Tomar controle do petróleo do Irã é uma opção, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington. Evelyn Hockstein/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que tomar o controle do petróleo do Irã pode ser uma opção em meio à guerra que os dois países travam. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala de Trump ocorreu por conta de uma pergunta de um repórter em uma reunião de gabinete, e o líder norte-americano utilizou o exemplo da Venezuela, que segundo ele está melhor do que nunca após a deposição do ditador Nicolás Maduro e os EUA terem assumido o petróleo do país sul-americano. "É uma opção. Eu não falo muito sobre isso, mas é uma opção. Fizemos isso com a Venezuela e deu certo, estamos trabalhando muito bem", afirmou Trump, sem dar muitos detalhes para o O presidente dos EUA disse que tanto Washington quanto Caracas fizeram muito dinheiro com as vendas de petróleo venezuelano pós-derrubada de Maduro. Ele acrescentou que a relação com a Venezuela está "incrível" desde então e até brincou que poderia "descer lá e concorrer contra a Delcy, de tão popular que fiquei". Trump disse também nesta quinta-feira acreditar que a guerra contra o Irã está 99% resolvida, apesar do Estreito de Ormuz ainda estar fechado por forças iranianas, e que ele não tem mais certeza se quer fazer um acordo de cessar-fogo com o Irã —e que não se importa com isso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (...) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos", afirmou Trump durante reunião de gabinete. O presidente dos EUA voltou a dizer que está negociando com o Irã e afirmou que o regime se contradisse em falas públicas recentes sobre a existência de tratativas de cessar-fogo. Trump afirmou que "o Irã está implorando para fazer um acordo", mas disse que "eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo" com o Irã. O líder norte-americano também desmentiu relatos da imprensa dos EUA de que ele estaria desesperado para chegar a um cessar-fogo com o Irã. Segundo ele, o Exército norte-americano fez 99% do trabalho, e o Estreito de Ormuz seria o 1% restante. "Nós dizimamos eles militarmente, não têm Marinha, Exército, um míssil ou outro. O problema no Estreito de Ormuz é: fizemos 99%, mas se o 1% permanecer ele pode ser no formato de um míssil disparado contra um navio de US$ 1 bilhão, e isso não pode acontecer", afirmou Trump. O regime iraniano afirmou nesta quinta-feira que transmitiu aos EUA via mediador Paquistão uma resposta oficial sobre a proposta de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A resposta ocorreu na noite de quarta, horas após a mídia estatal ter dito que Teerã rejeitou a proposta, e apresentou sua própria contraproposta com cinco pontos. Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que "nós rezamos por um acordo", durante pronunciamento à imprensa ao lado de Trump. Na quarta-feira, o regime iraniano chamou o plano de Trump de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano. "O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV. O que diz a contraproposta Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem: A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo". O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada. O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra. O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região. O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares; a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos; a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow; o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah; a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de

Mar 26, 2026 - 13:30
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Tomar controle do petróleo do Irã é uma opção, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington. Evelyn Hockstein/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) que tomar o controle do petróleo do Irã pode ser uma opção em meio à guerra que os dois países travam. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala de Trump ocorreu por conta de uma pergunta de um repórter em uma reunião de gabinete, e o líder norte-americano utilizou o exemplo da Venezuela, que segundo ele está melhor do que nunca após a deposição do ditador Nicolás Maduro e os EUA terem assumido o petróleo do país sul-americano. "É uma opção. Eu não falo muito sobre isso, mas é uma opção. Fizemos isso com a Venezuela e deu certo, estamos trabalhando muito bem", afirmou Trump, sem dar muitos detalhes para o O presidente dos EUA disse que tanto Washington quanto Caracas fizeram muito dinheiro com as vendas de petróleo venezuelano pós-derrubada de Maduro. Ele acrescentou que a relação com a Venezuela está "incrível" desde então e até brincou que poderia "descer lá e concorrer contra a Delcy, de tão popular que fiquei". Trump disse também nesta quinta-feira acreditar que a guerra contra o Irã está 99% resolvida, apesar do Estreito de Ormuz ainda estar fechado por forças iranianas, e que ele não tem mais certeza se quer fazer um acordo de cessar-fogo com o Irã —e que não se importa com isso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (...) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos", afirmou Trump durante reunião de gabinete. O presidente dos EUA voltou a dizer que está negociando com o Irã e afirmou que o regime se contradisse em falas públicas recentes sobre a existência de tratativas de cessar-fogo. Trump afirmou que "o Irã está implorando para fazer um acordo", mas disse que "eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo" com o Irã. O líder norte-americano também desmentiu relatos da imprensa dos EUA de que ele estaria desesperado para chegar a um cessar-fogo com o Irã. Segundo ele, o Exército norte-americano fez 99% do trabalho, e o Estreito de Ormuz seria o 1% restante. "Nós dizimamos eles militarmente, não têm Marinha, Exército, um míssil ou outro. O problema no Estreito de Ormuz é: fizemos 99%, mas se o 1% permanecer ele pode ser no formato de um míssil disparado contra um navio de US$ 1 bilhão, e isso não pode acontecer", afirmou Trump. O regime iraniano afirmou nesta quinta-feira que transmitiu aos EUA via mediador Paquistão uma resposta oficial sobre a proposta de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A resposta ocorreu na noite de quarta, horas após a mídia estatal ter dito que Teerã rejeitou a proposta, e apresentou sua própria contraproposta com cinco pontos. Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que "nós rezamos por um acordo", durante pronunciamento à imprensa ao lado de Trump. Na quarta-feira, o regime iraniano chamou o plano de Trump de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano. "O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV. O que diz a contraproposta Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem: A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo". O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada. O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra. O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região. O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares; a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos; a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow; o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah; a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

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