Os sinais de que a guerra no Irã vai se estender e o que diz Trump
Guerra no Oriente Médio entra na quarta semana A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, sem qualquer sinal de cessar-fogo. Pelo contrário, o confronto continua com indicativos de uma escalada militar. No sábado (21), uma troca de ataques nas regiões que abrigam as principais instalações nucleares do Irã e de Israel colocou o mundo em alerta. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O cenário de prolongamento da guerra é reforçado por uma série de fatores: o pedido bilionário de recursos pelo Pentágono, o envio de reforços militares pelos Estados Unidos, a postura desafiadora do Irã e as promessas de Israel de intensificar os ataques Em meio a isso, declarações contraditórias do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentam a incerteza sobre os rumos da guerra. Veja abaixo cinco indícios que apontam para o prolongamento do conflito: Pentágono pede verba extra Envio de mais navios e fuzileiros navais Irã mostra resistência e fala em vingança Israel quer intensificar ataques Falas contraditórias de Trump ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Pentágono busca verba extra O Pentágono está buscando US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em recursos para financiar a guerra contra o Irã. O orçamento adicional precisa ser aprovado pelo Congresso, que tem maioria republicana tanto na Câmara, quanto no Senado. As justificativas para a verba extra incluem repor munições e outros suprimentos que se esgotaram. Questionado sobre o tema, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que "matar homens maus custa caro". Só na primeira semana de guerra, o Pentágono afirmou ter gastado US$ 11,3 bilhões (o equivalente a R$ 58,7 bilhões). EUA ampliam ataques e custos da guerra Envio de mais navios e fuzileiros O governo Trump vai reforçar as tropas e embarcações militares no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram mais três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio. O reforço militar se soma aos 50 mil soldados que já estão na região e ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas. O governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, segundo fontes ouvidas pelas agências Reuters e AFP. Na sexta (20), o site de notícias norte-americano Axios afirmou, também com base em fontes, que o governo Trump também vem discutindo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a estratégica ilha de Kharg, no Irã, centro de 90% das exportações de petróleo do país. Navio de assalto anfíbio USS Boxer, da Marinha dos Estados Unidos. Foto de fevereiro de 2026. Trace Gorsuch/Marinha dos EUA Irã mostra resistência e fala em vingança O regime iraniano não mostra sinais de que quer negociar e segue atacando Israel e retaliando os países vizinhos do Golfo aliados dos EUA. Na última semana, o Irã atacou instalações de energia na região, em retaliação a uma ação israelense contra um campo de gás no sul do território iraniano. Neste sábado (21), os EUA atacaram a central nuclear de Natanz, que faz enriquecimento de urânio. O Irã mais uma vez respondeu lançando mísseis contra uma instalação nuclear de Israel, na cidade de Dimova (leia mais abaixo). O novo líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, também mantém o tom desafiador e tem falado em vingar as lideranças mortas em ataques. "Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos mártires", afirmou em mensagem. O aiatolá disse também que afirma que o regime dos aiatolás não será abalado pelas mortes recentes a membros do alto escalão. Israel já matou mais de 20 lideranças iraninas desde o início da guerra, incluindo o pai de Mojtaba, Ali Khamenei.

Guerra no Oriente Médio entra na quarta semana A guerra no Oriente Médio entrou na quarta semana, sem qualquer sinal de cessar-fogo. Pelo contrário, o confronto continua com indicativos de uma escalada militar. No sábado (21), uma troca de ataques nas regiões que abrigam as principais instalações nucleares do Irã e de Israel colocou o mundo em alerta. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O cenário de prolongamento da guerra é reforçado por uma série de fatores: o pedido bilionário de recursos pelo Pentágono, o envio de reforços militares pelos Estados Unidos, a postura desafiadora do Irã e as promessas de Israel de intensificar os ataques Em meio a isso, declarações contraditórias do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentam a incerteza sobre os rumos da guerra. Veja abaixo cinco indícios que apontam para o prolongamento do conflito: Pentágono pede verba extra Envio de mais navios e fuzileiros navais Irã mostra resistência e fala em vingança Israel quer intensificar ataques Falas contraditórias de Trump ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Pentágono busca verba extra O Pentágono está buscando US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em recursos para financiar a guerra contra o Irã. O orçamento adicional precisa ser aprovado pelo Congresso, que tem maioria republicana tanto na Câmara, quanto no Senado. As justificativas para a verba extra incluem repor munições e outros suprimentos que se esgotaram. Questionado sobre o tema, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que "matar homens maus custa caro". Só na primeira semana de guerra, o Pentágono afirmou ter gastado US$ 11,3 bilhões (o equivalente a R$ 58,7 bilhões). EUA ampliam ataques e custos da guerra Envio de mais navios e fuzileiros O governo Trump vai reforçar as tropas e embarcações militares no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram mais três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio. O reforço militar se soma aos 50 mil soldados que já estão na região e ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas. O governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, segundo fontes ouvidas pelas agências Reuters e AFP. Na sexta (20), o site de notícias norte-americano Axios afirmou, também com base em fontes, que o governo Trump também vem discutindo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a estratégica ilha de Kharg, no Irã, centro de 90% das exportações de petróleo do país. Navio de assalto anfíbio USS Boxer, da Marinha dos Estados Unidos. Foto de fevereiro de 2026. Trace Gorsuch/Marinha dos EUA Irã mostra resistência e fala em vingança O regime iraniano não mostra sinais de que quer negociar e segue atacando Israel e retaliando os países vizinhos do Golfo aliados dos EUA. Na última semana, o Irã atacou instalações de energia na região, em retaliação a uma ação israelense contra um campo de gás no sul do território iraniano. Neste sábado (21), os EUA atacaram a central nuclear de Natanz, que faz enriquecimento de urânio. O Irã mais uma vez respondeu lançando mísseis contra uma instalação nuclear de Israel, na cidade de Dimova (leia mais abaixo). O novo líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, também mantém o tom desafiador e tem falado em vingar as lideranças mortas em ataques. "Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos mártires", afirmou em mensagem. O aiatolá disse também que afirma que o regime dos aiatolás não será abalado pelas mortes recentes a membros do alto escalão. Israel já matou mais de 20 lideranças iraninas desde o início da guerra, incluindo o pai de Mojtaba, Ali Khamenei.
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