosseguiu. A entrevista foi publicada em inglês, e a Secretaria de Comunicação da Presidência não divulgou o material original da fala de Lula. Vídeos em alta no g1 Segundo a reportagem, Lula também acredita que uma relação cordial com o chefe da Casa Branca pode contribuir para atrair investimentos americanos para o Brasil e garantir o respeito à democracia. No entanto, não pretende se curvar às determinações dos Estados Unidos. Um posicionamento semelhante ao que vem repetindo durante seus pronunciamentos no Brasil. E que o jornal classificou como uma "mudança drástica" em comparação à postura do antecessor dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mantinha um alinhamento mais ideológico e admiração declarada por Trump. “Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”, disse Lula. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso".

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