Trump conversa com governador de Minnesota após morte de cidadão americano em Minneapolis

Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta segunda-feira (26) com o governador do estado de Minnesota, Tim Walz, segundo uma publicação feita no perfil da Casa Branca no X. "O governador Tim Walz me ligou com o pedido de trabalharmos juntos em relação à Minnesota. Foi uma ligação muito boa e, na verdade, pareceu que estávamos na mesma sintonia", disse o presidente americano. "Eu disse ao governador Walz que pediria para Tom Homan ligar para ele e que o que estamos procurando são todos e quaisquer criminosos que eles tenham sob custódia. O governador, com muito respeito, entendeu isso, e falarei com ele em um futuro próximo", continua o texto. Segundo a publicação, o governador "ficou feliz que Tom Homan fosse para Minnesota". ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis "Temos tido um sucesso tremendo em Washington, D.C., Memphis, Tennessee, e Nova Orleans, Louisiana, e praticamente em todos os outros lugares que 'tocamos' e, mesmo em Minnesota, a criminalidade caiu bastante, mas tanto o governador Walz quanto eu queremos melhorar ainda mais", finaliza o texto. A postagem não deixa claro o que foi conversado nem qual o tipo de cooperação deve haver entre os dois mandatários. No último sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do DHS depois de tentar ajudar uma mulher. Trump envia seu 'czar da fronteira' Na manhã desta segunda, Trump anunciou que irá enviar Tom Homan, conhecido como seu "czar da fronteira", para Minnesota. Sob grande pressão após uma segunda morte ocorrer durante as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês) na cidade de Minneapolis, Trump mostrou que não irá recuar de sua forte política anti-imigração e da defesa dos agentes com a medida. "Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim", afirmou. Tom Homan em setembro de 2019 REUTERS/Jonathan Ernst Além de reforçar ainda mais as operações contra os imigrantes com a decisão, Trump ainda contou que ordenou duas investigações. A primeira será contra o que chamou de "fraude maciça" no sistema de assistência social do estado e que, segundo ele, é uma das causas dos protestos que tomaram as ruas de lá. As manifestações, no entanto, ganharam força depois uma cidadã americana, mãe de três filhos, foi morta por um membro do ICE há duas semanas. "Paralelamente, está em andamento uma grande investigação a respeito da fraude maciça de mais de US$ 20 bilhões no sistema de assistência social em Minnesota, que é pelo menos parcialmente responsável pelos violentos protestos organizados que estão ocorrendo nas ruas", disse. Criança como 'isca', ameaças e intimações: a disputa entre Trump e Minnesota após manifestante ser morta pelo ICE A segunda é contra uma congressista de Minnesota que tem feito críticas a ele e ao ICE: deputada Ilhan Omar, que é da Somália. Trump levantou suspeitas sobre o patrimônio dela: "O Departamento de Justiça e o Congresso estão investigando a congressista Ilhan Omar, que saiu da Somália sem nada e, agora, segundo relatos, possui um patrimônio de mais de US$ 44 milhões. O tempo dirá". Ainda nesta segunda, após o anúncio feito pelo presidente nas redes sociais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, garantiu que Trump mantém a confiança na secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e que ela seguirá no cargo, mesmo com todas as críticas das quais vem sendo alvo. "A secretária Noem continuará a liderar o Departamento de Segurança Interna com a total confiança do presidente. Tom Homan está numa posição única para deixar tudo de lado e concentrar-se exclusivamente em Minnesota para resolver os problemas criados pela falta de cooperação das autoridades estaduais e locais", disse. Câmera lenta: veja em detalhes como ICE agrediu, desarmou e matou enfermeiro nos EUA Quem é Tom Homan? Ex-agente da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan foi encarregado por Donald Trump de cumprir a promessa de realizar a maior campanha de deportação da história do país logo no começo de seu segundo mandato. Conhecido como "czar da fronteira", Homan iniciou o trabalho em ritmo acelerado e, após centenas de deportações apenas na primeira semana do novo governo, afirmou na TV: "É um grande começo, mas não terminamos. Precisamos de mais deportações, muitas mais. E estamos trabalhando nisso". Durante o primeiro mandato de Trump, ele foi muito criticado por ser um dos defensores da separação de crianças de famílias que imigraram ilegalmente para o país. No novo governo ficou responsável pela fiscalização das fronteiras com o México e o Canadá, além da segurança marítima e aérea voltada ao tema imigratório.

