Suprema Corte rejeita analisar recurso, e Trump terá que pagar US$ 5 milhões a escritora que o acusou de abuso sexual
E. Jean Carroll e Donald Trump Reprodução A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), uma tentativa do presidente Donald Trump de anular a decisão de um júri que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll em uma loja de departamentos de Nova York em meados da década de 1990 e, posteriormente, a difamou. O tribunal se recusou a analisar o recurso do presidente dos EUA e emitiu uma decisão breve e sem justificativa detalhada, como é o padrão. Antes de recorrer à Suprema Corte, os advogados de Trump já haviam contestado o veredito em tribunal inferior, que rejeitou os argumentos de que o julgamento, realizado em 2023, foi injusto porque o juiz permitiu indevidamente que os jurados ouvissem evidências de sua suposta má conduta sexual passada. Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões - o equivalente a R$ 25,8 milhões - à escritora, indenização determinada na sentença do julgamento. Trump vem travando uma batalha judicial com Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019, no qual alega ter sido estuprada por Trump por volta de 1996 em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan. Trump negou as acusações de Carroll e afirmou que ela mentiu sobre as alegações tanto em 2019, enquanto ele ainda cumpria seu primeiro mandato como presidente, quanto em 2022, quando já havia deixado o cargo. Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou que havia iniciado uma investigação criminal contra Carroll, assim como fez contra vários outros adversários do presidente republicano, para apurar se Carroll cometeu perjúrio em depoimentos relacionados aos dois processos civis que ela venceu contra Trump. A decisão contrária ao presidente norte-americano ocorre no momento em que o tribunal emite pareceres sobre os maiores casos do mandato, muitos deles fundamentais para a agenda de Trump. Agora no g1

E. Jean Carroll e Donald Trump Reprodução A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), uma tentativa do presidente Donald Trump de anular a decisão de um júri que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll em uma loja de departamentos de Nova York em meados da década de 1990 e, posteriormente, a difamou. O tribunal se recusou a analisar o recurso do presidente dos EUA e emitiu uma decisão breve e sem justificativa detalhada, como é o padrão. Antes de recorrer à Suprema Corte, os advogados de Trump já haviam contestado o veredito em tribunal inferior, que rejeitou os argumentos de que o julgamento, realizado em 2023, foi injusto porque o juiz permitiu indevidamente que os jurados ouvissem evidências de sua suposta má conduta sexual passada. Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões - o equivalente a R$ 25,8 milhões - à escritora, indenização determinada na sentença do julgamento. Trump vem travando uma batalha judicial com Carroll, ex-colunista de conselhos da revista Elle, desde que ela publicou um trecho de suas memórias em 2019, no qual alega ter sido estuprada por Trump por volta de 1996 em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan. Trump negou as acusações de Carroll e afirmou que ela mentiu sobre as alegações tanto em 2019, enquanto ele ainda cumpria seu primeiro mandato como presidente, quanto em 2022, quando já havia deixado o cargo. Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou que havia iniciado uma investigação criminal contra Carroll, assim como fez contra vários outros adversários do presidente republicano, para apurar se Carroll cometeu perjúrio em depoimentos relacionados aos dois processos civis que ela venceu contra Trump. A decisão contrária ao presidente norte-americano ocorre no momento em que o tribunal emite pareceres sobre os maiores casos do mandato, muitos deles fundamentais para a agenda de Trump. Agora no g1
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