Trump pode ameaçar e invadir Cuba? Entenda o que diz o direito internacional

EUA deslocam porta-aviões e navios de guerra para o Mar do Caribe, próximo de Cuba Nas últimas semanas, os Estados Unidos vêm aumentando a pressão sobre Cuba em uma tentativa de chegar a um acordo que pode resultar na queda do governo cubano. O presidente Donald Trump tem sugerido, inclusive, que pode tomar a ilha à força. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: No dia 20 de maio, o governo dos EUA acusou formalmente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de uma série de crimes. A medida representou mais um capítulo na escalada de tensão entre os dois países. Castro é acusado pelos EUA de ter planejado e executado a operação militar que derrubou, em 1996, duas aeronaves da organização de exilados cubanos Irmãos ao Resgate. Trinta anos depois, o governo norte-americano o indiciou por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Atualmente, Castro tem 94 anos e ainda exerce influência no governo cubano. No mesmo dia do indiciamento, os EUA anunciaram que o porta-aviões USS Nimitz havia chegado à região do Caribe. O indiciamento de Castro e a movimentação militar no Caribe relembraram medidas semelhantes adotadas pelo governo norte-americano semanas antes da ofensiva contra a Venezuela. A operação, feita em janeiro, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Assim como acontece agora com Cuba, Trump também fez uma série de ameaças contra a Venezuela e determinou o envio de um forte efetivo militar ao Caribe para pressionar Maduro. No entanto, uma eventual ação militar contra Cuba pode gerar questionamentos no direito internacional. As justificativas apresentadas atualmente pelos EUA podem não ser suficientes para respaldar uma intervenção militar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

May 26, 2026 - 05:30
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Trump pode ameaçar e invadir Cuba? Entenda o que diz o direito internacional

EUA deslocam porta-aviões e navios de guerra para o Mar do Caribe, próximo de Cuba Nas últimas semanas, os Estados Unidos vêm aumentando a pressão sobre Cuba em uma tentativa de chegar a um acordo que pode resultar na queda do governo cubano. O presidente Donald Trump tem sugerido, inclusive, que pode tomar a ilha à força. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: No dia 20 de maio, o governo dos EUA acusou formalmente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de uma série de crimes. A medida representou mais um capítulo na escalada de tensão entre os dois países. Castro é acusado pelos EUA de ter planejado e executado a operação militar que derrubou, em 1996, duas aeronaves da organização de exilados cubanos Irmãos ao Resgate. Trinta anos depois, o governo norte-americano o indiciou por quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. Atualmente, Castro tem 94 anos e ainda exerce influência no governo cubano. No mesmo dia do indiciamento, os EUA anunciaram que o porta-aviões USS Nimitz havia chegado à região do Caribe. O indiciamento de Castro e a movimentação militar no Caribe relembraram medidas semelhantes adotadas pelo governo norte-americano semanas antes da ofensiva contra a Venezuela. A operação, feita em janeiro, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Assim como acontece agora com Cuba, Trump também fez uma série de ameaças contra a Venezuela e determinou o envio de um forte efetivo militar ao Caribe para pressionar Maduro. No entanto, uma eventual ação militar contra Cuba pode gerar questionamentos no direito internacional. As justificativas apresentadas atualmente pelos EUA podem não ser suficientes para respaldar uma intervenção militar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

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