Polícia espanhola desmantela acampamento pelo direito à moradia em Madri

O acampamento de ativistas pelo direito à moradia instalado há mais de cinco semanas em uma praça no centro de Madri foi desmantelado na madrugada desta terça-feira (3), anunciaram as autoridades e os organizadores do movimento. "A retirada do acampamento da (praça) Porta do Sol aconteceu sem distúrbios, nem episódios de violência", informaram fontes da delegação do governo de Madri. No total, 334 pessoas foram retiradas e duas foram detidas por desobediência e resistência. Os organizadores do movimento denunciaram no Telegram "uma intervenção policial violenta" que deixou "várias companheiras feridas em consequência dos golpes e do uso de gás de pimenta". "O dispositivo foi integrado por 220 agentes da Polícia Nacional e 180 da Polícia Municipal de Madri, com a participação de bombeiros e serviços sociais", afirmou a delegação do governo, que celebrou uma "operação que permitiu concluir a retirada sem alterações violentas da ordem pública". Na manhã de terça-feira, grande parte da praça foi fechada pelas forças de segurança e operações de limpeza estavam em curso. A crise de moradia, uma das maiores preocupações dos espanhóis, voltou ao debate público no fim de setembro após a expulsão de sua residência de Maricarmen Abascal, uma aposentada madrilena de 87 anos que morreu poucos dias depois. A expulsão da idosa de seu apartamento desencadeou uma onda de manifestações e protestos, como a instalação do acampamento de protesto na praça Porta do Sol. Incapaz de obter a aprovação no Parlamento de dois projetos de lei destinados a enfrentar o problema, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro. bur-mdm/mas/arm/mas/avl/fp

Nov 3, 2026 - 06:46
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Polícia espanhola desmantela acampamento pelo direito à moradia em Madri
O acampamento de ativistas pelo direito à moradia instalado há mais de cinco semanas em uma praça no centro de Madri foi desmantelado na madrugada desta terça-feira (3), anunciaram as autoridades e os organizadores do movimento. "A retirada do acampamento da (praça) Porta do Sol aconteceu sem distúrbios, nem episódios de violência", informaram fontes da delegação do governo de Madri. No total, 334 pessoas foram retiradas e duas foram detidas por desobediência e resistência. Os organizadores do movimento denunciaram no Telegram "uma intervenção policial violenta" que deixou "várias companheiras feridas em consequência dos golpes e do uso de gás de pimenta". "O dispositivo foi integrado por 220 agentes da Polícia Nacional e 180 da Polícia Municipal de Madri, com a participação de bombeiros e serviços sociais", afirmou a delegação do governo, que celebrou uma "operação que permitiu concluir a retirada sem alterações violentas da ordem pública". Na manhã de terça-feira, grande parte da praça foi fechada pelas forças de segurança e operações de limpeza estavam em curso. A crise de moradia, uma das maiores preocupações dos espanhóis, voltou ao debate público no fim de setembro após a expulsão de sua residência de Maricarmen Abascal, uma aposentada madrilena de 87 anos que morreu poucos dias depois. A expulsão da idosa de seu apartamento desencadeou uma onda de manifestações e protestos, como a instalação do acampamento de protesto na praça Porta do Sol. Incapaz de obter a aprovação no Parlamento de dois projetos de lei destinados a enfrentar o problema, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro. bur-mdm/mas/arm/mas/avl/fp

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