Netanyahu diz que discutiu com Trump possível acordo e vai continuar ataques contra Irã e Líbano

Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após 'conversas muito boas' sobre fim da guerra O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (23) que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, Trump acredita que os avanços militares conjuntos possam abrir caminho para um acordo que proteja os interesses de Israel, mas prometeu continuar os ataques no Irã e no Líbano. "O presidente Trump acredita que existe a possibilidade de aproveitar os enormes avanços das Forças de Defesa de Israel (FDI) e do Exército americano para alcançar os objetivos da guerra por meio de um acordo, um acordo que salvaguardará nossos interesses vitais", afirmou Netanyahu em uma declaração em vídeo divulgado por seu gabinete. "Ao mesmo tempo, continuamos os ataques tanto no Irã quanto no Líbano", acrescentou. A declaração foi feita pouco depois de Trump afirmar que há diálogo em andamento entre seu governo e autoridades iranianas para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em contrapartida, o Irã negou mais cedo que haja qualquer negociação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja abaixo o que disseram Trump e Irã no fim de semana e nesta segunda: Na noite de sábado (20), Trump deu um ultimato no Irã e ameaçou destruir as usinas de energia do país caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas. Ainda no sábado, o Irã respondeu que qualquer ataque à infraestrutura de energia do país resultaria em represálias diretas. Às 8h23 desta segunda (horário de Brasília), Trump anunciou em suas redes sociais uma pausa de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas. Menos de 1 hora depois, agências de notícias estatais iranianas negaram que existam negociações em curso. Pouco antes das 11h, Trump foi questionado por repórteres sobre as negociações e reafirmou que há um diálogo em curso. (leia mais abaixo) Entre 12h e 13h, mais autoridades iranianas negaram que haja negociações, entre elas, o influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. "Notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados", afirmou. Cerca de duas horas depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que conversou com Trump sobre um possível acordo com o Irã. 'Eles que nos ligaram', diz Trump Trump afirmou a repórteres que o diálogo em andamento traz uma grande chance de acordo, disse que o Irã concordou em se comprometer a não desenvolver armas nucleares e que foram autoridades iranianas que procuraram a Casa Branca para o diálogo. "Eles que (nos) ligaram. Eu não liguei (para eles)", disse Trump. O republicano alegou que provavelmente há uma falta de comunicação interna no governo do Irã por conta dos recentes ataques dos EUA e de Israel. O norte-americano disse ainda que a conversa não é tratada com o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto por um ataque de Israel. Trump afirmou não reconhecer Mojtaba como novo líder e disse que as negociações tratarão de uma nova liderança para o Irã. Irã nega que haja diálogo Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (23) que o regime iraniano não está tendo conversas com os Estados Unidos. Segundo Araqchi, países "amigáveis" têm mandado mensagens nos últimos dias indicando que os EUA buscam conversas para terminar a guerra, porém o Irã não as respondeu. O chanceler iraniano disse também que as condições do Irã para o fim do conflito não mudaram. O influente presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi na mesma linha e sugeriu que as declarações de Trump tem intenção de influenciar o mercado. "Não há negociações com os Estados Unidos e notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e escapar do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf no X. Ultimato adiado por 5 dias Após dar um ultimato no Irã no fim de semana, Trump afirmou nesta segunda (23) que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniõ

Mar 23, 2026 - 17:30
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Netanyahu diz que discutiu com Trump possível acordo e vai continuar ataques contra Irã e Líbano

Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã após 'conversas muito boas' sobre fim da guerra O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (23) que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, Trump acredita que os avanços militares conjuntos possam abrir caminho para um acordo que proteja os interesses de Israel, mas prometeu continuar os ataques no Irã e no Líbano. "O presidente Trump acredita que existe a possibilidade de aproveitar os enormes avanços das Forças de Defesa de Israel (FDI) e do Exército americano para alcançar os objetivos da guerra por meio de um acordo, um acordo que salvaguardará nossos interesses vitais", afirmou Netanyahu em uma declaração em vídeo divulgado por seu gabinete. "Ao mesmo tempo, continuamos os ataques tanto no Irã quanto no Líbano", acrescentou. A declaração foi feita pouco depois de Trump afirmar que há diálogo em andamento entre seu governo e autoridades iranianas para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em contrapartida, o Irã negou mais cedo que haja qualquer negociação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja abaixo o que disseram Trump e Irã no fim de semana e nesta segunda: Na noite de sábado (20), Trump deu um ultimato no Irã e ameaçou destruir as usinas de energia do país caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas. Ainda no sábado, o Irã respondeu que qualquer ataque à infraestrutura de energia do país resultaria em represálias diretas. Às 8h23 desta segunda (horário de Brasília), Trump anunciou em suas redes sociais uma pausa de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã e afirmou ter tido "conversas muito boas" no fim de semana com lideranças iranianas. Menos de 1 hora depois, agências de notícias estatais iranianas negaram que existam negociações em curso. Pouco antes das 11h, Trump foi questionado por repórteres sobre as negociações e reafirmou que há um diálogo em curso. (leia mais abaixo) Entre 12h e 13h, mais autoridades iranianas negaram que haja negociações, entre elas, o influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. "Notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados", afirmou. Cerca de duas horas depois, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que conversou com Trump sobre um possível acordo com o Irã. 'Eles que nos ligaram', diz Trump Trump afirmou a repórteres que o diálogo em andamento traz uma grande chance de acordo, disse que o Irã concordou em se comprometer a não desenvolver armas nucleares e que foram autoridades iranianas que procuraram a Casa Branca para o diálogo. "Eles que (nos) ligaram. Eu não liguei (para eles)", disse Trump. O republicano alegou que provavelmente há uma falta de comunicação interna no governo do Irã por conta dos recentes ataques dos EUA e de Israel. O norte-americano disse ainda que a conversa não é tratada com o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto por um ataque de Israel. Trump afirmou não reconhecer Mojtaba como novo líder e disse que as negociações tratarão de uma nova liderança para o Irã. Irã nega que haja diálogo Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres em aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos, em 23 de março de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (23) que o regime iraniano não está tendo conversas com os Estados Unidos. Segundo Araqchi, países "amigáveis" têm mandado mensagens nos últimos dias indicando que os EUA buscam conversas para terminar a guerra, porém o Irã não as respondeu. O chanceler iraniano disse também que as condições do Irã para o fim do conflito não mudaram. O influente presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi na mesma linha e sugeriu que as declarações de Trump tem intenção de influenciar o mercado. "Não há negociações com os Estados Unidos e notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e escapar do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf no X. Ultimato adiado por 5 dias Após dar um ultimato no Irã no fim de semana, Trump afirmou nesta segunda (23) que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. "Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou. A declaração ocorreu um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo. Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) ameaçou destruir usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira. Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas. Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 AP

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