Ninguém espera muito do Brasil
Enfim, um jogo de Copa para matar o trabalho
Enfim, um jogo de Copa para matar o trabalho. Essa já é a principal comemoração de hoje. Como se vê, a gente se contenta com pouco, por isso empresários acham o fim da 6×1 muito. Vencer ou perder é outra questão. Evidente: quero que se classifique. Mas quem vai sofrer com a derrota dessa seleção? Nos bolões, vitória do Brasil, hoje nas mensagens por WhatsApp, descrença jocosa e vitória do Japão. Depois do 7 a 1, depois de tanta CBF, a melancolia venceu a alegria. Só nos restou o hábito e uma boa desculpa de encontrar os amigos.
“De onde menos se espera, daí é que não sai nada”. A frase do Barão de Itararé está vivíssima e veste a camisa amarela.
O presidente sul-coreano Lee Jae-myung cobrou investigação após a seleção cair na fase de grupos da Copa. O técnico Hong Myung-bo é alvo de críticas por falta de transparência desde que assumiu o cargo; torcedores lançaram petição por demissão e reforma na federação. Aqui a CBF surfa na impunidade e no jogo político desde sua fundação.
Com o jogo da seleção, as outras partidas são iguais à Casa do Patrão: ninguém quer saber. Mas Alemanha e Paraguai e principalmente Holanda e Marrocos são imperdíveis
O Paraguai com grandes chances de ser campeão. Ninguém tem caminho mais fácil: Uma simulação conservadora e pró-UE oferece Alemanha hoje, França nas oitavas, Holanda nas quartas, Espanha na semi e Argentina na final. Só moleza.
Lembrei das oitavas de 2002. A retranca de Chilavert e Gamarra segurou a Alemanha de Kahn e Ballack até os 43 minutos do segundo tempo, com um gol de Oliver Neuville. O Paraguai atual é bem mais frágil , mas a Alemanha não convenceu ninguém. Veremos.
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