Príncipe da Arábia Saudita tem incentivado Trump a continuar guerra e destruir regime do Irã, diz jornal

O presidente Donald Trump posa ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, durante sua visita à Casa Branca. Mark Schiefelbein/AP/Arquivo O príncipe da Arábia Saudita, o sheik Mohammed bin Salman, vem incentivando nos últimos dias o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã, segundo o jornal norte-americano "The New York Times". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes ouvidas pelo jornal, Salman assumiu essa postura em conversas telefônicas com Trump na semana passada por considerar a guerra atual como uma "oportunidade histórica" para derrubar o regime dos aiatolás no Irã e remodelar o cenário geopolítico do Oriente Médio. O líder saudita teria dito a seu aliado nessas conversas que o Irã representa uma ameaça de longo prazo aos países do Golfo Pérsico, e que essa ameaça só poderia ser eliminada com a derrubada do regime iraniano, segundo o NYT. EUA e Israel voltam a bombardear alvos militares do Irã, apesar de Trump falar sobre negociações pelo fim da guerra A posição do líder saudita se assemelha com a do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, apesar desses dois governos se considerarem inimigos. Ambos consideram o Irã como uma ameaça de longo prazo. A visão de Salman e Netanyahu sobre o Irã, no entanto, tem uma diferença, segundo o NYT: enquanto Israel poderia considerar uma vitória no conflito caso Teerã se torne um Estado falido e instável, a Arábia Saudita considera que isso seria uma ameaça grave à sua segurança nacional. Ainda segundo o jornal, Salman também teria incitado Trump a autorizar ataques contra a infraestrutura energética iraniana. A revelação do NYT ocorre em meio a falas de Trump de que seu governo está negociando com o Irã para encerrar a guerra que os dois países travam desde o final de fevereiro. Autoridades sauditas disseram ao jornal norte-americano que Salman esteja incentivando Trump a prolongar a guerra. Autoridades sauditas rejeitaram a ideia de que Mohammed bin Salman tenha pressionado pela continuidade da guerra. “A Arábia Saudita sempre apoiou uma solução pacífica para este conflito, mesmo antes de ele começar”, afirmou o governo saudita, acrescentando que permanece em contato com a administração Trump. “Nossa principal preocupação hoje é nos defender dos ataques diários contra nosso povo e nossa infraestrutura civil. O Irã escolheu uma perigosa escalada em vez de soluções diplomáticas sérias”, disse o governo.

Mar 24, 2026 - 11:30
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Príncipe da Arábia Saudita tem incentivado Trump a continuar guerra e destruir regime do Irã, diz jornal

O presidente Donald Trump posa ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, durante sua visita à Casa Branca. Mark Schiefelbein/AP/Arquivo O príncipe da Arábia Saudita, o sheik Mohammed bin Salman, vem incentivando nos últimos dias o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã, segundo o jornal norte-americano "The New York Times". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes ouvidas pelo jornal, Salman assumiu essa postura em conversas telefônicas com Trump na semana passada por considerar a guerra atual como uma "oportunidade histórica" para derrubar o regime dos aiatolás no Irã e remodelar o cenário geopolítico do Oriente Médio. O líder saudita teria dito a seu aliado nessas conversas que o Irã representa uma ameaça de longo prazo aos países do Golfo Pérsico, e que essa ameaça só poderia ser eliminada com a derrubada do regime iraniano, segundo o NYT. EUA e Israel voltam a bombardear alvos militares do Irã, apesar de Trump falar sobre negociações pelo fim da guerra A posição do líder saudita se assemelha com a do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, apesar desses dois governos se considerarem inimigos. Ambos consideram o Irã como uma ameaça de longo prazo. A visão de Salman e Netanyahu sobre o Irã, no entanto, tem uma diferença, segundo o NYT: enquanto Israel poderia considerar uma vitória no conflito caso Teerã se torne um Estado falido e instável, a Arábia Saudita considera que isso seria uma ameaça grave à sua segurança nacional. Ainda segundo o jornal, Salman também teria incitado Trump a autorizar ataques contra a infraestrutura energética iraniana. A revelação do NYT ocorre em meio a falas de Trump de que seu governo está negociando com o Irã para encerrar a guerra que os dois países travam desde o final de fevereiro. Autoridades sauditas disseram ao jornal norte-americano que Salman esteja incentivando Trump a prolongar a guerra. Autoridades sauditas rejeitaram a ideia de que Mohammed bin Salman tenha pressionado pela continuidade da guerra. “A Arábia Saudita sempre apoiou uma solução pacífica para este conflito, mesmo antes de ele começar”, afirmou o governo saudita, acrescentando que permanece em contato com a administração Trump. “Nossa principal preocupação hoje é nos defender dos ataques diários contra nosso povo e nossa infraestrutura civil. O Irã escolheu uma perigosa escalada em vez de soluções diplomáticas sérias”, disse o governo.

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