Por que ataque dos Estados Unidos à Venezuela é uma boa notícia para Rússia e China

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos no sábado (3) pode ser considerada uma boa notícia para a Rússia e para a China. A avaliação é de Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O também pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment foi um dos entrevistados do podcast O Assunto, no episódio deste domingo (4), que analisa os impactos do ataque norte-americano. OUÇA A ÍNTEGRA NO PLAYER ACIMA. Para o professor, ao atacar a Venezuela, Trump viola o direito internacional e reforça uma visão de esferas de influência, ou seja, mostra que grandes potências podem fazer o que quiserem com seus países vizinhos. Essa é a mesma lógica usada por Vladimir Putin, da Rússia, ao questionar a soberania da Ucrânia e pode ser o mesmo argumento usado pela China, se decidir atacar Taiwan, aponta Stuenkel. "É uma boa notícia para Pequim, para Moscou. E, além disso, é uma boa notícia porque [...], os Estados Unidos têm menos tempo para se preocupar com a Ucrânia ou com Taiwan e isso é exatamente o que a China e a Rússia querem", afirma o professor.

Jan 4, 2026 - 13:30
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Por que ataque dos Estados Unidos à Venezuela é uma boa notícia para Rússia e China

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos no sábado (3) pode ser considerada uma boa notícia para a Rússia e para a China. A avaliação é de Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O também pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment foi um dos entrevistados do podcast O Assunto, no episódio deste domingo (4), que analisa os impactos do ataque norte-americano. OUÇA A ÍNTEGRA NO PLAYER ACIMA. Para o professor, ao atacar a Venezuela, Trump viola o direito internacional e reforça uma visão de esferas de influência, ou seja, mostra que grandes potências podem fazer o que quiserem com seus países vizinhos. Essa é a mesma lógica usada por Vladimir Putin, da Rússia, ao questionar a soberania da Ucrânia e pode ser o mesmo argumento usado pela China, se decidir atacar Taiwan, aponta Stuenkel. "É uma boa notícia para Pequim, para Moscou. E, além disso, é uma boa notícia porque [...], os Estados Unidos têm menos tempo para se preocupar com a Ucrânia ou com Taiwan e isso é exatamente o que a China e a Rússia querem", afirma o professor.

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