Papa Leão XIV diz que democracias podem virar 'tirania da maioria' em meio a críticas de Trump

Papa Leão visita antiga cidade romana de Hipona, na Argélia O papa Leão alertou nesta terça-feira (14) para o risco de democracias se transformarem em uma “tirania da maioria”, em carta divulgada pelo Vaticano dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o pontífice nas redes sociais. Primeiro papa norte-americano da história, Leão escreveu a participantes de um encontro no Vaticano sobre o uso do poder em sociedades democráticas. Segundo ele, democracias só permanecem saudáveis quando estão fundamentadas em valores morais. “Sem essa base, a democracia corre o risco de se tornar uma tirania da maioria ou uma máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas”, afirmou. O texto foi divulgado enquanto o papa realiza uma viagem de dez dias por quatro países africanos. A carta não menciona diretamente os Estados Unidos nem cita democracias específicas. No domingo (12), Trump chamou o papa de “terrível” após Leão se tornar, nas últimas semanas, um crítico crescente da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Em entrevista na segunda-feira (13), o pontífice afirmou que pretende continuar criticando o conflito, apesar das declarações do presidente norte-americano. Ele também disse não ter medo do governo Trump. Na carta desta terça, Leão disse que a Igreja Católica ensina que o poder não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como um instrumento voltado ao bem comum. Segundo ele, a legitimidade da autoridade não depende do acúmulo de força econômica ou tecnológica, mas da sabedoria e da virtude com que o poder é exercido. O papa também pediu que líderes democráticos evitem a tentação de concentrar poder. Para Leão, a moderação é essencial para impedir abusos de autoridade e conter a exaltação pessoal excessiva.

abril 14, 2026 - 19:30
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Papa Leão XIV diz que democracias podem virar 'tirania da maioria' em meio a críticas de Trump
Papa Leão visita antiga cidade romana de Hipona, na Argélia O papa Leão alertou nesta terça-feira (14) para o risco de democracias se transformarem em uma “tirania da maioria”, em carta divulgada pelo Vaticano dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o pontífice nas redes sociais. Primeiro papa norte-americano da história, Leão escreveu a participantes de um encontro no Vaticano sobre o uso do poder em sociedades democráticas. Segundo ele, democracias só permanecem saudáveis quando estão fundamentadas em valores morais. “Sem essa base, a democracia corre o risco de se tornar uma tirania da maioria ou uma máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas”, afirmou. O texto foi divulgado enquanto o papa realiza uma viagem de dez dias por quatro países africanos. A carta não menciona diretamente os Estados Unidos nem cita democracias específicas. No domingo (12), Trump chamou o papa de “terrível” após Leão se tornar, nas últimas semanas, um crítico crescente da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Em entrevista na segunda-feira (13), o pontífice afirmou que pretende continuar criticando o conflito, apesar das declarações do presidente norte-americano. Ele também disse não ter medo do governo Trump. Na carta desta terça, Leão disse que a Igreja Católica ensina que o poder não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como um instrumento voltado ao bem comum. Segundo ele, a legitimidade da autoridade não depende do acúmulo de força econômica ou tecnológica, mas da sabedoria e da virtude com que o poder é exercido. O papa também pediu que líderes democráticos evitem a tentação de concentrar poder. Para Leão, a moderação é essencial para impedir abusos de autoridade e conter a exaltação pessoal excessiva.

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