Mauro Vieira e Rubio participam de encontro de chanceleres do G20
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante o encontro de chanceleres do G20, em Atlanta, nos EUA, em 30 de outubro de 2026. Divulgação/ Itamaraty O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajou aos Estados Unidos para participar, nesta sexta-feira (30), de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também participa da cúpula. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela TV Globo, o chanceler brasileiro e o secretário de Estado norte-americano se cumprimentaram no início da sessão desta sexta-feira (30). ➡️ Não há previsão de reunião bilateral entre Vieira e Rubio nesta sexta. É o primeiro evento com a presença de ambos desde o 2º turno das eleições e da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA. Washington ainda não reconheceu oficialmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Divergências profundas Reunião durante encontro de ministros de Relações Exteiores do G20, em Atlanta, na Geórgia, nos EUA, em 30 de outubro de 2026. Divulgação/ Itamaraty Divergências profundas sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio provavelmente impedirão ações ou declarações unificadas em uma reunião de dois dias dos ministros das Relações Exteriores das 20 maiores economias do mundo, afirmaram especialistas e diplomatas consultados pela agência de notícias Reuters. Os EUA, que detêm a presidência rotativa do G20 este ano, têm buscado concentrar a atenção de seus aliados nos desequilíbrios comerciais, ao mesmo tempo em que formam uma coalizão para combater o controle da China sobre minerais essenciais. No entanto, as guerras — e seu impacto econômico — continuam sendo a principal preocupação para muitos membros do G20. Os EUA não convidaram a África do Sul para a reunião ministerial. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, está presente, o que aumenta as tensões. Até mesmo a tradicional foto de família do G20 causou algumas dores de cabeça, com algumas autoridades europeias sugerindo agora duas fotos separadas — uma com Lavrov e outra sem ele. Com os membros do G20 — Rússia, China e muitas potências médias, como Brasil e Índia — tentando lidar com a competição estratégica entre EUA e China, há “uma divisão muito maior do que já tivemos”, disse Heidi Crebo-Rediker, que foi economista-chefe do Departamento de Estado dos EUA durante o governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama. “Vai ser muito difícil chegar a um acordo completo sobre qualquer uma das questões estratégicas mais amplas que normalmente estariam na pauta”, disse Crebo-Rediker. Elaine Dezenski, ex-autoridade norte-americana que dirige o Centro de Poder Econômico e Financeiro da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank com sede em Washington, disse que tais declarações de grupos para esta finalidade podem se revelar o caminho a seguir. “A reunião de Atlanta ocorre em um ambiente de crescente desacordo sobre a ordem econômica global, e o verdadeiro teste é se os EUA conseguirão construir cooperação com seus parceiros quando o consenso entre todos os membros parece estar fora de alcance”, disse ela a repórteres nesta semana. Ela observou que o Quad — um grupo de segurança formado por EUA, Índia, Japão e Austrália — também se reunirá em Atlanta nos próximos dias. Agora no g1

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante o encontro de chanceleres do G20, em Atlanta, nos EUA, em 30 de outubro de 2026. Divulgação/ Itamaraty O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, viajou aos Estados Unidos para participar, nesta sexta-feira (30), de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também participa da cúpula. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela TV Globo, o chanceler brasileiro e o secretário de Estado norte-americano se cumprimentaram no início da sessão desta sexta-feira (30). ➡️ Não há previsão de reunião bilateral entre Vieira e Rubio nesta sexta. É o primeiro evento com a presença de ambos desde o 2º turno das eleições e da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA. Washington ainda não reconheceu oficialmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Divergências profundas Reunião durante encontro de ministros de Relações Exteiores do G20, em Atlanta, na Geórgia, nos EUA, em 30 de outubro de 2026. Divulgação/ Itamaraty Divergências profundas sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio provavelmente impedirão ações ou declarações unificadas em uma reunião de dois dias dos ministros das Relações Exteriores das 20 maiores economias do mundo, afirmaram especialistas e diplomatas consultados pela agência de notícias Reuters. Os EUA, que detêm a presidência rotativa do G20 este ano, têm buscado concentrar a atenção de seus aliados nos desequilíbrios comerciais, ao mesmo tempo em que formam uma coalizão para combater o controle da China sobre minerais essenciais. No entanto, as guerras — e seu impacto econômico — continuam sendo a principal preocupação para muitos membros do G20. Os EUA não convidaram a África do Sul para a reunião ministerial. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, está presente, o que aumenta as tensões. Até mesmo a tradicional foto de família do G20 causou algumas dores de cabeça, com algumas autoridades europeias sugerindo agora duas fotos separadas — uma com Lavrov e outra sem ele. Com os membros do G20 — Rússia, China e muitas potências médias, como Brasil e Índia — tentando lidar com a competição estratégica entre EUA e China, há “uma divisão muito maior do que já tivemos”, disse Heidi Crebo-Rediker, que foi economista-chefe do Departamento de Estado dos EUA durante o governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama. “Vai ser muito difícil chegar a um acordo completo sobre qualquer uma das questões estratégicas mais amplas que normalmente estariam na pauta”, disse Crebo-Rediker. Elaine Dezenski, ex-autoridade norte-americana que dirige o Centro de Poder Econômico e Financeiro da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank com sede em Washington, disse que tais declarações de grupos para esta finalidade podem se revelar o caminho a seguir. “A reunião de Atlanta ocorre em um ambiente de crescente desacordo sobre a ordem econômica global, e o verdadeiro teste é se os EUA conseguirão construir cooperação com seus parceiros quando o consenso entre todos os membros parece estar fora de alcance”, disse ela a repórteres nesta semana. Ela observou que o Quad — um grupo de segurança formado por EUA, Índia, Japão e Austrália — também se reunirá em Atlanta nos próximos dias. Agora no g1
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