MPDFT apura denúncia de abuso policial durante prisão de advogado em academia

Advogado foi preso após se envolver em uma discussão com outra aluna da academia por causa de aparelho de musculação

Jun 28, 2026 - 01:00
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MPDFT apura denúncia de abuso policial durante prisão de advogado em academia

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio do Núcleo de Controle da Atividade Policial (Ncap), instaurou notícia de fato para apurar denúncia de supostos abusos praticados por policiais civis durante a prisão de um advogado, ocorrida em 13 de junho, em uma academia de Planaltina (DF).

Na ocasião, o advogado teria se envolvido em uma discussão verbal com outra aluna do estabelecimento, após um desentendimento relacionado ao uso de um aparelho de musculação.

De acordo com o relato, a mulher o teria ofendido e retornado ao local acompanhada de policiais civis, quando ocorreu a suposta abordagem violenta que culminou na prisão do advogado.

Como parte da investigação, o Ncap irá requisitar informações a órgãos da Polícia Civil e da Polícia Militar, além de determinar a preservação e o encaminhamento de imagens, registros e outros documentos relacionados à ocorrência e ao período em que o advogado permaneceu sob custódia.

A academia também deverá preservar as imagens do circuito interno e externo de segurança e prestar esclarecimentos sobre os funcionários que estavam de serviço no momento dos fatos.

Na manifestação, o advogado afirmou que, embora tenha informado ser pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), solicitado o acionamento da Comissão de Prerrogativas da OAB e comunicado que havia passado recentemente por tratamento oncológico, essas circunstâncias não teriam sido consideradas durante a abordagem.

Ele também relatou ter sofrido agressões físicas, ter sido impedido de contatar outro advogado e de receber atendimento adequado durante a custódia.

Ainda segundo a representação, o advogado foi conduzido à 16ª Delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante pelos supostos crimes de injúria, ameaça e resistência.

O homem afirmou que permaneceu algemado durante a custódia, teve negado novo pedido de assistência da OAB e não recebeu a medicação solicitada ao apresentar uma crise de pânico relacionada à sua condição de autista.

Conforme o relato, após atendimento do Samu em razão de um quadro de pressão arterial elevada, ele sofreu uma convulsão na carceragem e foi encaminhado ao Hospital Regional de Planaltina.

Segundo o Ncap, a adoção das medidas busca reunir elementos de informação “neutros e independentes” para o completo esclarecimento da dinâmica dos fatos, conforme as normas que disciplinam o controle externo da atividade policial exercido pelo Ministério Público.

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