Suspeito de matar o próprio pai, filho de fundador da Mango deixa cargo na empresa
Jonathan Andic, filho do fundador do grupo de moda Mango, Isak Andic, chega ao tribunal escoltado pela polícia em 19 de maio de 2026. REUTERS/Albert Gea/Foto de arquivo Jonathan Andic, filho do fundador da marca de moda Mango, classificou como "grave, injusta e infundada" a acusação de suposto homicídio de seu pai, que caiu de uma montanha enquanto passeavam juntos em 2024, e anunciou que se afasta "temporariamente" de seu cargo de vice-presidente da empresa. "Tomo esta decisão com tristeza, mas convicto de que é o melhor para a companhia e para mim. Enfrento este processo com serenidade e firmeza, e preciso concentrar toda a minha energia em demonstrar minha inocência", afirmou em uma carta aberta publicada nesta terça-feira (26). Andic, de 45 anos, pagou há uma semana uma fiança de um milhão de euros (5,82 milhões de reais na cotação atual) para evitar a prisão preventiva, após passar horas detido como suspeito pela morte de seu pai, Isak Andic, em dezembro de 2024. Agora no g1 A juíza determinou como medidas cautelares "a retirada do passaporte, proibição de saída do território e comparecimentos semanais ao tribunal", enquanto prossegue a investigação do caso por suposto homicídio. Até agora vice-presidente da diretoria da Mango, Andic decidiu que vai se concentrar em sua defesa, para a qual disse contar com o "total apoio" de sua família e de seu círculo próximo. "Há cerca de dezessete meses perdi meu pai, em circunstâncias profundamente dolorosas para mim, para minha família e para as pessoas do nosso convívio próximo. A esse luto somou-se o fato de ter que conviver com a mais grave, injusta e infundada acusação que pode recair sobre uma pessoa", explicou na carta, sua primeira manifestação pública desde os fatos. "Quero expressar, de coração, que amei e amo profundamente os meus e, de uma maneira muito especial, meu pai. Vivemos juntos muitos momentos felizes, marcantes e cheios de carinho. Como acontece em tantas famílias, também tivemos momentos difíceis e complexos, que superamos com grande esforço, generosidade e apoio", continuou. "Relação ruim" ARQUIVO - Isak Andic, fundador da marca de moda espanhola Mango) Thibault Camus/AP A relação entre pai e filho esteve desde o início no foco dos investigadores, tal como argumentou a própria juíza na decisão da semana passada. Entre os indícios enumerados, a magistrada fez referência à suposta "má relação" entre pai e filho, decorrente da "obsessão (...) pelo dinheiro" de Jonathan Andic. Como elementos suspeitos, os investigadores também mencionaram as várias visitas que Jonathan Andic teria feito ao local do acidente - uma popular zona de montanha próxima a Barcelona - nos dias anteriores, assim como à posição da queda "com os pés para a frente" do fundador da Mango. "As lesões que constam na autópsia praticamente afastam que a queda tenha sido produto de um escorregão ou tropeço", assinala a decisão judicial. "Construiu-se um relato público com uma visão parcial, descontextualizada e deturpada, que gerou uma percepção de culpabilidade alheia à realidade. Sei que desmontá-lo exigirá tempo, esforço e uma dedicação intensa", afirmou, no entanto, Jonathan Andic em sua carta.

Jonathan Andic, filho do fundador do grupo de moda Mango, Isak Andic, chega ao tribunal escoltado pela polícia em 19 de maio de 2026. REUTERS/Albert Gea/Foto de arquivo Jonathan Andic, filho do fundador da marca de moda Mango, classificou como "grave, injusta e infundada" a acusação de suposto homicídio de seu pai, que caiu de uma montanha enquanto passeavam juntos em 2024, e anunciou que se afasta "temporariamente" de seu cargo de vice-presidente da empresa. "Tomo esta decisão com tristeza, mas convicto de que é o melhor para a companhia e para mim. Enfrento este processo com serenidade e firmeza, e preciso concentrar toda a minha energia em demonstrar minha inocência", afirmou em uma carta aberta publicada nesta terça-feira (26). Andic, de 45 anos, pagou há uma semana uma fiança de um milhão de euros (5,82 milhões de reais na cotação atual) para evitar a prisão preventiva, após passar horas detido como suspeito pela morte de seu pai, Isak Andic, em dezembro de 2024. Agora no g1 A juíza determinou como medidas cautelares "a retirada do passaporte, proibição de saída do território e comparecimentos semanais ao tribunal", enquanto prossegue a investigação do caso por suposto homicídio. Até agora vice-presidente da diretoria da Mango, Andic decidiu que vai se concentrar em sua defesa, para a qual disse contar com o "total apoio" de sua família e de seu círculo próximo. "Há cerca de dezessete meses perdi meu pai, em circunstâncias profundamente dolorosas para mim, para minha família e para as pessoas do nosso convívio próximo. A esse luto somou-se o fato de ter que conviver com a mais grave, injusta e infundada acusação que pode recair sobre uma pessoa", explicou na carta, sua primeira manifestação pública desde os fatos. "Quero expressar, de coração, que amei e amo profundamente os meus e, de uma maneira muito especial, meu pai. Vivemos juntos muitos momentos felizes, marcantes e cheios de carinho. Como acontece em tantas famílias, também tivemos momentos difíceis e complexos, que superamos com grande esforço, generosidade e apoio", continuou. "Relação ruim" ARQUIVO - Isak Andic, fundador da marca de moda espanhola Mango) Thibault Camus/AP A relação entre pai e filho esteve desde o início no foco dos investigadores, tal como argumentou a própria juíza na decisão da semana passada. Entre os indícios enumerados, a magistrada fez referência à suposta "má relação" entre pai e filho, decorrente da "obsessão (...) pelo dinheiro" de Jonathan Andic. Como elementos suspeitos, os investigadores também mencionaram as várias visitas que Jonathan Andic teria feito ao local do acidente - uma popular zona de montanha próxima a Barcelona - nos dias anteriores, assim como à posição da queda "com os pés para a frente" do fundador da Mango. "As lesões que constam na autópsia praticamente afastam que a queda tenha sido produto de um escorregão ou tropeço", assinala a decisão judicial. "Construiu-se um relato público com uma visão parcial, descontextualizada e deturpada, que gerou uma percepção de culpabilidade alheia à realidade. Sei que desmontá-lo exigirá tempo, esforço e uma dedicação intensa", afirmou, no entanto, Jonathan Andic em sua carta.
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