Suspeito de aplicar golpe de R$ 500 milhões em investidores é preso
O empresário Lucas Nery estava foragido desde abril e é suspeito de atrair investidores com a falsa promessa de lucros vantajosos
O empresário e investidor Lucas Nery, foragido desde abril suspeito de aplicar um golpe que causou um prejuízo de R$ 500 milhões a cerca de mil pessoas em Porto Ferreira (SP), foi preso nessa segunda-feira (29/6), em Goiânia (GO).
O golpe funcionava como uma pirâmide financeira. Segundo a investigação, Lucas é acusado de atrair investidores com a promessa de lucros vantajosos, oferecendo a compra antecipada de créditos trabalhistas e valores a receber da Justiça por um custo menor. Há suspeita, porém, que o dinheiro investido pelas vítimas era enviado para contas no exterior, e convertido em criptomoedas.
O empresário ficou foragido no início deste ano após fazer uma festa luxuosa no interior paulista. A Justiça autorizou o bloqueio de bens, imóveis, contas bancárias e veículos do acusado. A Polícia Civil também já havia prendido o pai de Lucas, o advogado Jorge Nery, suspeito de ajudar a dar credibilidade ao esquema criminoso usando sindicatos falsos.
Em nota, o advogado Antonio Lu Filho, responsável pela defesa de Lucas Nery, afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado de prisão preventiva de seu cliente nesta terça-feira (30/6). A defesa esclareceu que Lucas ainda não foi condenado e que “a Constituição Federal assegura a presunção de inocência a todo cidadão até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
“O processo seguirá seu curso. A defesa dispõe de documentos, de argumentos e da versão integral de Lucas Nery, que será apresentada no momento e no lugar adequados e oportuno: perante o juiz, com as garantias do contraditório e da ampla defesa. O caso não se encerra com esta prisão. Encerra-se quando uma sentença, fundada em provas e não em manchetes, for proferida com trânsito em julgado. E ainda estamos muito longe disso”, escreveu o advogado Antonio Lu Filho.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a audiência de custódia do suspeito e o registro da captura ficou à cargo da Polícia Civil de Goiás. A pasta de Goiás, no entanto, afirmou que não prestará informações, “visto que não foi uma operação comandada pela PCGO”.
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