Jan 26, 2026 - 14:30
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Trump conversa com governador de Minnesota após morte de cidadão americano em Minneapolis

Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta segunda-feira (26) com o governador do estado de Minnesota, Tim Walz, segundo uma publicação feita no perfil da Casa Branca no X. "O governador Tim Walz me ligou com o pedido de trabalharmos juntos em relação à Minnesota. Foi uma ligação muito boa e, na verdade, pareceu que estávamos na mesma sintonia", disse o presidente americano. "Eu disse ao governador Walz que pediria para Tom Homan ligar para ele e que o que estamos procurando são todos e quaisquer criminosos que eles tenham sob custódia. O governador, com muito respeito, entendeu isso, e falarei com ele em um futuro próximo", continua o texto. Segundo a publicação, o governador "ficou feliz que Tom Homan fosse para Minnesota". ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis "Temos tido um sucesso tremendo em Washington, D.C., Memphis, Tennessee, e Nova Orleans, Louisiana, e praticamente em todos os outros lugares que 'tocamos' e, mesmo em Minnesota, a criminalidade caiu bastante, mas tanto o governador Walz quanto eu queremos melhorar ainda mais", finaliza o texto. A postagem não deixa claro o que foi conversado nem qual o tipo de cooperação deve haver entre os dois mandatários. No último sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do DHS depois de tentar ajudar uma mulher. Trump envia seu 'czar da fronteira' Na manhã desta segunda, Trump anunciou que irá enviar Tom Homan, conhecido como seu "czar da fronteira", para Minnesota. Sob grande pressão após uma segunda morte ocorrer durante as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês) na cidade de Minneapolis, Trump mostrou que não irá recuar de sua forte política anti-imigração e da defesa dos agentes com a medida. "Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim", afirmou. Tom Homan em setembro de 2019 REUTERS/Jonathan Ernst Além de reforçar ainda mais as operações contra os imigrantes com a decisão, Trump ainda contou que ordenou duas investigações. A primeira será contra o que chamou de "fraude maciça" no sistema de assistência social do estado e que, segundo ele, é uma das causas dos protestos que tomaram as ruas de lá. As manifestações, no entanto, ganharam força depois uma cidadã americana, mãe de três filhos, foi morta por um membro do ICE há duas semanas. "Paralelamente, está em andamento uma grande investigação a respeito da fraude maciça de mais de US$ 20 bilhões no sistema de assistência social em Minnesota, que é pelo menos parcialmente responsável pelos violentos protestos organizados que estão ocorrendo nas ruas", disse. Criança como 'isca', ameaças e intimações: a disputa entre Trump e Minnesota após manifestante ser morta pelo ICE A segunda é contra uma congressista de Minnesota que tem feito críticas a ele e ao ICE: deputada Ilhan Omar, que é da Somália. Trump levantou suspeitas sobre o patrimônio dela: "O Departamento de Justiça e o Congresso estão investigando a congressista Ilhan Omar, que saiu da Somália sem nada e, agora, segundo relatos, possui um patrimônio de mais de US$ 44 milhões. O tempo dirá". Ainda nesta segunda, após o anúncio feito pelo presidente nas redes sociais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, garantiu que Trump mantém a confiança na secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e que ela seguirá no cargo, mesmo com todas as críticas das quais vem sendo alvo. "A secretária Noem continuará a liderar o Departamento de Segurança Interna com a total confiança do presidente. Tom Homan está numa posição única para deixar tudo de lado e concentrar-se exclusivamente em Minnesota para resolver os problemas criados pela falta de cooperação das autoridades estaduais e locais", disse. Câmera lenta: veja em detalhes como ICE agrediu, desarmou e matou enfermeiro nos EUA Quem é Tom Homan? Ex-agente da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan foi encarregado por Donald Trump de cumprir a promessa de realizar a maior campanha de deportação da história do país logo no começo de seu segundo mandato. Conhecido como "czar da fronteira", Homan iniciou o trabalho em ritmo acelerado e, após centenas de deportações apenas na primeira semana do novo governo, afirmou na TV: "É um grande começo, mas não terminamos. Precisamos de mais deportações, muitas mais. E estamos trabalhando nisso". Durante o primeiro mandato de Trump, ele foi muito criticado por ser um dos defensores da separação de crianças de famílias que imigraram ilegalmente para o país. No novo governo ficou responsável pela fiscalização das fronteiras com o México e o Canadá, além da segurança marítima e aérea voltada ao tema imigratório.

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