Venezuela: novo tremor atinge o país após terremoto com 1,5 mil mortos
Novo tremor chegou à magnitude de 4,6 e atingiu a Venezuela a cerca de 30km do centro da capital Caracas
Um novo tremor de terra atingiu a Venezuela nesta segunda-feira (29/6). O abalo sísmico acontece cinco dias após o terremoto que matou pelo menos 1.450 pessoas. As informações são da Deutsche Welle, parceira do Metrópoles.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou a magnitude de 4,6, com epicentro em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 km da capital Caracas. O tremor foi registrado às 7h do horário local, às 8h em Brasília.
Também houve outros terremotos na sexta-feira (26/6) e no domingo (28), com magnitude variando entre 4,2 e 4,5.
Resgate e busca a sobreviventes
De acordo com a DW, equipes de resgate locais e internacionais correm contra o tempo nesta segunda-feira (29/6) para retirar sobreviventes dos escombros na Venezuela.
De acordo com estimativa da ONU, há ainda cerca de 50 mil pessoas desaparecidas no país após o duplo terremoto de quarta-feira (24/6). As magnitudes registradas foram de 7,2 e 7,5.
Mesmo com a diminuição das chances de encontrar sobreviventes a cada hora, equipes de resgate ainda conseguem encontrar pessoas vivas em montanhas de destroços, oferecendo às famílias angustiadas um breve sopro de esperança.
Os socorristas salvaram 33 sobreviventes no domingo, segundo informou o governo. As primeiras 48 a 72 horas após um desastre natural são cruciais para os esforços de resgate.
As operações são complexas e exigem trabalho manual e têm sido dificultadas pelo calor, segundo relatos de socorristas. Quem acompanha de perto os esforços de resgate diz que o cheiro de corpos em decomposição é cada vez mais intenso.
Em La Guaira — estado vizinho à capital Caracas e a área mais atingida — missões internacionais de resgate chegaram em massa no domingo, detalhou a Deutsche Welle.
Nos dias anteriores, moradores haviam expressado frustração e indignação com a ineficiência das respostas do país ao desastre, que acabaram sendo lideradas por civis.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu a continuidade das operações e anunciou planos para atender as pessoas que perderam suas moradias devido aos numerosos desabamentos.
Mais de 770 edifícios desmoronaram parcial ou totalmente, incluindo prédios residenciais, comerciais e dezenas de hospitais.
Com informações da Deutsche Welle, parceira do Metrópoles.
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