Quem são os torcedores que vão receber US$ 50 mil para assistir a todos os jogos da Copa

Dois torcedores recebem US$ 50 mil para assistir à todos os jogos da Copa do Mundo em uma cabine de vidro BBC Com seis partidas por dia até o fim da fase de grupos, acompanhar a Copa do Mundo virou quase um trabalho em tempo integral. Mas, para Kevin Akoto e Austin Franklin, esse é literalmente o caso. Os dois foram contratados para assistir aos 104 jogos do torneio e vão receber US$ 50 mil (cerca de R$ 273 mil) cada pelo trabalho. A BBC conversou com os dois torcedores pouco mais de uma semana depois de começarem seus cargos como chief world cup watchers ("observadores-chefes da Copa do Mundo", em tradução livre) do serviço de streaming Fox One, para saber como tem sido a experiência. É difícil não notar a cabine de vidro feita sob medida no meio da Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, onde os passantes e curiosos podem espiá-los. Akoto e Franklin trabalham ali, em um espaço que conta com poltronas reclináveis, um sofá de couro, duas TVs de tela grande e até uma mesa de pebolim. O espaço também está cheio de itens ligados ao futebol e petiscos, criando o ambiente de uma verdadeira "sala de torcedor". "É o sonho de qualquer fã de futebol de 20 e poucos anos. Se você pudesse colocar qualquer coisa aqui dentro, seria isso que você colocaria como fã de futebol", disse Akoto à BBC. Akoto, que trabalha como cozinheiro na Flórida, e Franklin, influenciador da Filadélfia, superaram milhares de candidatos para conseguir a vaga. Além de assistir a todas as partidas, eles também precisam produzir conteúdo para os torcedores. Ponto facultativo? Veja os horários dos jogos do Brasil até uma possível final da Copa Como ainda faltam várias semanas para o fim da Copa, que vai de 11 de junho a 19 de julho, os dois dizem que estão tentando dosar o ritmo. "Eu já comecei a sentir o cansaço, o Franklin também. Estamos aprendendo a lidar com tudo o que acontece ao mesmo tempo", afirma Akoto. Franklin concorda e compara a experiência a um acampamento de férias, quando os dias começam a parecer todos iguais. "É realmente uma maratona. No fim das contas, é um trabalho tranquilo: fico sentado no sofá assistindo a futebol. Mas cansa, e faço questão de dormir minhas oito horas sempre que posso." Felizmente, o trabalho não exige que eles durmam na cabine de vidro da Times Square. Ao fim de cada turno, eles voltam para casa para descansar antes do dia seguinte. A dupla já presenciou momentos históricos. Assistiu ao argentino Lionel Messi quebrar o recorde de maior artilheiro da história das Copas do Mundo enquanto saboreava um churrasco argentino. Outro benefício do trabalho é experimentar pratos típicos dos países que disputam o torneio. Nos intervalos entre os jogos, eles também têm a oportunidade de interagir com torcedores, como os milhares de brasileiros que tomaram conta da Times Square. A região turística se transformou em um ponto de encontro de visitantes da Copa, incluindo os noruegueses que fizeram ali a tradicional comemoração conhecida como "remo viking". Copa dos craques? Astros dominam primeiras rodadas e acirram disputa pelo protagonismo Torcedores da Noruega fazem comemoração "remo viking" na Times Square Getty Franklin diz que essa tem sido a melhor parte da experiência: conhecer torcedores do mundo todo e conversar sobre futebol, cultura e a forma como cada um está vivendo a Copa nos EUA (sede da Copa ao lado do México e do Canadá). "O mais louco é a frequência com que esqueço que estou na Times Square, com um monte de gente me observando. Fico 10, 15 minutos assistindo ao jogo completamente concentrado. Aí olho para o lado, vejo o Akoto, vejo toda aquela gente passando pela Times Square e percebo onde estou." E quanto aos palpites? Akoto aposta que a Espanha ficará com a taça, embora esteja torcendo pelos EUA e por Gana, país de origem de sua família. Agora no g1 Franklin veste a camisa da Noruega, não por motivos pessoais, mas pelo desempenho da equipe até aqui e pela fase do atacante norueguês Erling Haaland, que atua no clube inglês Manchester City. "É fácil dizer que Espanha ou França vão ganhar. Mas acho que a Noruega está muito perto desse nível. Se as coisas acontecerem da maneira certa, consigo imaginar o time levantando a taça." Já entre quem acompanha a história da dupla, as opiniões se dividem sobre aceitar ou não um trabalho como esse. O torcedor norueguês Eimund Liland, de 52 anos, e sua filha Camille, de 15 anos, afirmam que assistir aos 104 jogos, sem qualquer privacidade, seria um pouco "exagerado". Matthew Mendez, de 18 anos, disse à BBC que preferiria viver a Copa ao lado de amigos ou da família. Já Miguel Sanchez, de 20 anos, mal consegue acreditar na sorte da dupla. "Sério? Isso é até melhor do que ir aos jogos. Ser pago para assistir à Copa do Mundo é uma loucura, uma verdadeira loucura." LEIA TAMBÉM: Beckham, Camila Cabello, 'Cascão': famosos aparecem na torcida pelo Brasil na Copa do Mundo

