Prints expõem plano de filho e namorada para matar mãe por herança

Conversas mostram que namorada de 17 anos incentivava Nicolas dos Santos Nunes a envenenar a mãe adotiva. Caso é investigado

Jun 27, 2026 - 05:30
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A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) investiga a tentativa de homicídio contra Aparecida Francisca dos Santos, conhecida como Dona Cida, em Mairiporã, na Região Metropolitana de São Paulo. O principal suspeito é o filho adotivo dela, Nicolas dos Santos Nunes, de 22 anos, preso na quinta-feira (25/6). Segundo a investigação, o objetivo do crime era ficar com a herança da vítima.

Mensagens obtidas pelas autoridades mostram que a namorada de Nicolas, uma adolescente de 17 anos, incentivava o companheiro a matar a mãe adotiva. Nas conversas, a jovem pressionava o investigado a acelerar o plano e afirmava que, após a morte de Dona Cida, os dois poderiam viver juntos sem interferências da família.

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Em um dos trechos da conversa, a adolescente escreve: “Se livra logo dessa puta”.

Em outra mensagem, tenta convencer Nicolas de que ele superaria a morte da mãe. “Você já pensou como vai ser nossa vida depois que ela morrer? Vamos ter uma casa pra morar só nós dois”, afirmou.


Vítima começou a apresentar sintomas

  • As investigações apontam que Nicolas teria colocado pequenas doses de um veneno, ainda não identificado, na comida da mãe durante semanas. A vítima passou a apresentar vômitos, tonturas, fortes dores abdominais e episódios frequentes de mal-estar.
  • A situação começou a ser investigada depois que uma parente desconfiou dos sintomas e levou Dona Cida ao hospital. Exames indicaram a possibilidade de envenenamento, e um boletim de ocorrência foi registrado.
  • As mensagens também mostram que o casal discutia diferentes formas de matar a vítima.
  • Eles comentavam sobre o uso de veneno para ratos e veneno para formigas, reclamavam da demora para que a substância fizesse efeito e cogitavam outros meios caso o plano falhasse.

Em uma conversa, Nicolas afirma ter preparado o veneno e envia uma foto da substância ao lado de um prato de comida. “Pronto, veneno pronto. Tô nervoso, amor. Tive que macetar, era em grão”, escreveu.

Ele chegou a filmar a mãe ingerindo a comida envenenada.

A adolescente também chegou a ameaçar terminar o relacionamento caso Nicolas não matasse a mãe. Em resposta, ele afirmou que cometeria o crime e chegou a sugerir roubar uma espingarda caso o envenenamento não desse resultado.

Suspeito confessou o plano

Durante o interrogatório, Nicolas confessou que colocou veneno para formigas na comida da mãe e do padrasto, mas negou ter usado chumbinho. Ele também declarou que a ideia do crime partiu da namorada, que teria sugerido matar Dona Cida com veneno ou faca.

Apesar da tentativa de transferir a responsabilidade para a adolescente, a PCSP apura a participação de ambos no planejamento e na execução do crime.

Nicolas também admitiu ter feito movimentações financeiras com cartões bancários da mãe sem autorização.

Caso segue sendo investigado

A adolescente foi ouvida na presença de um responsável legal e poderá responder por ato infracional equivalente aos crimes investigados.

A polícia pediu a internação provisória da jovem na Fundação Casa, a conversão da prisão em flagrante de Nicolas em preventiva e a quebra do sigilo dos celulares apreendidos.

Após sobreviver ao suposto envenenamento, Dona Cida solicitou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. A polícia paulista segue investigando quais substâncias foram utilizadas, por quanto tempo o envenenamento ocorreu e se há outros envolvidos no caso.

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