Trump sobre Irã: 'Demoraram para negociar acordo, agora terão que pagar o preço'

EUA atacam o Irã em retaliação à derrubada de um helicóptero americano no Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Ataques entre Irã e Israel complicam ação de Trump para negociar acordo e sair rapidamente da guerra Em um post na rede Truth Social nesta quarta-feira (10), Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou: "As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!" Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã. De acordo com uma fonte da agência de notícias Reuters, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta numa tentativa de finalizar um acordo, após consultas com os Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci Troca de ataques Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior. O Irã, por sua vez, respondeu com ataques à Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein, segundo a mídia estatal. A Guarda Revolucionária iraniana falou em resposta "contundente", e o chanceler Abbas Araghchi que "nenhum ataque ficará sem resposta" e disse que os americanos "deixar a região se quiserem ficar seguros". "As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais. Posteriormente, o Centcom afirmou ter alvejado alvos de defesa antiaérea iraniana, estações de controle e radares que controlavam o Estreito de Ormuz. Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos Estados Unidos O bombardeio ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. “Acho que é muito importante responder. (...) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC após o início do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo. As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios. Mísseis iranianos são lançados, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter realizado ataques contra uma base americana na Jordânia e outros 21 alvos no Golfo Pérsico na quarta-feira, em retaliação aos ataques americanos no Estreito de Ormuz. A imagem, divulgada em 10 de junho de 2026, foi extraída de um vídeo estática de um local identificado como Teerã, Irã WANA via Pool/via REUTERS Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida". Minutos após o ataque dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã disse que "assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA". O chanceler iraniano Abbas Araghchi, afirmou que o país "não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta". Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito. Uma autoridade dos EUA afirmou à CNN Internacional que o ataque desta terça foi um aviso ao Irã e o governo Trump acreditam que isso irá prejudicar as negociações para encerrar a guerra. Mesmo com o ataque desta terça, os EUA ainda buscam uma resolução do conflito, e Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. O analista Guga Chacra, da GloboNews, afirm

Jun 10, 2026 - 09:00
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Trump sobre Irã: 'Demoraram para negociar acordo, agora terão que pagar o preço'

EUA atacam o Irã em retaliação à derrubada de um helicóptero americano no Estreito de Ormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Ataques entre Irã e Israel complicam ação de Trump para negociar acordo e sair rapidamente da guerra Em um post na rede Truth Social nesta quarta-feira (10), Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou: "As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!" Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã. De acordo com uma fonte da agência de notícias Reuters, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta numa tentativa de finalizar um acordo, após consultas com os Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci Troca de ataques Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (9) uma série de bombardeios contra o território iraniano, em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache na região do Estreito de Ormuz no dia anterior. O Irã, por sua vez, respondeu com ataques à Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein, segundo a mídia estatal. A Guarda Revolucionária iraniana falou em resposta "contundente", e o chanceler Abbas Araghchi que "nenhum ataque ficará sem resposta" e disse que os americanos "deixar a região se quiserem ficar seguros". "As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h ET [18h no horário de Brasília] de hoje, por ordem do Comandante-Chefe [Donald Trump], em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA ontem. A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", afirmou o Centcom em comunicado divulgado nas redes sociais. Posteriormente, o Centcom afirmou ter alvejado alvos de defesa antiaérea iraniana, estações de controle e radares que controlavam o Estreito de Ormuz. Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos Estados Unidos O bombardeio ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado o Irã de ter derrubado o helicóptero e ter prometido uma resposta. “Acho que é muito importante responder. (...) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, disse Trump à emissora ABC após o início do ataque. Leia mais sobre o incidente abaixo. As forças dos EUA atacaram diversos sistemas de defesa aérea e de radares na região do Estreito de Ormuz —via estratégica para o comércio mundial de petróleo, que o Irã fechou no início da guerra e Washington tenta reabrir—, afirmou um oficial norte-americano ao site Axios. Mísseis iranianos são lançados, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter realizado ataques contra uma base americana na Jordânia e outros 21 alvos no Golfo Pérsico na quarta-feira, em retaliação aos ataques americanos no Estreito de Ormuz. A imagem, divulgada em 10 de junho de 2026, foi extraída de um vídeo estática de um local identificado como Teerã, Irã WANA via Pool/via REUTERS Diversas agências de notícias estatais como Irib, Isna e Mehr afirmaram que ataques foram registrados na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, porém até o momento falam em "origem desconhecida". Minutos após o ataque dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã disse que "assim como alertamos horas antes, o Irã dará uma resposta contundente à agressão dos EUA". O chanceler iraniano Abbas Araghchi, afirmou que o país "não deixará nenhum ataque ou ameaça sem resposta". Ainda não se sabe como que o ataque retaliatório dos EUA impactará o frágil cessar-fogo no conflito, em vigor desde o início de abril, e influenciará as negociações pelo fim do conflito. Uma autoridade dos EUA afirmou à CNN Internacional que o ataque desta terça foi um aviso ao Irã e o governo Trump acreditam que isso irá prejudicar as negociações para encerrar a guerra. Mesmo com o ataque desta terça, os EUA ainda buscam uma resolução do conflito, e Trump disse na segunda que as tratativas para um acordo estavam "na fase final". A trégua na guerra foi violada também por Israel e Irã nos últimos dias, em uma troca de bombardeios criticada por Trump. O analista Guga Chacra, da GloboNews, afirmou que o bombardeio dos EUA foi "uma resposta calibrada e proporcional" à derrubada do helicóptero. Queda de helicóptero Apache em Ormuz Helicóptero Apache modelo AH-64, o mesmo que caiu perto do Estreito de Ormuz Divulgação / Boeing O helicóptero Apache dos EUA operava na região do Estreito de Ormuz quando caiu por volta das 18h30 de segunda-feira, segundo o Comando Central do Exército dos EUA. Os dois tripulantes foram resgatados em condição estável cerca de duas horas depois do incidente. O capitão Tim Hawkins, porta-voz da pasta, afirmou que o resgate dos soldados ocorreu na água e foi feito com um drone marítimo não tripulado. Ainda não se sabe o modelo do equipamento, apenas que tem cerca de sete metros de comprimento. A causa da queda do helicóptero está em investigação, segundo o Exército dos EUA. Uma autoridade militar norte-americana disse à agência de notícias Associated Press (AP) no início da tarde desta terça que o Apache AH-64 havia sido abatido por um drone Shahed iraniano atingiu o helicóptero, mas que a investigação sobre o incidente ainda não havia determinado se o ataque foi intencional. Esse teria sido o primeiro helicóptero Apache perdido pelos EUA durante a guerra no Oriente Médio, que perdura desde 28 de fevereiro. Anteriormente, o exército norte-americano sofreu perdas de drones na região. O AH-64 Apache é o principal helicóptero de ataque do Exército dos EUA, que o considera um dos mais avançados do mundo. O modelo entrou em serviço em 1984, pode voar a até 365 km/h, dependendo do modelo e pode carregar até 22 mísseis de precisão e de autodefesa e outros 76 foguetes não guiados em canhões de disparo rápido.

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