Jun 25, 2026 - 13:00
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Quem são os torcedores que vão receber US$ 50 mil para assistir a todos os jogos da Copa

Dois torcedores recebem US$ 50 mil para assistir à todos os jogos da Copa do Mundo em uma cabine de vidro BBC Com seis partidas por dia até o fim da fase de grupos, acompanhar a Copa do Mundo virou quase um trabalho em tempo integral. Mas, para Kevin Akoto e Austin Franklin, esse é literalmente o caso. Os dois foram contratados para assistir aos 104 jogos do torneio e vão receber US$ 50 mil (cerca de R$ 273 mil) cada pelo trabalho. A BBC conversou com os dois torcedores pouco mais de uma semana depois de começarem seus cargos como chief world cup watchers ("observadores-chefes da Copa do Mundo", em tradução livre) do serviço de streaming Fox One, para saber como tem sido a experiência. É difícil não notar a cabine de vidro feita sob medida no meio da Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, onde os passantes e curiosos podem espiá-los. Akoto e Franklin trabalham ali, em um espaço que conta com poltronas reclináveis, um sofá de couro, duas TVs de tela grande e até uma mesa de pebolim. O espaço também está cheio de itens ligados ao futebol e petiscos, criando o ambiente de uma verdadeira "sala de torcedor". "É o sonho de qualquer fã de futebol de 20 e poucos anos. Se você pudesse colocar qualquer coisa aqui dentro, seria isso que você colocaria como fã de futebol", disse Akoto à BBC. Akoto, que trabalha como cozinheiro na Flórida, e Franklin, influenciador da Filadélfia, superaram milhares de candidatos para conseguir a vaga. Além de assistir a todas as partidas, eles também precisam produzir conteúdo para os torcedores. Ponto facultativo? Veja os horários dos jogos do Brasil até uma possível final da Copa Como ainda faltam várias semanas para o fim da Copa, que vai de 11 de junho a 19 de julho, os dois dizem que estão tentando dosar o ritmo. "Eu já comecei a sentir o cansaço, o Franklin também. Estamos aprendendo a lidar com tudo o que acontece ao mesmo tempo", afirma Akoto. Franklin concorda e compara a experiência a um acampamento de férias, quando os dias começam a parecer todos iguais. "É realmente uma maratona. No fim das contas, é um trabalho tranquilo: fico sentado no sofá assistindo a futebol. Mas cansa, e faço questão de dormir minhas oito horas sempre que posso." Felizmente, o trabalho não exige que eles durmam na cabine de vidro da Times Square. Ao fim de cada turno, eles voltam para casa para descansar antes do dia seguinte. A dupla já presenciou momentos históricos. Assistiu ao argentino Lionel Messi quebrar o recorde de maior artilheiro da história das Copas do Mundo enquanto saboreava um churrasco argentino. Outro benefício do trabalho é experimentar pratos típicos dos países que disputam o torneio. Nos intervalos entre os jogos, eles também têm a oportunidade de interagir com torcedores, como os milhares de brasileiros que tomaram conta da Times Square. A região turística se transformou em um ponto de encontro de visitantes da Copa, incluindo os noruegueses que fizeram ali a tradicional comemoração conhecida como "remo viking". Copa dos craques? Astros dominam primeiras rodadas e acirram disputa pelo protagonismo Torcedores da Noruega fazem comemoração "remo viking" na Times Square Getty Franklin diz que essa tem sido a melhor parte da experiência: conhecer torcedores do mundo todo e conversar sobre futebol, cultura e a forma como cada um está vivendo a Copa nos EUA (sede da Copa ao lado do México e do Canadá). "O mais louco é a frequência com que esqueço que estou na Times Square, com um monte de gente me observando. Fico 10, 15 minutos assistindo ao jogo completamente concentrado. Aí olho para o lado, vejo o Akoto, vejo toda aquela gente passando pela Times Square e percebo onde estou." E quanto aos palpites? Akoto aposta que a Espanha ficará com a taça, embora esteja torcendo pelos EUA e por Gana, país de origem de sua família. Agora no g1 Franklin veste a camisa da Noruega, não por motivos pessoais, mas pelo desempenho da equipe até aqui e pela fase do atacante norueguês Erling Haaland, que atua no clube inglês Manchester City. "É fácil dizer que Espanha ou França vão ganhar. Mas acho que a Noruega está muito perto desse nível. Se as coisas acontecerem da maneira certa, consigo imaginar o time levantando a taça." Já entre quem acompanha a história da dupla, as opiniões se dividem sobre aceitar ou não um trabalho como esse. O torcedor norueguês Eimund Liland, de 52 anos, e sua filha Camille, de 15 anos, afirmam que assistir aos 104 jogos, sem qualquer privacidade, seria um pouco "exagerado". Matthew Mendez, de 18 anos, disse à BBC que preferiria viver a Copa ao lado de amigos ou da família. Já Miguel Sanchez, de 20 anos, mal consegue acreditar na sorte da dupla. "Sério? Isso é até melhor do que ir aos jogos. Ser pago para assistir à Copa do Mundo é uma loucura, uma verdadeira loucura." LEIA TAMBÉM: Beckham, Camila Cabello, 'Cascão': famosos aparecem na torcida pelo Brasil na Copa do Mundo

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