Rope jump: CEO priorizou recuperar GoPro a socorrer vítima, diz polícia

Evelyne dos Santos Gonçalves, considerada a CEO do grupo responsável pelos saltos, foi indiciada por homicídio doloso e fraude processual

Jul 2, 2026 - 18:00
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Rope jump: CEO priorizou recuperar GoPro a socorrer vítima, diz polícia

No relatório final do inquérito policial que baseou o indiciamento por homicídio qualificado e fraude processual de Evelyne dos Santos Gonçalves, considerada a CEO do grupo responsável pelos saltos de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, que terminou na morte de uma jovem de 21 anos, a Polícia Civil (PCSP) cita “manifesta preocupação da investigada com a recuperação da câmera utilizada pela vítima durante o salto”.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Jovem que morreu em salto de rope jump
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Jovem que morreu em salto de rope jump Instagram/Reprodução

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Reprodução/Redes sociais

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Reprodução/Redes sociais

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Reprodução/Redes sociais

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Reprodução/Redes sociais

Uma das testemunhas que atuava como instrutor freelancer no dia da tragédia disse, em depoimento, que Evelyne teria lhe pedido para buscar a GoPro, afirmando que seria necessário apagar o vídeo registrado pelo dispositivo. O homem, no entanto, diz ter recusado o pedido, em razão da prioridade de prestar socorro à vítima.

Somou-se a isso o fato de a investigada ter admitido que excluiu a página do grupo nas redes sociais logo após a queda de Maria Eduarda, o que, embora isoladamente não configure ato ilícito, associada aos outros elementos colhidos, revelaria, segundo o inquérito policial, possível propósito de restringir o acesso a registros e informações potencialmente relevantes para a reconstrução dos fatos.

“Dessa forma, há indícios de que a investigada, ao menos em tese, tenha concorrido para a supressão, ocultação ou tentativa de eliminação de elementos probatórios relevantes para a persecução penal, alterando artificiosamente o estado de coisas com a finalidade de induzir a erro a autoridade policial e dificultar a apuração da verdade real”, destacaram os investigadores.

O paradeiro da câmera ainda é desconhecido pela polícia. As diligências realizadas até o momento ainda não permitiram identificar o autor da retirada da GoPro do braço da vítima. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, antes apontado como o possível suspeito de ocultação do dispositivo, teve o pedido de prisão revogado e não foi indiciado.

De acordo com o relatório, não houve indícios suficientes que justificassem seu indiciamento por homicídio doloso ou fraude processual. A investigação aponta que, a menos a princípio, é possível afastar a participação de Pivetta na captura da câmera, visto que testemunhas relataram terem visto um homem de cabelos escuros se aproximar de Maria Eduarda para tal, e o investigado possui cabelos tingidos de loiro.

O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves, mas não obteve resposta até o momento de publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto em caso de eventual manifestação.

Durante interrogatório, Evelyne afirmou que não teria autonomia, ingerência ou responsabilidade sobre os procedimentos de segurança ou da operação dos equipamentos utilizados, mas seu papel limitava-se a atender clientes, organizar a ordem de participação e realizar o cadastramento dos presentes.

Também disse que, após a queda de Maria Eduarda, teria orientado imediatamente que integrantes da equipe com maior capacidade técnica prestassem socorro à vítima, sobretudo, um deles, Luis Felipe Feliciano Egoroff, que é bombeiro civil. Alegou ainda que, em razão de seu estado emocional, não conseguiu prestar auxílio direto.

Em relação à acusação de que teria solicitado que se apagasse as imagens, negou categoricamente tal conduta. Por fim, a CEO afirmou que desativou temporariamente a página do grupo nas redes sociais por receio de exposição e repercussão negativa. Ela ainda negou ter conhecimento sobre o paradeiro da câmera.

Indiciamento

Evelyne dos Santos Gonçalves, presa sete dias após a morte da jovem Maria Eduarda foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado e fraude processual.

A mulher se apresentava como CEO do grupo “Entre Cordas”, responsável pelo evento de rope jump. Ela é acusada de obstrução de elementos considerados relevantes para o trabalho da polícia. A delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, destacou haver “elementos que demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução”.

O indiciamento de Evelyne se dá no âmbito da nova investigação aberta para entender a conduta dela e de outros dois presos no caso, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Os homens não foram indiciados, e a polícia pediu a revogação da prisão deles. Já Evelyne teve o pedido de conversão da prisão temporária para preventiva encaminhado à Justiça.

O inquérito foi enviado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) nessa quarta-feira (1º/7).

Conforme publicado pelo Metrópoles, Evelyne dos Santos detalhou, em depoimento à polícia, o dia da tragédia. Ela contou não ter visto o momento do salto, mas ouviu o barulho da queda e percebeu a reação de espanto do público e dos instrutores. Veja:



 

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